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:: 6/jun/2020 . 0:23

NÃO VIM PARA CONSTRUIR, MAS PARA DESTRUIR

O título lembra uma parábola bíblica do Messias Salvador, mas é uma parábola do mal, vinda de um cara apagado, de passado sombrio e tenebroso, que saiu das trevas demoníacas dantescas, para destruir de vez o Brasil e deixar como rastro uma terra arrasada. Foi escolhido por uma gente desiludida, traída em suas esperanças de justiça e honestidade, dividida, vítimas de lavagens cerebrais de falsos pastores, de seguidores nazifascistas e fardados que brotaram de seus quartéis para aniquilar de vez os excluídos e praticar o genocídio em massa.

Não veio para construir, mas para destruir através da desarmonia, da desagregação e impor a força da violência por meio das armas, para realizar seus desejos mais psicopatas e terríveis, começando por cortar todas cabeças viventes do conhecimento e do saber. Sua missão é extirpar todas ideias evoluídas civilizatórias, tidas por ele como maléficas, terroristas e esquerdistas comunistas que precisam ser degoladas pela lâmina afiada da sua guilhotina. Ele representa o grande e temeroso inquisidor do “Santo Ofício”.

A TIRANIA DA DITADURA

Com sua capa preta, uma foice e uma caveira na mão, ele prega a tirania da ditadura e a morte a quem não for seu fiel seguidor. Solta palavrões e xingamentos contra os escribas da imprensa e a todos aqueles que defendem a liberdade de expressão. Discrimina negros, gays; menospreza as mulheres e todas as classes “inferiores”, na sua concepção, colocando todos no cesto de lixo como vagabundos imprestáveis. Estão transformando o Brasil num inferno.

Em seu disfarce desprezível e cínico, chama o Brasil de Pátria Amada Idolatrada, mas escolheu os ministros mais incapazes e preconceituosos para concluir sua tarefa de vim para destruir, e não para construir. O ministro da Educação é um analfabeto e racista que usa isso como liberdade de expressão, e ainda chama os ministros do Tribunal Superior Federal de bandidos. Em plena pandemia, insiste em realizar o Enem para eliminar os mais fracos.

Esse capitão destrói a saúde quando coloca no Ministério um general para sonegar informações do setor. Aliás, depois do Mandetta e do outro médico que ficou na pasta apenas um mês, o próprio capitão-presidente é o ministro que manda retirar programas destinados à preservação da saúde da mulher e demite técnicos da área, alegando que eles querem derrubar seu governo.

O ministro do Meio Ambiente é outro grande destruidor das florestas que quer transformar a Amazônia numa fazenda de gado e numa extensão livre de garimpos para desterrar os índios que, na visão do governo, não é gente e nem faz parte da nação brasileira. O próprio ministro disse que era hora de passar a boiada das normas de regramentos, sem o crivo do Congresso Nacional e da sociedade, no momento em que todos estão focados na Covid-19.

A ministra dos Direitos Humanos manda menino vestir azul e menina vestir rosa, e que os jovens mantenham suas virgindades. Em relação às medidas restritivas de isolamento social decretadas por governadores e prefeitos, prometeu que vai mandar prendê-los porque, simplesmente, acha que eles, em seu papel de salvar vidas, violaram os direitos humanos.

Outro exterminador dos mais pobres e dos que já vivem no purgatório da miséria é o ministro da Cidadania que, por ordem do seu chefe maior da capa preta, manda cortar milhões em verbas do Bolsa Família, como numa espécie de extermínio seletivo das vítimas do racismo estrutural social que já perdura há séculos no país. Para completar, desvia recursos do próprio programa para a Secretaria de Comunicação fazer propagandas institucionais de cunho retrógrado e conservador.

Destrói a Fundação Palmares quando indica uma pessoa altamente racista para o cargo, visando acabar com os movimentos negros. Em gravação, o diretor da Fundação chama seus irmãos da mesma cor de escória maldita e xinga, com palavrão, o Zumbi dos Palmares. Declara que não vai haver mais Dia da Consciência negra. A estratégia montada é dividir para destruir.

Nessa linha de, não vim para construir, mas para destruir, o capitão está conseguindo acabar de vez com a cultura e com as artes em nosso país, quando extinguiu o Ministério da Cultura. A Secretaria da Cultura não funciona, restando apenas a Cinemateca que está perdendo seus audiovisuais.

Como o que importa é mesmo destruir, implodiu o Ministério do Trabalho, deixando os trabalhadores, sem sindicatos e organização, ainda mais vulneráveis e enfraquecidos para negociar diretamente com os patrões capitalistas. Sem poder de barganha e com mais de 13 milhões de desempregados, os trabalhadores passaram a ser reféns de um regime escravista dos séculos XVII e XIX.

Não foi por falta de aviso, mas, através de seus pronunciamentos estapafúrdios e preconceituosos, ele já dizia que sua missão quando eleito seria destruir, e não construir. De presidente, o cara virou ministro de todos os ministérios, sem falar das diretorias, das quais ele é diretor, como da Polícia Federal e outras instituições. “Dou liberdade aos ministros, mas sou eu que mando”. Assim segue a parábola do mal, de não vim para construir, mas para destruir.

 

 





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