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:: 11/nov/2020 . 22:33

“O FUTURO DA HISTÓRIA HUMANA COMO CIÊNCIA”, QUE O BRASIL RENEGA

“Em tempos antigos, grande parte do Crescente Fértil (Iraque entre os rios Eufrates e Tigre) e da região mediterrânea oriental, incluindo a Grécia, eram cobertas de florestas. A transformação da região, de um bosque fértil em arbustos carcomidos ou desertos foi esclarecida por paleobotânicos e arqueólogos. Suas florestas foram derrubadas para a agricultura, ou cortadas para a obtenção de madeira para construção, ou queimadas como lenha. Por causa da baixa pluviosidade e, consequentemente, baixa produtividade primária (poucas chuvas), a recuperação da vegetação não conseguia acompanha o ritmo de sua destruição, principalmente pela presença de muitas cabras pastando. Sem as árvores e a cobertura de grama, sobreveio a erosão, e os vales encheram-se de lodo, enquanto a agricultura de irrigação, num ambiente de baixa pluviosidade, favorecia a salinização. Esses processos que começaram na era neolítica, continuaram nos tempos modernos. Por exemplo, as últimas florestas perto da antiga capital de Petra, na moderna Jordânia, foram derrubadas pelos turcos otomanos durante a construção da rodovia de Hejaz, pouco antes da Primeira Guerra Mundial”.

“Grandes áreas do antigo Crescente Fértil são agora desérticas, semidesérticas, estepes, solos muito erodidos ou salinizados, impróprios para a agricultura. A atual riqueza efêmera de alguns países da região, baseadas num único recurso não-renovável – o petróleo –  oculta a pobreza fundamental que vem de longa data”. O Saara africano também já foi fértil, rico em água, agricultável e abundante em animais silvestres. A depredação transformou a região num dos maiores desertos do mundo.

PANTANAL E AMAZÔNIA EM DESERTOS

Estes textos foram extraídos do livro “Armas, Germes e Aço”, do autor cientista e pesquisador Jared Diamond, mas podem servir de exemplo e lição para o Brasil de hoje que está derrubando e queimando suas florestas, principalmente do Pantanal e da Amazônia. No ritmo de destruição, num futuro não muito longo, essas regiões podem se transforma em desertos depois de serem usadas para plantação de grãos e pastagens para criação de gado. Não mais haverá água em abundância e animais silvestres. O problema é que os bárbaros de hoje negam a ciência, o aquecimento global e querem que tudo arda em chamas e cinzas, tudo pelo dinheiro, pelo capital.

Quanto ao Crescente Fértil, Diamond afirma que cometeram um suicídio ecológico, destruindo sua própria base de recursos. Destaca que a Europa setentrional e ocidental foi poupada deste destino, porque tiveram a sorte de viver em um ambiente mais resistente, com mais chuvas, em que a vegetação volta a crescer depressa. Para o pesquisador, a diferença nos ambientes de cada povo dita as regras. “As desigualdades nem sempre podem ser atribuídas à diferença inata dos próprios povos”.

De acordo com ele, se as populações da Austrália aborígine e da Eurásia tivessem sido trocadas durante o fim da era pleistocena, os aborígines australianos originais seriam hoje os ocupantes da maior parte das Américas e da Austrália, assim como da Eurásia.

Como exemplo disso, ele cita o que aconteceu quando os agricultores europeus foram transferidos para a Groelândia, ou para as Grandes Planícies dos Estados Unidos, e quando os produtores da China foram para as ilhas Chatham, as florestas tropicais do Bornéu, ou os solos vulcânicos de Java e Havaí. Os testes confirmaram que os mesmos povos ancestrais terminaram extintos, ou voltaram a viver como caçadores-coletores.

AS DIFERENÇAS CONTINENTAIS

A mesma coisa ocorreu com os caçadores-coletores aborígines da Austrália quando foram transferidos para as ilhas Flinders, ou para a Tasmânia. Acabaram extintos. “Os continentes diferem em inúmeras características ambientais que afetam as trajetórias das sociedades humanas. O primeiro conjunto consiste nas diferenças continentais entre as espécies selvagens de plantas e animais disponíveis como material inicial para a domesticação”.

Segundo ele, a produção de alimentos era decisiva para acumular excedentes que poderiam alimentar os especialistas não-produtores, e para a formação de grandes populações que disfrutam de uma vantagem militar, antes de qualquer vantagem tecnológica e política. Sobre as extinções de espécies selvagens candidatas à domesticação, Diamond concluiu que elas foram muito mais graves na Austrália e nas Américas do que na Eurásia e na África.

Outro fator de diferenças que afetam as trajetórias humanas, conforme seus estudos, está naqueles que influem no ritmo de difusão e migração que variava muito entre os continentes.  Foi muito mais rápido na Eurásia. Outro fator que influi é a facilidade de difusão intercontinental, que era variável. Alguns continentes são mais isolados do quer outros. Nos últimos seus mil anos ela foi mais fácil da Eurásia para a África subsaariana. O quarto e último fator é formado pelas diferenças continentais em área, ou tamanho da população total. Uma área maior, ou uma população maior, significam mais inventores potenciais e mais sociedades competindo entre si.

Para Diamond, foi isso que ocorreu com os pigmeus africanos e com muitas outras populações de caçadores-coletores expulsas por agricultores. Em contrapartida, o mesmo aconteceu com os conservadores produtores escandinavos na Groelândia, substituídos por caçadores esquimós, cujos métodos de subsistência e tecnologia eram muito superiores aos dos escandinavos nas condições existentes na Groelândia.

CONDIÇÕES AMBIENTAIS

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O CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO E A INSANIDADE MENTAL DE UM GOVERNO

QUE JUSTIÇA ELEITORAL É ESSA? SOMENTE NA RETA FINAL DA CORRIDA ELITORAL, A JUSTIÇA DA BAHIA TOMA A MEDIDA DE PROIBIR CAMPANHAS PRESENCIAIS! QUEM FEZ, FEZ, QUEM NÃO FEZ… QUEM CUIDA DESSE NOSSO BRASIL?

Um chefe de Estado não poderia ser deposto do governo por psicopatia e insanidade mental? Este é um assunto para ser analisado por um corpo de psiquiatras, mas vou focar na questão local de Vitória da Conquista sobre a questão também grave do transporte público, que é um problema que vem se arrastando há anos, desde governos passados.

Quando cheguei aqui, em 1991, para chefiar a Sucursal A Tarde, há quase 30 anos, Conquista já padecia dessa deficiência, e olha que a cidade não era tão grande como agora. De lá para cá, houve um avanço em seu crescimento, principalmente a partir dos anos 2000 quando muita gente de fora veio morar em Conquista por conta da implantação de várias faculdades e mais uma universidade.

SERVIÇOS DEFICITÁRIOS E O CLANDESTINO

Em pouco tempo, Conquista passou a ser a terceira maior cidade da Bahia com cerca de 350 mil habitantes. A construção civil e o comércio se expandiram, mas os serviços de transporte público não acompanharam o mesmo ritmo. Sempre venho dizendo em meus comentários que Conquista necessita, com urgência, de grandes projetos de infraestrutura, e um deles é na área de mobilidade urbana.

Nos últimos anos, a situação só veio a piorar, se transformando num verdadeiro caos e tormento para a população. Duas empresas faliram trazendo muita dor e sofrimento para os desempregados e usuários que precisam se deslocar no dia a dia. O gestor municipal fez uns remendos, tipo tapa buracos, como num barco velho que só entra água e dá sinais de afundamento.

Uma das causas que levou a se chegar a esse ponto crítico foi o surgimento do transporte clandestino de vans, kombis e até de pequenos veículos particulares. Tanto o prefeito como a Câmara de Vereadores não tiveram pulso forte para retirar das ruas os irregulares, tudo por uma questão política eleitoral.

Diante da pressão dos motoristas de vans, ninguém quis se levantar para conter a clandestinidade, com medo de perder voto. Com essa tremenda concorrência desleal, as empresas de ônibus não tiveram estrutura financeira e terminaram fechando as portas. Certo dia, fiquei por algum tempo num ponto de ônibus na Regis Pacheco, e fiquei surpreso com a quantidade de carros clandestinos, inclusive de particulares que paravam oferecendo o deslocamento para diversos bairros.

Não é a tal reforma do apertado Terminal da Laura de Freitas (ali mais parece um curral de fumaça de poluição sonora e visual) que vai resolver o grande problema do transporte público. Em pouco tempo aquilo ali vai ficar insuportável de fuligem. Tudo é bonito na maquete, mas não existe mais espaço para atender a demanda de uma cidade do porte de Conquista.

O BÁRBARO DA MORTE

Da questão regional para o nacional, o bárbaro da morte voltou a atacar dando a entender que o povo brasileiro não precisa se vacinar contra o coronavírus. Com seu maior cinismo, nos chama de maricas. Seu raciocínio é insano quando diz que todos um dia vai morrer, fazendo pouco dos cerca de 160 mil que já perderam suas vidas para a Covid-19. Em minha vida, nunca vi tanta estupidez!

Suas palavras são “bárbaras”, e o mais angustiante de tudo isso é que existem milhões de seguidores que o apoiam. Nunca soube em minha vida que vacina tem ideologia política, muito menos a ciência! Em sua briga com o governador de São Paulo, o cara não está nem aí para o sofrimento dos brasileiros, e ainda diz que, mais uma vez, ele saiu ganhando. O quê, imbecil?

Como se não bastasse, com a derrota de Trump (outro maluco que não quer deixar a Casa Branca), ele ameaçou guerrear com os Estados Unidos! Não é caso de insanidade mental?  Logo mais o Brasil vai se tornar numa segunda Coreia do Norte, ou até mesmo uma Caracas da América do Sul. Só rindo, pra não chorar!

 





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