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:: 11/mar/2021 . 22:44

AS VACINAS E O GÊNIO PASTEUR QUE REVOLUCIONOU A ARTE DA CURA (Final)

Durante a Idade Média, as epidemias da peste bubônica, varíola, tifo e outras doenças devastaram as grandes cidades da Europa. O primeiro passo para o controle foi o saneamento e a higienização, vindo em seguida a vacinação em massa do povo. Os recursos da medicina ainda eram precários.

As primeiras inoculações de vacinas só vieram acontecer por volta de 1796 pelo inglês ruralista Edward Jenner, o inventor da vacina contra a varíola (pústula), que foi erradicada em 1980, ou seja, 184 anos depois. Ainda estudante, em 1771, Jenner observou que a mulheres que ordenhavam as vacas contraiam a doença, daí a palavra vacina de o latim ser derivada vacca.

LÍQUIDO DAS BOLHAS

Em 1796, o cientista recolheu um líquido das bolhas das mãos das leiteiras e introduziu na pele de um rapaz voluntário que ficou imune à doença. Em 1885, o francês Louis Pasteur, o gênio das vacinas por ter aperfeiçoado outras, em parceria com o patologista alemão Robert Koch, criou a vacina contra a raiva, transmitida ao homem pela mordedura de um animal infectado. Conta que em vida ele frequentava o campo para tratar de doenças de animais e orientar os agricultores de como se proteger delas.

Somente pela metade do século XX se descobriu que as doenças infecciosas eram em decorrência dos germes e não do ar impuro como se pensava, isso graças aos estudos de Pasteur. Através de muitas pesquisas, se concluiu ser possível preparar vacinas através das culturas de microrganismos mortíferos.

Ainda no início do século passado, a partir da década de 20, se assistiu o desenvolvimento de vacinas contra a tuberculose, difteria, tétano, tifo, cólera e a febre amarela. Essas doenças sempre atingiram os países mais pobres dos continentes africano e as Américas do Sul e Central, caso mais específico da poliomielite e do sarampo. Muitas nações ainda não colheram os avanços da ciência nesse campo por descrença na ciência ou por falta de recursos financeiros.

Em 1888, Pierre Paul Émile, colega de Pasteur, demonstrou que é uma toxina produzida pela bactéria da difteria que provoca os sintomas graves. Em 1890/91, Emil Adolf e Kitasato conseguiram criar as antitoxinas contra a difteria e o tétano. A vacina da difteria só veio a ser comercializada em 1892. Esperou-se mais 40 anos até que fosse preparada uma vacina que protegesse as crianças saudáveis.

No final do século XIX e início do XX, era generalizada na Europa e América do Norte a contração da tuberculose durante a infância. A primeira vacina contra a tuberculose só veio em 1906 por Léon Calmette e Camille Guérin, investigadores do Instituto Pasteur, para ser utilizada em gado. Foi aplicada pela primeira vez em crianças, na França, no ano de 1922.

VACINAÇÃO CONTRA A VARÍOLA

Uma das grandes vitórias da ciência foi a vacinação contra a varíola. No século XVIII praticamente todas as crianças contraiam a varíola, com mortandade de cerca de 30% das atingidas. A vacinação só ocorreu em princípios do século XIX na Europa Ocidental. Ela, no entanto, permaneceu endêmica na África e na Ásia, até depois da II Guerra Mundial, tendo a Índia e a Indonésia sofrido surtos maciços.

Na década de 50, a poliomielite era a mais temida. A primeira vacina foi preparada pelo médico Jonas Salk, de Pittsburgh, e utilizada em 1954. Ela continha o vírus da pólio. Três anos depois, o virologista Albert Bruce Sabin deu início à vacinação com o vírus vivo da pólio.

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MUITAS PANELAS PARA POUCA COMIDA

 

 

Até que não temos escassez de produtos alimentícios nas feiras livres e nos supermercados. Como na pandemia, infelizmente, estamos vivendo uma alta da inflação onde a classe mais pobre não está conseguindo encher as panelas, que sempre estão vazias.  Temos sim, muitas panelas para pouca comida, e o pior é que existem milhões passando fome no Brasil. Os governos neoliberais e capitalistas subsidiam o agronegócio que só produz grãos, principalmente a soja, para serem comercializados no exterior. Na maior parte, esses produtos são utilizados na ração animal, e o povo passa fome porque não consegue comprar o alimento cotado em dólar. O pequeno agricultor que, na verdade, coloca o alimento na mesa do brasileiro, vive desassistido, sem contar as intempéries do tempos, como as estiagens. É um sistema bruto de muitas panelas para pouca comida. A saída seria vender as panelas para adquirir o  alimento, mas, também não tem comprador. O negócio é encostá-las num canto qualquer da casa, ou do casebre. Fotos do jornalista Jeremias Macário.

O EMBATE DA CIÊNCIA COM A FÉ

Poema mais recente do jornalista e escritor Jeremias Macário

Uma injeta a cura da doença,

Como o gênio das vacinas o Pasteur,

E a outra se apega em sua crença.

 

Brigam a ciência e a fé,

Roubaram a Arca da Aliança os filisteus,

E em seus corpos nasceram tumores,

Como castigo disseram de Deus.

 

Brigam a ciência e a fé,

Galileu foi pela Igreja emparedado,

E Jordano Bruno na Inquisição queimado.

 

Brigam a ciência e a fé,

Na China nasceu a tecnologia,

A Índia floresceu na religião,

E cada uma expandiu sua magia.

 

Brigam a ciência e a fé,

Nas espadas dos brutos medievais,

Até hoje se matam cristão, judeu e Maomé.

 

Brigam a ciência e a fé,

Na nau capitania do linho e da lã,

Na rota da seda dos remos das galeras,

Entre pulgas da Peste Negra de todas eras.

 

Brigam a ciência e a fé,

No mortal flagelo da procissão da bactéria,

E ao redor das catedrais penava a miséria.

 

Brigam a ciência e a fé,

Os médicos com suas tochas a cauterizar,

Os ricos à Igreja seus bens a doar,

E o clero a tombar na Santa Sé.

 

Brigam a ciência e a fé

Nas cruzadas de uma Guerra Santa,

Para sangrar mouros em seu altar.

 

Brigam a ciência e a fé,

Entre os milagres do mar que se abriu,

De coisa que procura explicar a outra,

Como aquele câncer que sumiu.

 

Brigam a ciência e a fé,

Osvaldo Cruz venceu rebelião,

Com a vacina e a seringa na mão.

 

Brigam a ciência e a fé,

Para derrubar a gripe espanhola,

Depois tudo virou samba canção,

No pandeiro e na batida da viola.

 

Brigam a ciência e a fé,

Dos negacionistas terraplanistas,

Que deixam a Covid nos matar.

 

Brigam a ciência e a fé,

Como Lampião e os coronéis,

Na ponta do punhal e do parabelo,

E ninguém quer entregar seus anéis.

 





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