Depois de mais de um ano com os aeroportos, portos e rodoviárias escancaradas para qualquer um que quisesse entrar no país, somente agora as “autoridades sanitárias” tentam controlar esses pontos para evitar a propagação de novas cepas da Covid-19. Dizem que aqui “é a casa de Maria Joana” onde qualquer um pode entrar e sair.

Há muito tempo que países da Europa e os Estados Unidos tomaram suas devidas precauções, inclusive com a proibição de visitas de brasileiros, mas nós fazemos o contrário. O próprio Tio Sam fechou as portas para o Brasil, e manteve a exigência do visto, enquanto o governo do capitão-presidente liberou a apresentação desse documento para os ianques. É muita submissão! E ainda nos pedem que tenhamos orgulho.

Quanto ao coronavírus, talvez o Brasil seja o único país do mundo que desde o início do surgimento da doença, no ano passado, não se atualizou com respeito aos regramentos de combate, os tratamentos precoces, o isolamento social e ficou para trás na aplicação da vacina. Ainda hoje se discute sobre o uso, ou não da cloroquina, quando este medicamento já foi, há muito tempo, excluído depois de pesquisas, concluindo pela sua ineficácia.

O que está ocorrendo aqui é um genocídio, só que os responsáveis não são punidos por essa loucura que já ceifou a vida de mais de 452 mil brasileiros, Milhares de mortes poderiam ter sido evitadas se tivéssemos seguidos os mesmos protocolos científicos de outras nações. Nesse solo varonil, o corona encontrou um terreno fértil.

Interessante que na moda, no consumismo de produtos, nas comemorações de eventos do comércio lojista, na cultura e até nos bordões somos useiros e vezeiros em imitar os Estados Unidos e alguns europeus. Nessa da Covid ousamos fazer diferente quando, pelo menos, devíamos seguir a regra da imitação. Com certeza, nessa teríamos nos dado bem.

O que será de nós, diante de tantas incertezas? Quando tudo isso vai passar, com uma vacina que se arrasta, e um governo federal que não dá exemplo e só faz barbaridades? Ainda hoje, ouvi de um amigo que a CoronaVac (a vacina chinesa) é como água.

O cara lá de cima, cercado de generais e coronéis que estão manchando suas fardas de sangue, diz que não vai se vacinar porque já teve o vírus, e ainda chama de idiota quem lhe fez a pergunta. As forças armadas estão prestando um grande desserviço à nação, e a história um dia vai acusá-las de ter nos levado para esse abismo.

O quadro confuso está levando milhões de brasileiros a conviverem com a angústia e a depressão. O pânico aumenta mais ainda quando se anuncia a chegada de novas cepas, novas variantes do vírus. E se essas linhagens forem resistentes às vacinas? Tudo é incerto, e o número de casos por dia no país só faz aumentar, o que significa que pode vir aí mais mortes.

Enquanto isso, o sujeito lá de cima, que já recebeu mais de 100 pedidos de impeachment, engavetados pela Câmara dos Deputados, segue sem usar máscara; estimula aglomerações; diz barbaridades; e receita a cloroquina. Os brasileiros estão sendo imolados no altar do sacrifício, como oferendas aos deuses de um governo psicopata.