OS GENOCIDAS LÁ DO PLANALTO DISCRIMINAM,   XINGAM, INSULTAM OS CHINESES E O POVO É QUEM PAGA COM SUAS VIDAS. ATÉ QUANDO VAMOS SUPORTAR CALADOS TANTO SOFRIMENTO?

Muito alvoroço sensacionalista da mídia para pouca coisa, com informações desencontradas e outras que deixaram de ser ditas nas reportagens. Assim foram as coberturas jornalísticas nos primeiros dias de início da vacinação no país, principalmente na Bahia, onde os repórteres se preocuparam mais em entrevistas e dar destaque aos primeiros que receberam as doses contra a Covid-19.

Por falta de planejamento e estratégia do governo federal, que não tem um presidente e um Ministério da Saúde, na população ficou uma sensação de frustração e decepção. Mesmo tendo como público alvo prioritário a área de saúde, as vacinas (uma quantidade mínima de seis milhões) deveriam ser destinadas apenas àqueles que estão na linha de frente dentro dos hospitais.

Aqui em Vitória da Conquista, por exemplo, até porteiro foi vacinado e, em outros lugares, pessoal do setor administrativo. Conquista recebeu apenas quatro mil vacinas, mas bem mais gente que esse número na linha de frente está diretamente ligada ao tratamento dos pacientes. A mídia não divulgou esse quantitativo e nem sei se a Secretaria Municipal de Saúde tem esse dado.

Na pressa jornalística para sair na frente e mostrar as imagens, ora se dizia que a Bahia recebeu 376 mil vacinas, ora aparecia 370 mil. Para o município de São João da Mata, no recôncavo baiano, a TV Bahia anunciou 2.300 unidades, logo depois corrigido para 400, e depois se manteve a primeira informação. Não se sabe quantas vacinas seriam necessárias para cobrir todo Estado nessa primeira etapa prioritária.

Nas primeiras notícias ficou a impressão de que a vacinação passaria pelos postos de saúde, o que foi depois desfeito diante da pequena quantidade. Tudo isso por conta da falta de uma campanha antecipada de esclarecimento à população por parte do Ministério da Saúde. Aliás, o presidente que temos não está nem aí para vacinar o povo brasileiro. Houve mais pressão que interesse.

O POVO É QUEM PAGA

Outra questão crucial e frustrante é que diante do caos existente, não se sabe se esse primeiro público receberá a segunda dose. Pelo quadro confuso que se apresenta, quando vier outra remessa é para continuar vacinando o restante da área de saúde. Vamos torcer que não, mas tudo indica que será outro alvoroço para pouca coisa, sem contar a politização que ocorreu em muitos estados e municípios, como no Rio de Janeiro. É quando será a vez dos idosos com mais de 75 anos e o outro grupo dos 60 aos 75?

As negociações para adquirir insumos da China estão emperradas, e as vacinas que viriam da Índia foram canceladas. A “diplomacia brasileira” isolou o país do resto mundo, e todos sabem os verdadeiros motivos. Com a China, os bolsonaristas discriminaram e insultaram aquela nação, até com imbecilidades de que a vacina era comunista.

O governo chinês ficou irritado e deu um nó nas compras da principal matéria-prima. Pelas bravatas ignorantes de extremistas, o povo está pagando pela falta de vacinas que já deveria estar salvando vidas, enquanto mais de mil morrem por dia no país e mais de 200 mil já se foram. Em Manaus, há dias está ocorrendo uma tragédia anunciada.

A esta altura, quando vários países da América do Sul estão bem adiantados no processo de vacinação, o Brasil inicia com uma insignificante quantidade, apenas com a CoronaVac. Essa luz no túnel e essa esperança de que tanto falam estão mais para um pisca-pisca que, ora se acende e ora se apaga, nos deixando nas trevas.

O povo morre impiedosamente, como na peste bubônica dos tempos medievais, enquanto a tal da Anvisa dá seu show de burocracia e não libera a vacina de outros laboratórios. Na verdade, está havendo um genocídio no Brasil e não se toma uma providência urgente para se dar um basta nessa matança.