Poema de autoria mais recente do jornalista e escritor Jeremias Macário

Por que de tantas mentiras?

O culpado diz ser inocente,

Mentiras de iras dessa gente!

 

Você me fala de democracia,

Diz ser a favor da liberdade,

E prega pela volta da ditadura,

Que vai oprimir a sua distopia,

De divagar pela sua loucura,

Coisa de insanidade e psicopatia.

 

Por que de tantas mentiras?

Mentiras, mentiras de iras!

 

Você tira de mim a educação,

Mistura cultura com comunista,

Me trata como um idiota besta,

Se não concordo, sou um alienista,

Faz a esmola render sua eleição,

Com a ração de uma básica cesta.

 

Por que de tantas mentiras?

Mentiras, mentiras de iras!

 

Você canibaliza nossa história,

Chama sua negritude de escória,

Diz que a terra é chapada plana,

Não existe aquecimento global,

Contesta a ciência e o universo,

Respira fascismo e retrocesso,

E encarna a inquisição medieval.

 

Por que de tantas mentiras?

Mentiras, mentiras de iras

 

No pleito político eleitoral,

A mentira é a maior vencedora,

Como óleo derramado no mar,

Chamas a arder nossos biomas,

Pelo índio que queima seu lar,

Sua Amazônia e o belo Pantanal,

Mentiras são como o plutônio,

Aumentando o buraco de ozônio,

Criminosas mentiras de tantas iras!