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:: 22/set/2020 . 22:43

O FUTEBOL SEM APITO E A COVID-19

Em meio a toda esta tormenta em que a nossa democracia corre um sério risco de ser engolida pelas ideias fascistas que encontraram um terreno fértil, criado pelos ressentimentos contra as esquerdas alopradas no campo da política, acompanhamos, nos momentos de descontração, um futebol insosso onde o juiz perdeu o apito com mudanças de regras que deixaram o esporte preferido dos brasileiros sem a “tesão” e o atrativo de antes.

Como se não bastasse ver o Brasil em chamas e garimpeiros fazendo protestos para que não haja fiscalização do Ibama contra as ilegalidades que estão envenenando nossa mãe terra e os rios, sem falar na expulsão dos nossos índios, temos uma multidão inconsciente que partiu para o relaxamento em relação à pandemia da Covid-19, que já ceifou quase 140 mil pessoas e continua matando.

VIDAS PERDIDAS NÃO SE RECUPERAM

O prefeito de Brumado, que insiste na volta às aulas neste final de ano, se junta às barbaridades, dizendo que o vírus não passa de uma panaceia e que a parada das atividades escolares também significa perda de vidas. Ora, um ano perdido de ensino pode ser recuperado, mas nunca uma vida que já se foi. Desde o início dessa “peste”, venho defendendo que neste ano fosse proibido a realização das eleições, o retorno às escolas e ao futebol.

Com relação a esta modalidade esportiva, que tanto empolga e cria polêmicas e discussões, as mudanças feitas nas regras foram para pior, como a substituição de cinco jogadores durante a partida, e essa tal criação do VAR que desmoralizou o árbitro em campo. A todo momento para o andamento da “peleja” a fim de rever jogadas. Marca-se um pênalti e volta-se atrás, e vice-versa. Ainda criaram as atais paradas técnicas.

Com toda essa confusão, sem público nas arquibancadas e jogadores sendo infectados pelo corona, o futebol ficou “pálido”, e a bola murchou, a não ser para aqueles torcedores fanáticos e doentes que chegam a declarar que seu time é a sua vida, coisa de cabeça oca que teve os neurônios queimados na falta de um sentido existencial.

Outra coisa que irrita no futebol de hoje é o número excessivo de faltas violentas, principalmente perto da pequena área do gol quando o adversário atacante está levando vantagem, ou deu um drible desconcertante na zaga. Ai, o “perna de pau” vem lá e bota para arrebentar, com uma tremenda rasteira. Deveria haver uma regra onde toda falta cometida nessas imediações do campo fosse batida de forma direta, sem barreiras. Só assim evitaria, ou reduziria o número de entradas faltosas. A “redonda” agradeceria voar e correr mais tempo nas quadro linhas, sem ser tanto perturbada e maltratada pelos brutos.

Sou Tricolor das Laranjeiras e já joguei futebol em minha juventude quando fui da seleção de Amargosa e do Seminário de Padre onde estudei, mas nos tempos mais recentes, confesso que estou perdendo aquele entusiasmo de antigamente, de tanto ver jogadores medíocres e mudanças nas regras, que só tiraram o atrativo e a empolgação do nosso esporte predileto que criava discussões calorosas, no bom sentido e com respeito.

O RETORNO DAS AGLOMERAÇÕES

Quanto à questão da Covid-19, é também lamentável o que vem ocorrendo com as pessoas que foram tragadas pelos negacionistas da ciência, e até defendem que a terra é plana. Voltaram-se às aglomerações e ajuntamentos nas festas e bares, sem os devidos regramentos recomendados pelos infectologistas e epidemiologistas.

Esses tipos de comportamentos irracionais, infelizmente, vão resultar no aumento das contaminações e de mais mortes, com a posterior obrigatoriedade de restrições e fechamentos da economia, o que significa prejuízos e sofrimento para os mais vulneráveis e pobres.

O capitão-presidente, que sempre fala em democracia, mas queria fechar o Supremo Tribunal Federal com tropas das Forças Armadas, vai à ONU e mente quando declara que os governadores e prefeitos são os maiores culpados pelas quase 140 mil mortes.

Ora, o Ministério da Saúde (dois ministros médicos deixaram a pasta para não trair seus juramentos), agora dirigido por um general (ele entende de armas), passa todo tempo fazendo propaganda da Cloroquina e é contrário a isolamentos. O próprio governo não dá exemplo quanto ao simples uso de máscaras.

Em conluio com a CBF, o próprio Ministério recomenda a abertura dos estádios de futebol ao público, onde se sabe ser impossível manter o distanciamento entre torcedores, especialmente no calor das partidas e dos xingamentos a juízes, adversários e ao seu próprio time quando está perdendo. Mesmo com a capacidade reduzida para 30%, vai ser inevitável as aglomerações nas entradas e saída, sem falar das ocasiões que se parte para a violência.

 

“COMO A CHINA TORNOU-SE CHINESA”

Quando os europeus chegaram em 1930 em nova Guiné ficaram surpresos ao ver paisagens semelhantes à da Holanda. Viram extensos vales completamente desmatados e pontilhados de aldeias, e campos drenados e cercados para a produção intensiva de alimentos. Os papuas das planícies e do litoral são aldeões que dependem muito do peixe, enquanto os que vivem em terrenos secos sobrevivem cultivando a banana e o inhame, complementando com a caça.

Em sua história, os habitantes da Nova Guiné sofreram vários golpes biológicos e geográficos que dificultaram seu desenvolvimento, como o fato das zonas centrais das montanhas serem as únicas áreas ideais para a produção intensiva de alimentos. A população nunca passou de um milhão até que os europeus levaram para lá a medicina e puseram fim às guerras entre as tribos.

NOVA GUINÉ NÃO PODE AVANÇAR

Com essas descrições o autor do livro “Armas, Germes e Aço”, Jared Diamond diz que, com cerca de um milhão de pessoas, Nova Guiné não pode avançar muito na tecnologia, na escrita e no sistema de política, como ocorreu no Crescente Fértil, na China, nos Andes e na Mesoamérica, com milhões de pessoas.

Antes de entrar no capítulo “Como a China Tornou-se Chinesa”, o cientista faz uma viagem por nova Guiné e afirma que ela tem a maior concentração de idiomas do mundo. Mil das seis mil línguas do mundo abarrotam uma área pouco maior que a do Texas. São divididas em várias famílias linguísticas tão diferentes como o inglês do chinês.

Ele fala dos vizinhos, como os aborígines australianos caçadores-coletores que quase nada tinham a oferecer aos papuas, bem como as ilhotas Bismarck e Salomão. Sobre a Indonésia, esta foi ocupada por produtores de alimentos originários da Ásia que de lá partiram para Nova Guiné e outras regiões.

Os chamados austranésios (origem da China) se estabeleceram nas ilhas oeste, norte e leste da Nova Guiné onde introduziram a cerâmica, as galinhas e, provavelmente, cães e porcos. Nos últimos mil anos, o comércio ligou Nova Guiné às comunidades mais avançadas de Java e da China.

Nova Guiné exportava plumas de aves e especiarias e recebia mercadorias, como artigos de luxo e porcelana do sudeste da Ásia. Isso não havia acontecido até 1511 quando os portugueses chegaram às ilhas Molucas e interceptaram os avanços da Indonésia. A colonização deixou um extermínio de mamíferos, tanto em Nova Guiné como na Austrália. O único mamífero domesticado de fora foi o cachorro da Ásia.

Diamond descreve a situação climática na Austrália, de terras estéreis e de secas implacáveis. Por causa desses fatores, a agricultura lá continua até hoje sendo um negócio arriscado. Algumas plantas como o inhame, o inhame branco e araruta são cultivadas em Nova Guiné, mas crescem também no norte da Austrália, que têm pastagens favoráveis aos cangurus. Os aborígines ficavam nas regiões mais úmidas e mais produtivas, mas os europeus os expulsaram de suas terras, com matanças generalizadas.

Mesmo com terras inóspitas, a Austrália conseguia fazer colheitas de sementes de milhete silvestre (família do sorgo), que era a base da agricultura chinesa antiga. As ferramentas usadas, como a faca de pedra e o rebolo eram semelhantes às inventadas de forma independente no Crescente Fértil. A situação geográfica limitou a população de caçadores na Austrália. Com isso, possuía bem menos inventores potenciais que os milhões da China e da Mesoamérica.

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