É, meu amigo, até nas feiras e mercados populares, os preços dos produtos estão caros, como na “hora da morte”, como diz o ditado popular. Além do arroz, outro vilão é o óleo de soja, tudo por causa da ganância do agronegócio que, ao invés de levar comida à mesa dos brasileiros, principalmente os mais pobres, prefere exportar seus produtos para o exterior, especialmente para a China. A soja, por exemplo, é transportada para aquele país para servir de ração para os animais. Como os preços internacionais estão altos com a subida do dólar, os brasileiros são obrigados a pagar por esses custos.  Se o Brasil tivesse um governo sério, priorizaria primeiro o mercado interno, para depois exportar os excedentes. No entanto, temos um governo que privilegia os grandes ruralistas, que ainda derrubam e queimam nossas matas, para expandir suas plantações. Cinicamente, ainda dizem que botam o alimento na mesa dos brasileiros. A mesma coisa acontece com o arroz, cujos agricultores deveriam ser proibidos de exportar o produto, para atender a demanda do mercado interno. O paradoxo é que todo arroz é exportado, e o mesmo grão é importado por um alto preço para abastecer as necessidades internas. O maior absurdo ainda acontece com a importação da soja, quando o país tem uma produção de sobra com relação ao consumo.