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:: 10/mar/2021 . 23:54

POR INCOMPETÊNCIA, CONQUISTA É AMEAÇADA DE NÃO RECEBER VACINAS

Num quadro de 334 mortes pela Covid-19 desde o início da pandemia no ano passado, e cerca de 100 casos diários, a Prefeitura de Vitória da Conquista (mais de 300 mil habitantes), através do seu secretário de Administração, Kairan Rocha Figueiredo, continua a contestar o Governo do Estado com relação ao isolamento social, o toque de recolher e o chamado lochdown.

Como se não bastasse essa tamanha insensibilidade do Comitê Gestor de Crise, nesta quarta-feira, o governo estadual cortou a remessa de vacinas para Conquista e outras cidades que não cumpriram a meta de imunizar, pelo menos, 85% das doses recebidas. Segundo o poder público, esse percentual foi logo corrigido (não dá para entender a rapidez), o que torna o município apto a ser beneficiário.

TRANSPARÊNCIA

Uma vergonha que isso aconteça, para não se dizer incompetência na questão de transparência dos dados, visto que também os critérios adotados de vacinação são confusos, deixando pessoas mais prioritárias nas filas de espera. Qualquer pessoa que trabalha numa empresa da área de saúde, mesmo sendo do setor administrativo e almoxarifado, está sendo vacinado.

Ora, se for levar em conta esse critério de profissional, os comerciários que estão mais em contato diário com os consumidores, são mais prioritários e mereciam ser antecipados no processo de imunização. Isso vai também deixando idosos com mais de 60 anos na incerteza de quando vão ser vacinados, visto que os lotes vêm aos “tiquinhos” e ainda existe ameaça de não receber por não ser ágil no acompanhamento das metas.

Esses equívocos da administração municipal, como condenar o isolamento social e outras medidas restritivas adotadas pelo Governo do Estado só têm penalizado os conquistenses. Aliás, com essa posição, a prefeita em exercício também está condenando seu prefeito aliado de Salvador, o qual está trabalhando em sintonia com o governador.

Outro absurdo que continua sendo repetido, é alegar que a maioria dos pacientes internados é de outros municípios da região. É uma atitude xenófoba e até desumana. Além do mais, o sistema do SUS é público e tem o dever de receber outros doentes que não sejam da cidade. A não ser o Esaú Mattos, Conquista não conta com um hospital municipal, como existe em Guanambi e até Brumado. Com sua representatividade política, o prefeito de Guanambi conseguiu implantar mais 30 leitos na cidade. E Conquista? O que vem fazendo para minorar a situação? Está realizando algumas ações de limpeza nos bairros, como se faz em Salvador?

Todas atividades econômicas de Conquista, especialmente comércio e serviços, são sustentadas pela região que abrange cerca de 80 municípios. Portanto, Conquista deve muito a essa gente que vem de fora e deixa seu dinheiro aqui. É mais que justo que esse povo se sirva dos hospitais públicos quando precisa. Falar que a maioria dos pacientes é de fora é até vergonhoso, e uma alegação sem sentido e nexo.

Esse fator é mais um motivo para que a prefeitura adote medidas restritivas para até desafogar a ocupação (mais de 80%) dos hospitais, sobrando mais leitos para os doentes locais e da região. O secretário esqueceu de dizer que o prefeito está há quase três meses internado em São Paulo, no Sírio Libanês. Quem está custeando suas despesas? E os que estão aqui no sufoco, sem ar, esperando uma vaga num leito?

Gostaria de saber o que o secretário e a prefeita em exercício fariam se tivessem um parente de Covid-19 em algum município da região, necessitando de um atendimento urgente de UTI? Cuidado secretário e senhora prefeita com o que falam! Melhor atuar com mais rigor na fiscalização, para manter o distanciamento social, do qual defendem, e atualizar os números da vacinação para que Conquista não passe vergonha.

 

UM BRASIL QUE ESTÁ SEM AR

UM BRASIL QUE ESTÁ SEM AR

Conseguimos o feito mais triste de primeiro país do mundo com mais casos registrados de Covid-19, ultrapassando os Estados Unidos com uma população bem maior. O Brasil está sem ar nas macas das ambulâncias e dos hospitais, pedindo socorro. Para o “chefe da nação”, tudo isso não passa de “mimimi”, “frescura” e choro de “maricas”.

É um país praticamente sem vacinas para imunizar toda sua gente, que precisa respirar sem máscaras e abraçar amigos e parentes. Mesmo diante de todo esse tormento, ainda existem os egoístas fura-filas que se apropriam das poucas doses que deveriam ser destinadas aos prioritários, sem contar a falta de critérios na aplicação dessa fonte de vida.

SOCIEDADE COM A MORTE

É o Brasil das aglomerações que fazem sociedade com a morte. É um país das festas, das baladas e paredões onde pai está matando filho, e filho matando pais, tios e avós. É o pais que optou em abrir as portas dos estabelecimentos comerciais no lugar de salvar vidas.

Sem um comando central e sem ordem, cada um faz o que quer e mente quando diz que segue os protocolos. Para não morrerem de fome, os comerciários vão para a linha de frente, e os empresários ficam em seus escritórios.

Além dessa falta de ar que já matou quase 270 mil brasileiros, é também um Brasil da fome, da desorganização e dos preços da gasolina que só aumentam. É o Brasil do fim da Operação Lava Jato, que de marco histórico no combate à corrupção, transformou-se no maior escândalo judiciário, colocando o juiz Sérgio Moro no banco dos réus para ser preso. Diziam que o país seria outro.  Está tudo de cabeça para baixo.

Descemos do purgatório para o inferno astral, e só acontecem coisas ruins, como a inflação dos alimentos que sobe a cada dia porque quase tudo gira em torno do dólar, e os gananciosos, que sempre mamaram nas tetas do povo, preferem vender seus produtos (carne e grãos, principalmente) para o mercado exterior, para auferir mais lucros. Ainda afirmam que colocam comida em nossas mesas.

É o Brasil do desemprego que só faz crescer, e onde as funerárias nunca venderam tantos caixões em sua história, ao ponto desses artigos fúnebres, que ninguém gostaria de comprar um dia, já está em falta. É um Brasil que está sem ar, sem um líder para guiar seu povo nesse deserto de escassos oásis.

Não gostaria de estar, nesse momento, destilando palavras tão pesadas e duras de sentido negativo e desanimador, mas é uma realidade onde nós mesmo temos grande parcela de culpa por tudo que está ocorrendo. Não sei se uma graça ou castigo, mas nessa idade não desejaria ver o meu Brasil nessas condições onde seus filhos padecem calados, num quadro que só faz piorar.

Nessa situação tão caótica (o termo pode ser forte, mas é isso mesmo), o mundo nos vê como um povo perdido, com duas espadas na cabeça. Uma da doença maldita e outra da fome. É um Brasil que precisa urgentemente de ajuda humanitária por parte das nações mais ricas, pois as instituições que podiam agir para aliviar essa dor, se encastelaram em seus poderes e vivem entre seus muros, confabulando em proveito próprio.

Estou aqui falando de coisas reais e palpáveis, não de abstração e de tramas políticas, ou de incoerências religiosas que não falam a língua de Cristo e de Deus. Que Deus é esse, do qual eles tanto citam na Bíblia? O Deus deles é o que aponta o “pecador”. Para eles, esse Deus se resume a construções, templos e catedrais. Usam uma linguagem que não é a verdadeira. Eles ainda não entenderam a mensagem do seu Senhor.





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