Autor : Evandro Gomes Brito

Homenagem a Jeremias Macário de Oliveira, cujo nome é um verso de dez sílabas com acento na sexta e na décima silabas, no seu livro “TERRA RASGADA”.

“ O casal finge que casou,

A prostituta que gozou…

A Igreja finge que não pecou

E que a Inquisição já passou…

O caminhão é o cavalo de aço do asfalto”

 

Jeremias Macário de Oliveira,

No seu livro voraz, “Terra Rasgada”,

No Centro de Cultura, vez primeira,

Já nos veio trazer grande alvorada.

 

E deixando de lado o preconceito,

Usa língua do nosso bravo povo:

…”Prostituta”…”Gozou” eu já aceito

Em tudo fingimento, agora louvo.

 

“A Igreja”… vem dizer “que não pecou”.

Feroz Inquisição se foi embora:

E vem pregar com fé o grande amor,

Dizendo que os famintos ela chora.

 

Jeremias Macário de Oliveira,

Nossa vida é assim grande floresta,

Mas rugir do vulcão, lava certeira,

Na palavra candente que nos resta.

 

Com imagens tão lindas, coerentes,

Canta a vida, o sertão de nossos pais,

Falando das boiadas, dessas gentes,

Tempos idos, costumes nunca mais!

 

Do asfalto, caminhão, cavalo de aço,

Corre veloz com medo dum assalto,

Homenagem prestar, eu hoje faço,

Os seus versos vivazes já ressalto.

 

AGRADECIMENTO DO HOMENAGEADO:

Meu companheiro e grande amigo Evandro,

Não mereço tanta louvação desse seu celeiro.

Só escrevo para libertar a mente,

Enxugar meu pranto e continuar lavrando,

Misturando as letras no suor dessa gente.