Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

O ministro é mais um sinistro,

político tem o seu aplicativo,

o povo pede socorro a Cristo,

e tudo fica na base do relativo.

 

Pra gente fica o osso sem o angu,

ou uma nesga do recheado bolo,

uma esmola serve como consolo,

e acusam o rei Zulu de estar nu.

 

Nu está o jornalismo brasileiro,

a educação sem eira nem beira,

onde o errado se tornou o certo,

como a ética política do esperto.

 

Criaram um negócio da China;

a paranóia virou uma coisa real,

da sociedade que é geléia geral,

que confunde ouro com platina.

 

Nu está o cabra pobre mortal,

do sistema que carimba sua cor,

se você provar ser nobre castor,

ou consumidor de nível social.

 

Nu vai ficar o rio São Francisco,

cada um tirou dele o seu petisco,

ainda chamaram o frei de alienado,

e apontaram Corisco como culpado.

 

Só conta quem tem poder e tutu,

pra financiar o estouro da boiada,

manipular e fazer muita cachorrada,

e deixar o povo espiar a praia do nu.

 

Sindicato é plataforma de pelego

pra quem não gosta fica com o sal,

se esbalda no futebol e no carnaval,

e vive em cavernas como morcego.