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:: 25/maio/2020 . 23:57

A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL (FINAL)

Como o próprio título do livro diz, o autor Juan Reinaldo Sánchez revela a vida do el comandante de Cuba, falando de sua dinastia, da escolta, dos guerrilheiros do mundo, a revolução de Fidel na Nicarágua, sua viagem a Moscou, a mania das gravações, a obsessão venezuelana, sua fortuna e Fidel em Angola com sua arte da guerra. Confessa que foi testemunho de tudo, principalmente durante dezessete anos em que foi guarda-costas pessoal do homem que foi um mito. Jura que tudo é verdade.

Sobre sua dinastia, afirma que Fidel casou uma primeira vez com a burguesa Mirta Díaz-Balart, e uma segunda com a professora Dalia Soto del Valle. Enganou a primeira com a bela Naty Revuelta e a segunda com a camarada Celia Sánchez. Ao rol de conquista, acrescenta outras amantes, como Juana Vera, “Juanita”, sua intérprete oficial e coronel do Serviço de Informação.

Fidel viveu anos na clandestinidade e abriu um fosso entre sua vida pública e privada. Diz o autor da obra, que os cubanos só foram conhecer Dália, sua mulher desde 1961, em 2006, quando gravemente doente confiou as rédeas do poder ao seu irmão Raul. Durante as grandes ocasiões nacionais, era Vilma Espín, esposa de Raul, quem aparecia ao lado do comandante, fazendo o papel de primeira dama. Ela era presidente da Federação das Mulheres Cubanas.

Não era um perigoso comunista

Sánchez salienta que seu chefe desempenhava mal seu papel de pai. Fala do primogênito Fidelito, que nasceu em 1949 de Mirta Díaz-Balart, ligada diretamente ao regime de Batista. El comandante ainda era um estudante de direito. Depois de triunfar em 1959, Fidel, ao lado de Fidelito, encenou num canal de televisão norte-americana de que não era um perigoso comunista, mas um bom pai de família como qualquer outro ianque.

Dez anos depois, Fidelito foi para a Rússia com o pseudônimo de José Raul e lá se casou com a bela Natalia Smirnova e teve três filhos. Fez física nuclear e, quando retornou a Havana, em 1970, foi nomeado pelo pai como chefe da Comissão Cubana de Energia Atômica, criada em 1980. Em 1992 foi demitido e rebaixado ao cargo de funcionário conselheiro das questões energéticas,

Seu meio irmão, Jorge Ángel, também nascido em 1949 e fruto de uma aventura amorosa do pai com Maria Laborde, é o mais desconhecido. O comandante, como afiançou Sánchez, sempre manteve distância desse filho. Seu grande amor foi Natália Revuelta, a mulher mais linda da capital. Quando esteve preso, em 1953, na penitenciária Isla de Pinos, ela sempre o visitava. Em 1956, Natalia deu à luz, Alina, única filha mulher do líder. Depois da Revolução, Fidel continuou visitando a bela Naty, como era chamada.

Nos anos 60, Alina e a mãe foram enviados a Paris por ordem do comandante. De volta a Havana, aos 14 anos, mostrou-se rebelde e com a intenção de deixar Cuba. Suas relações com o pai sempre foram tempestuosas. Tronou-se modelo. Certo dia fez um comercial do Rum Havana Club de biquíni.

Filha e irmã fogem de Cuba

O pai ficou furioso. A filha sempre tentou fugir de Cuba e Fidel colocou agentes secretos em sua cola, em 1993. Dois anos depois ela saiu clandestinamente de Cuba, usando uma peruca e um falso passaporte espanhol. Primeiro foi para Madrid. Foi um escândalo, como da sua quarta irmã Juanita, em 1964 (eram seis irmãos).

Depois de Mirta e Naty, veio Dalia Soto del Valle, em 1961, ano da invasão da Baia dos Porcos. Com ela, teve cinco filhos, Alexis, Alex, Alejandro, Antônio e Angelito. O pai nunca gostou do Fidelito, do Jorge Ángel e Alina. Ele teve, segundo o autor da obra, mais quatro outros filhos ilegítimos.

A residência de Punto Cero

Em sua narração, Sánchez também descreve a residência de Punto Cero, um terreno de trinta hectares, onde morava com Dalia e os filhos. Era uma casa senhoril. Ele faz um paralelo sobre a abundância e o luxo da família de Fidel (cozinheiros, empregados e jardineiros) com os tempos difíceis de racionamento de comida dos cubanos. Diz que cada membro da família tinha sua própria vaca para que o gosto pessoal de cada um pudesse ser satisfeito.

“O jantar do comandante compunha-se de peixe grelhado, frutos do mar, frango, ovelha, presunto pata negra, mas nunca carne de gado. Dos costumes, quando um dos filhos queria falar com o pai, tinha primeiro que passar por Dalia, e o marido marcava um horário que lhe conviesse. Os filhos só aproximaram um pouco dele durante sua convalescença, em 2006, quando esteve à beira da morte, e os cubanos nada sabiam. Um sósia fazia o papel do comandante para enganar o povo de que ele estava bem.

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