Bem em frente da Rodoviária de Jequié existe um espaço horrível em meio ao lixo, lama, capoeira, equipamentos enferrujados, um pequeno centro de informática completamente depredado e hoje utilizado por usuários de drogas, com um mau cheiro insuportável, que as pessoas que passam por ali ainda chamam de praça. Dizem que o nome dela é Santa Luzia, a protetora dos olhos.

Aquilo ali poderia ser chamado de a maior vergonha de Jequié, senhor prefeito Luiz Sérgio Suzarte Almeida, mais conhecido como “Sérgio da Gameleira”, do PSB, que tem o partido que não merece. Confesso que há muitos anos da minha vida, inclusive como jornalista, não tinha visto um lugar tão depredado e abandonado como aquele, que é um atentado à saúde pública pela quantidade de imundices, lixo por todo canto e mato que virou capoeira.

Estive em Jequié neste final de semana participando da Festa Literária e fiquei hospedado num hotel bem em frente da dita “praça” que está mais para entulho. Cheguei na sexta-feira em final de tarde e, como já estava atrasado para o evento, não observei o local. No outro dia, pela manhã, sai com minha máquina fotográfica para captar alguma imagem bonita e terminei me deparando com aquela cena de horror.

O estado da “praça”, meus amigos, é simplesmente deplorável, a começar por uma área de lama onde existiam uns equipamentos de ginástica. Mais à frente, um campo de futebol soçaite que se transformou numa capoeira que cobriu a pequena arquibancada, sem contar o lixo espalhado por todo lugar. Ao lado, uma pequena edificação destruída e umas barracas quebradas e sujas que já deveriam ter sido interditadas.

O local mais horroroso que vi e não consegui adentrar por causa do cheiro insuportável foi um pequeno prédio, com estilo de uma capela, onde já funcionou um centro de aprendizagem de informática para jovens, segundo disseram moradores que passavam por ali no momento.

Um funcionário do hotel também me informou que há, precisamente, 12 anos que a “praça” está naquele estado degradante. O único local que ainda funciona de forma precária é uma quadra de traves e telas enferrujadas. Como tantos outros lugares pela Bahia e pelo Brasil a fora, aquela obra que deveria servir a tanta gente, é mais um desperdício do dinheiro público dos impostos do nosso povo e ninguém toma uma providência.

Como um prefeito e prefeitos deixam uma praça chegar àquela situação tão vergonhosa! E ainda são eleitos e reeleitos! Seu “Sérgio da Gameleira”, a cidade de Jequié, a “Cidade Sol”, do poeta Waly Salomão e de tantas outras personalidades importantes, de tantas histórias, não merece um lugar tão feio e sujo! Está certo que vândalos saem por ai quebrando tudo, mas o poder público tem a maior parcela de culpa por não cuidar e zelar das obras feitas com o dinheiro da população.