Ciro, o Grande, o rei persa, o hoje Irã, invadiu toda a Mesopotâmia e a Babilônia, de Nabucodonosor, e liberou os judeus cativos para que voltassem para suas casas na Judéia, na Palestina. Eram os anos 500 ou 400 a.C. Muito tempo depois, veio o sanguinário Xerxes e dominou o território da antiga Grécia, destruiu templos e escravizou muita gente. Apesar de invasor, Ciro tentou estabelecer o convívio entre os povos de diferentes tribos e reis.

Séculos d. C., o reino persa, constituído por pastores, foi dividido e ficou o Irã que adotou o islamismo xiita, se radicalizando e mantendo ainda aquele sangue guerreiro de anexar aquela vasta área da Mesopotâmia, do Iraque até a Síria, mas encontra um inimigo forte que é o povo judeu de Israel, aliado dos Estados Unidos, invasores e imperialistas de várias partes do mundo, inclusive, por muito tempo, controladores dos destinos iranianos até o final dos anos 70 do século passado.

De um lado os norte-americanos, sempre prepotentes que já esmagaram vários países indefesos, como na Ásia, na África e América Latina (tomou parte do México), e do outro, o Irã, que nos primeiros dias deste ano protagonizaram uma guerra de trapalhões, que deixou a humanidade em polvorosa e em pânico por causa de uma hecatombe nuclear (Rússia e China são seus aliados).

O Trump maluco nacionalista, de linha fascista, mandou explodir o maior líder guerreiro do Irã, alegando que ele estava planejando bombardear embaixadas de seu país e outros pontos estratégicos de suas bases do Iraque dividido. Os antigos persas prometeram vingança, só que nas trapalhadas do soltar de mísseis, um acertou em cheio um avião comercial de 176 passageiros que nada tinham a ver com essa briga de cachorros raivosos.

Já disse alguém que numa guerra, “a maior vítima é a verdade”, só que o governo iraniano resolveu assumir a culpa que foi mesmo um míssil seu que atingiu o Boeing. Parte do seu povo, que já vive sob constante pressão, decidiu ir às ruas protestar pela trapalhada de seus líderes maiores, responsáveis pelas mortes de muita gente. Ai, tome bordoada e pau em seus compatriotas.

O ianque impiedoso deve ter mentido e cometeu também sua trapalhada, dizendo ao mundo que iria enviar foguetes para destruir lugares históricos do Irã, se fosse atacado. Suas bases foram alvejadas e, no lugar de guerrear, mandou aplicar mais sanções econômicas, fazendo sofrer a população civil, sempre a sacrificada pelos desatinos dos criminosos radicais trapalhões.

O Iraque vive espremido entre um e outro, e também comete suas trapalhadas porque não consegue expulsar os norte-americanos que fincaram suas bases em seu território devastado pelos membros estúpidos e sanguinários do Estado Islâmico, que muito lembram reis sumérios que destruíam tudo por onde passavam, degolando as populações, inclusive mulheres e crianças.

Vivemos hoje num planeta de trapalhões retrógrados, bárbaros e extremistas no poder que disseminam as discórdias, as divisões e têm sede de sangue. Eles só pensam em acelerar as guerras para comercializar mais armas, produzir mais substâncias tóxicas no meio ambiente, e nem estão ai para o aquecimento global, este sim, não é nada trapalhão, e vai acabar com a vida na terra.