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:: 2/set/2020 . 0:58

OS PARADOXOS BRASIL-BRASÍLIA E A EXPLOSÃO DA COVID-19 NAS ELEIÇÕES

A capital Brasília, de acordo com pesquisas feitas pelo IBGE, apresenta o maior poder aquisitivo do país, que influi, de certa forma, positivamente na qualidade de vida dos cidadãos. Essa constatação vem seguida de uma pergunta sobre o que produz Brasília para alcançar esse nível de destaque, tendo em vista não ser centro industrial e financeiro, sobressaindo mais na área de serviços.

A resposta está nos altos e supersalários dos três poderes executivo, judiciário e legislativo, que mamam, diuturnamente, nas tetas dos contribuintes, isto é, sugam todo nosso dinheiro público. Seu poder aquisitivo não advém do setor privado, e nem a São Paulo industrial, que é o carro-chefe da economia, consegue superar os valores salariais de Brasília.

Inchaço e péssimos serviços públicos

Este é um dos grandes paradoxos do nosso rico-pobre Brasil que contribui para os rombos fiscais e a crescente dívida pública com a emissão de mais e mais títulos para cobrir os déficits. Além dos altos salários, existe o inchaço do quadro de pessoal, feito por indicações políticas em todos os poderes. Como resultado, a prestação de serviços é péssima, deixando muito a desejar em termos de qualidade e produtividade.

É um paradoxo entranhado no outro. Mesmo contrariando a lei, os supersalários de magistrados, funcionários públicos que acumulam uma série de benefícios em suas caixas receptoras, deputados e outros cargos vão além do teto estabelecido e tolerado dos ministros do Supremo Tribunal Federal, de pouco mais de 40 mil reais mensais. Milhares ganham mais de 100 mil reais por mês.

É uma verdadeira farra, e ninguém quer abrir mão de suas mordomias, mesmo num estado de guerra sanitária. Estou falando de supersalários, mas ainda existem as benesses por fora nos três poderes. Cinicamente, ficam lá, vez por outra, “defendendo” dar mais umas migalhas para o povo, como forma de cala boca.

Portanto, Brasília é o monstro sugador do Brasil, um país rico, mas, paradoxalmente, pobre com a pior desigualdade social do mundo. A capital não produz praticamente nada, mas tem o maior poder aquisitivo. Vá explicar isso para um estrangeiro! Interessante que um bando de políticos cobra menos gasto público, justamente montado num Congresso mais caro do mundo. É muita hipocrisia, incoerência e insensatez!

É, minha gente, o Brasil é um poço de paradoxos e, se fosse listá-los aqui, passaria um mês escrevendo e não se esgotariam! Um dos mais escancarados e recentes está vindo do governo fascista e retrógrado que retira dinheiro do orçamento da educação e da saúde para botar na compra de armamentos para as forças armadas.

Lembra do menestrel Juca Chaves quando fala que o Brasil vai à guerra, comprou navios, torpedos, submarinos e vai ser uma potência nuclear? Aprovam arrojados projetos de saneamento básico (mais da metade da população não tem serviços de esgoto); reforçam o Fundeb (ensino básica) com mais recursos e, ao mesmo tempo, o governo corta verbas da educação. Será que alguém aí pode me explicar? Só queria entender!

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