Como já previa no final de setembro para outubro, o Brasil está diante de um novo surto da Covid-19, tudo por egoísmo e irresponsabilidade do povo, principalmente dos nossos jovens que caíram nas baladas, e de um presidente bárbaro negacionista da ciência, que prefere chamar os brasileiros de maricas, e, cinicamente, dizer que todo mundo vai morrer mesmo.

A tendência é retornarmos ao que era antes no meado do ano, ou até numa situação pior em termos de casos. Foram mortos mais de 160 mil pessoas e quase seis milhões de infectados, quando esses números poderiam ser bem menores se houvesse a cultura do isolamento e do distanciamento.

Para agravar mais ainda o quadro, o capitão-presidente debocha e faz pouco caso do vírus, destoando completamente das ações das secretarias estadual e municipal de saúde. Dois ministros médicos foram exonerados do Ministério da Saúde, há meses ocupado por um general que nada entende do setor, além de depender das decisões do capitão.

O número de novos casos só faz aumentar, embora não esteja acontecendo o mesmo em relação às mortes. No entanto, a tendência é crescer, mesmo a doença sendo mais controlada porque houve um aprimoramento nos métodos de tratamento. Enquanto não chega a vacina (o presidente politiza a questão), as aglomerações continuam ocorrendo nas cidades.

Estamos vivendo o absurdo dos absurdos no Brasil, um país cada dia mais isolado e malvisto lá fora como transgressor do meio ambiente, que anda na contramão das outras nações, ao ponto de não reconhecer a vitória do novo presidente eleito dos Estados Unidos.

No entanto, a população está dando a resposta através das urnas, com a reprovação de seus candidatos. Nem a ala militar está apoiando suas loucuras psicopatas. Seu admirador Trump está indo embora do cenário extremista e contraditório, se bem que ainda existem uns malucos por aí que insistem em seguir suas ideias retrógradas, que não cabem mais em nosso meio. O rei está nu e logo vai perder seu “trono”.