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:: 12/jun/2020 . 22:19

CENAS DEGRADANTES E O SUICÍDIO COLETIVO DE UM POVO IRRACIONAL

LOUVÁVEL A POSIÇÃO DA MULHER ELEITORA QUE LAMENTOU AS MORTES BRASILEIRAS PELO CORONAVÍRUS E SE DISSE TRAÍDA PELO PRESIDENTE-CAPITÃO QUE PREGOU ACABAR COM A VELHA POLÍTICA E ESTÁ FAZENDO ACORDOS COM O “CENTRÃO”, NA BASE DO “TOMA LÁ, DÁ CÁ”, SEGUINDO A MESMA LINHA DO PT DE LULA, QUE ELE TANTO CONDENOU. FOI ESCORRAÇADA, MAS DEU SEU RECADO E VOZ A TODOS AQUELES QUE VOTARAM NELE E HOJE ESTÃO ARREPENDIDOS.

Enquanto milhares morrem pela Covid-19 e outros passam fome e choram por uma cesta básicas, muitos pegam filas nas portas das lojas para comprar supérfluos. Pregar isolamento social no Brasil é como pregar no deserto. As lágrimas estão secando, e poucos importam para os sofrimentos alheios. Assim caminha a humanidade brasileira…fingindo que sente dor.

O povo brasileiro, infelizmente, já se habituou a ver os maiores absurdos e histórias macabras que, em outros países desenvolvidos, não se admitiria e nem se imaginaria que acontecessem com seres humanos. Não nos chocamos mais com o tratamento abaixo do nível desumano. Muitas coisas parecem mentiras.

De tão repetidos, os horrores da vida se tornaram normais porque outros piores logo aparecem nas telas da mídia para se superarem. Não há reação de revolta, não há indignação, e as lágrimas, as dores e os gemidos parecem não tocar os corações e mover sentimentos. As mentes mentem e estão entorpecidas pela hipnose da insensibilidade. É um povo que vaga desgarrado em caminhos perdidos e diferentes. São tantas as encruzilhadas da morte, sem ser trágico e dramático! Até a esperança e a fé estão se esvaindo! As lágrimas estão secando.

No exterior, as pessoas devem estar estarrecidas e a perguntar o que está acontecendo com o nosso tão rico Brasil ao presenciarem tantas desgraças que se abatem sobre essa gente, principalmente agora com a pandemia do coronavírus que, a cada dia, estampa cenas degradantes e deprimentes, coisas típicas dos tempos medievais dos séculos XV ao XVIII. Sem educação e cultura, o nosso país ainda é uma mistura desses séculos, e ainda não saiu do XIX nas questões da dignidade humana.

A última dos horrores das vítimas da Covid-19 foi a imagem de um pai preparando sua criança no caixão em plena rua, ao lado de um container de lixo. Essa foi a mais recente de tantas outras desumanas nesses tempos da pandemia, como a de corpos mortos enrolados ao lado de doentes em camas e UTIs de hospitais, o sepultamento em valas comuns como se fossem meras carniças e tantas outras que não mais despertam empatia e compaixão, como se fossem normais. A sensação é que o Brasil está descendo as escadas mais inferiores do inferno de Dante.

O Brasil vive uma barbárie e é o único no mundo mais despreparado, desorganizado e precário para combater o coronavírus que só faz avançar. Além dessa pandemia mortal, existem outras de ordem social, na área da saúde em colapso, na desastrosa política de um sádico psicopata, no baixo nível educacional e cultural, na economia, na depredação ambiental, na violência policial e na falta de saneamento básico que ceifam vidas diariamente.

Tudo junto forma um cenário aterrador apocalíptico com tendência de acelerar ainda mais o número de vítimas pela Covid-19, que pode duplicar e até triplicar. Já está havendo um genocídio em massa, sobretudo nas classes mais pobres e entre os que vivem na linha da miséria.

Se o Brasil fosse um país sério e gozasse de uma plena democracia, o presidente, não só estaria cassado, como preso numa cadeia de segurança máxima. Por menos, o primeiro ministro da Itália está sendo investigado por negligência por não ter tomado medidas antecipadas de isolamento numa província.

UM POVO DESEMBESTADO COMO GADO

Diante desse quadro confuso, desarrumado e de incertezas, não existe espaço para o otimismo, pelo menos a curto e médio prazo quando temos um povo, em sua grande maioria, desprovido de educação e cultura, que só segue as normas de isolamento e distanciamento social se for na base do ferrão de vaqueiro brabo, ou do policiamento repressivo.

Existe pouca consciência humanitária, e pior ainda no âmbito político de saber revidar as atrocidades e dar um basta. Chega de tantas calamidades! O povo parece gado desembestado quando se abrem as porteiras de uma flexibilização que não deveria ocorrer, como está acontecendo em Vitória da Conquista, aqui em nossa casa.

O modo individualista e egoísta de se comportar leva a atitudes irresponsáveis de desobediência civil que só é controlável através da força policial. Não dá para entender como tem gente que invade as praias para curtir um banho de mar e praticar lazer e esportes nas areias, mesmo diante de uma placa de interditado por um decreto municipal. A impressão é que todos foram induzidos a um suicídio coletivo de maiores proporções.

Como tem gente que faz filas nas portas das lojas de confecções, de perfumes, de sapatarias, móveis, de utensílios eletrônicos e outros ramos para comprar produtos como se fossem essenciais e imprescindíveis à vida? Para essas pessoas, uma camisa, uma calça ou um sapato são objetos de primeira necessidade, cujas compras não podem ser adiadas. Nem estão aí para aglomerações nas ruas e entram irracionalmente de cabeça no consumismo, como se fossem imunes ao vírus. É uma massa irracional!

Tudo isso reflete a falta de educação e cultura, muito diferente da mentalidade racional de países europeus e orientais asiáticos que cumprem e incorporam as regras de isolamento, sem precisar de repressão policial. Aqui, o fechamento de ruas e bairros, os toques de recolher, as campanhas e os decretos surtem pouco efeito porque não existe consciência coletiva no sentido de cada um se proteger para proteger os outros e vencer o vírus.

É lamentável o que está acontecendo no Brasil! De um lado a pobreza, a miséria, milhares morrendo nos hospitais precários (mais de 40 mil), muita gente desesperada sem emprego e passando fome e, do outro, pessoas com dinheiro contado, mas preocupadas em consumir coisas supérfluas, como se fossem essenciais. Nem estão aí para a situação de crise e caos em que vive a nação. Nem estão aí para os que estão perdendo suas vidas para a pandemia! Não dá para entender tanta insensibilidade, tanta falta de solidariedade e tanto egoísmo acumulado! Parece que todos estão correndo em disparada para um suicídio coletivo!

 





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