Como a máquina de datilografia e outros objetos de comunicação em desuso, assim foram os orelhões que viraram coisa do passado. Hoje servem mais como decoração nas praças, ruas e jardins das cidades. Quem não se lembra das fichas e dos cartões tão cobiçados e até vendidos para troca de refeições e utilizados para outras trambicagens? Era um terror esperar na fila para fazer uma ligação quando uma pessoa individualista (isso nunca deixa de existir na humanidade) passava 20 minutos ou mais falando. Quando não existia internet, o telefone público servia até para transmitir reportagens jornalística. Sou da geração de repórteres que passei muitas matérias para o jornal através do orelhão. Era uma tranqueira. Com a nova tecnologia, tudo tornou bem mais fácil, e o jornalista ficou mais  acomodado para investigar e questionar. A foto é do jornalista Jeremias Macário, em Vitória da Conquista.