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:: 11/set/2020 . 23:29

O “MICO” DO MICO-LEÃO

A HISTÓRIA DA HUMANIDADE DE 40 MIL ANOS ATRÁS ESTÁ REPLETA DE DEVASTAÇÕES DO MEIO AMBIENTE E DE EXTERMÍNIO DE NATIVOS DE SUAS TERRAS PELOS MAIS FORTES.

Essa turma retrógrada do governo federal pensa que engana a quem? A nós brasileiros e os estrangeiros investidores, ou a si mesmos, negando os incêndios monstruosos em nossos biomas? No afoite de contemporizar o problema, de que é apenas uma prática cultural, eles terminaram por “pagar o “mico”, transportando o mico-leão da Mata Atlântica para o Amazonas. Aliás, o ministro do Meio Ambiente e o Mourão, do Conselho da Amazônia, nem sabem o que são biomas, nem os distinguir um do outro.

É de doer, de deixar o coração dilacerado e sangrando de tanto ver as imagens das labaredas engolindo o Pantanal e a Amazônia, deixando para trás uma terra arrasada de bichos mortos e a vegetação queimada. É bom falar para eles que o Tuiuiú é do Pantanal, e o Uirapuru é da Amazonas para, mais uma vez, não “pagarem o mico” e o Brasil servir de chacota e piada lá fora.

OMISSÃO DOS BRASILEIROS

Aliás, são todos os brasileiros que estão a “pagar o mico”, e a história um dia vai registrar como omissos por não reagirem energicamente contra a destruição da nossa natureza. Até agora só vejo tímidos falatórios “educados” dos ambientalistas, dos cientistas, biólogos e dos órgãos de defesa do meio ambiente.

Precisamos de mais ação concreta e vigorosa contra esses assassinos, tudo pelo metal vil do nosso continental Brasil, de tantas biodiversidades. O Supremo Tribunal Federal e outras instituições continuam apagados em suas posições enérgicas. Afinal de contas, são nossos representantes, e o Brasil é de todos nós e não de um governo de passagem. É uma questão de Estado. que tem uma Constituição a cumprir.

O que estão fazendo com os nossos biomas é um crime de lesa-pátria que deve ser julgado pelos tribunais internacionais, para que os culpados sejam condenados e punidos com prisão. As queimadas em nossas florestas não é tão somente um problema de soberania nacional, mas de uma agressão a toda humanidade. É uma matança generalizada da fauna e da flora que pertencem ao planeta como um todo, como o elefante, o rinoceronte, o camelo e a zebra não são apenas patrimônios dos continentes africano e asiático.

DA MESMA TREMPE CAPITALISTA

Não acredito muito nesse embargo dos importadores estrangeiros aos produtos agrícolas brasileiros, cujos produtores gananciosos desmatam nossas florestas para expandir suas plantações e criar bois. Com raras exceções, são todos da mesma trempe capitalista que só visa o lucro. A soja, o milho, o algodão, a carne bovina e o ferro continuam sendo exportados para o exterior em grandes quantidades e a valores exorbitantes, mesmo sabendo que são frutos de uma agressão ambiental, sem sustentabilidade.

São todos cúmplices do mesmo crime, e nem estão aí se são produtos sujos e até contaminados com altas cargas de agrotóxicos e venenos. Somente poucos tentam boicotar o consumo, pois quase ninguém nos supermercados se preocupa em olhar suas procedências e origens. A maioria passa batida na hora de comprar a mercadoria.

Os grandes empresários agroindustriais estão se lixando em matar a fome do nosso povo e botar alimento em nossas mesas. Suas preocupações são exportar cada vez mais para ganhar mais e mais dinheiro. Está aí para comprovar isso o exemplo mais recente do arroz, cujos preços foram para as alturas.

Pela alta valorização, os grandes ruralistas preferem jogar tudo no mercado externo, do que abastecer os brasileiros, mesmo sabendo que o Brasil é deficitário nesse produto de consumo. Nenhum é idealista nesse sistema. Por que o governo não proíbe a exportação? É um tremendo paradoxo essa de vender o pouco que tem e depois comprar para repor a falta. Aliás, há 520 anos nosso país permanece atrasado como um dos maiores exportadores de matérias-primas, e importador de industrializados, especialmente da química fina e de tecnologias de ponta.

OS PEQUENOS AGRICULTORES

Os únicos que podem dizer que colocam alimentos em nossas mesas e matam a fome de muitos, por preços razoáveis, são os pequenos agricultores familiares, que não agridem a natureza e tampouco usam agrotóxicos pesados. Mesmo assim, são abandonados pelo governo e explorados pelos atravessadores. Os poderosos dos grãos são demagogos e falsos quando abrem a boca para falar que são alicerces do abastecimento alimentar. Isso é uma deslavada mentira!

Os fazendeiros das megas máquinas são os cupins da nação que destroem as cumeeiras do nosso rico e belo patrimônio ambiental. Eles precisam ser combatidos com inseticidas fortes para que paguem com a mesma moeda de derrubar matas e depois tocar fogo na bagaceira. Conluiados com um governo que compactua com os crimes, ao relaxar a fiscalização, grileiros e garimpeiros sabem que vão ficar impunes para continuar depredando e avançando com o desmatamento e o fogo.

O EXTERMÍNIO DOS INDÍGENAS

Com essas ações destruidoras das derrubadas, seguidas do fogo pelo ruralistas, grileiros, madeireiros e garimpeiros, contando com a complacência nefasta deste governo perverso, a estratégia deles vai muito além de acabar com as florestas. A intenção também é exterminar e expulsar os indígenas de suas terras, levando matanças e doenças para suas tribos e aldeias. Quanto mais desavenças, desgraças e desagregações, melhor para eles.

Na história, assim fizeram os colonos britânicos com os índios norte-americanos nos séculos XVIII e XIX. Assim fizeram os espanhóis com os astecas no México, os maias na América Central e os incas na América do Sul quando aqui chegaram em 1492. Assim fizeram os colonos europeus com os aborígines australianos, bem como, com os papuas da Nova Guiné, com os zulus na África e outros povos nativos e primitivos asiáticos. Tocaram fogo em tudo, levaram doenças, mataram impiedosamente, e escorraçaram seus habitantes para se apropriar das terras mais férteis e ricas em minerais.

 

NAS SINALEIRAS!

Fotos do jornalista e escritor Jeremias Macário. Procure e leia seus livros, artigos, crônicas, comentários e poesia.

As sinaleiras não somente servem para controlar o fluxo e o trânsito de veículos nas médias e grandes cidades, visando evitar acidentes graves, às vezes, com morte. Elas preservam vidas e devem ser obedecidas pelos motoristas, mas também, as paradas de minutos mostram outras realidades sociológicas, mercadológicas, filosóficas e até de entretenimento. Nelas, as crianças vendem balas, doces e alimentos variados para sobreviverem neste duro quadro social desigual do nosso Brasil. É o trabalho infantil que o capitão-presidente defende, quando o menor deveria estar nas escolas, ou brincando. Ali está a cara do nosso subdesenvolvimento e da falta de educação. Aparecem também os adultos pedintes, muitos dos quais por necessidade financeira, inclusive por se juntarem aos milhões de desempregado, mas tem os oportunista que fazem por preguiça e até para manter o vício das drogas. As sinaleiras também atraem os bandidos, principalmente à noite, para praticarem assaltos, muitas vezes com assassinatos. Tem ainda aqueles que aparecem para alegrar e tirar muita gente do estresse cotidiano, fazendo acrobacias e malabarismo. É a turma do entretenimento que sua para conseguir alguns trocados. Nelas se vendem água, frutas, artesanato e se distribui panfletos e propagandas de empresa. Elas também são chamas para os candidatos políticos, principalmente em época de eleições como agora, com os tais “santinhos”. Cuidado com os falsos profetas que prometem um monte de coisas e quando estão lá só fazem roubar e trair o eleitor. As sinaleiras também servem para o motorista apressado relaxar um pouco e pensar, por instantes, na vida que está lhe levando. Elas permitem até dar um beijo no amor ao lado, contando que não seja longo para não perder a atenção. Nas cores, o vermelho é um breque, o amarelo é o mais preocupante, embora represente o dourado, e o verde é a esperança de seguir em frente. O vermelho pode ainda ser sangue quando alguém tira a vida do seu semelhante, por vários motivos. Muitas vezes, as sinaleiras têm sido locais de ocorrências policiais, ou de uma troca de conversa com um conhecido que há muito tempo não é visto. Pode ser a oportunidade de passar seu telefone, ou seu Zap. Elas são pontos de comunicação e tem mais utilidades. É só usar a sua imaginação.





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