TUDO CONVERSA FIADA”PRA BOI DORMIR”! ENGANA QUE EU GOSTO!

Como dizia o poeta cancioneiro, eles querem mesmo é bajulação. Todo final de mandato de um ministro do Supremo Tribunal Federal é aquela enxurrada de louvação do Congresso Nacional e do poder executivo federal, com entrega de medalhas, condecorações e direito a um monte de falsidades. Com o Dias Tofolli não poderia ser diferente. É um tal de morde e assopra e, nessa hora, a democracia é a mais “exaltada” depois de pisoteada.

Outro assunto que queria aqui abordar é com relação a volta às aulas nas escolas públicas, como está sendo anunciada pela Prefeitura de Brumado, na Bahia, mesmo contrariando posições dos pais e dos professores. Sinceramente, não consigo entender essa insistência dos governos no retorno ao ensino presencial ainda em plena pandemia, quando as unidades escolares estão fechadas há sete meses!

É uma faz de conta

Qual a intenção desse propósito já no final de ano? Só posso conceber que é para fazer de conta que ano letivo de 200 dias foi cumprido integralmente, colocando aí uma porção de aulas on-line que atingiram poucos alunos, tendo em vista que só poucos têm acesso à internet. Mesmo sem saber, no fim todos vão passar de ano, no faz de conta que o professor ensinou e o aluno aprendeu.

Não seria melhor começar tudo de novo, em pé de “igualdade”, do que adotar esse procedimento de desigualdade entre quem nada captou na aprendizagem e a minoria que conseguiu acompanhar alguma coisa? Para variar, mais uma vez, é o chamado jeitinho brasileiro, inclusive com uma questão tão séria como a educação, que já é deficitária, e esse quadro vem se arrastando há séculos, com alguns altos e baixos.

Além desse problema, temos ainda o mais grave que é a saúde das nossas crianças, dos jovens e, como consequência, a dos mais idosos que são os próprios pais e avós que podem ser contaminados pelo coronavírus. Sabemos que em muitas escolas públicas da nossa Bahia e do Brasil em geral, a estrutura, em termos de higienização, é precária. Muitos lugares, principalmente nas zonas rurais, não têm nem água encanada e potável para os estudantes lavarem as mãos.

Eles, os governantes, prometem seguir com rigor os protocolos recomendados pelos médicos infectologistas, mas sabemos que, na prática, isso não acontece, mesmo porque, sem a Covid-19, sempre faltaram outros produtos nas escolas, inclusive alimentos da merenda. Além disso, como manter um distanciamento entre crianças? É praticamente impossível. O resto é pura demagogia, como a bajulação entre os poderes ao ministro do Supremo que está deixando seu cargo.

Com a queda média móvel nos casos da Covid-19 e também no número de mortes, muita gente está relaxando nos cuidados, inclusive fazendo aglomerações em “paredões” e nas praias (viagens em feriadões), como se a pandemia fosse coisa do passado, o que constitui mais um grande risco na abertura das escolas. Se continuar esse quadro, vamos ter logo mais uma nova alta de contaminações.

Outro evento que pode impactar num retorno do vírus é o das eleições, cujas campanhas começam agora no final do mês. Mesmo sem a oficialização da Justiça Eleitoral, muitos pré-candidatos já estão promovendo aglomerações. Os eleitores que, fora de época, chamam os políticos de sujos e ladrões, como sempre, estão afundando na festa, torcendo para seus corruptos e antiéticos. Verdadeiramente, este não é mesmo um país que se pode levar a sério.