Existem os vivos mortos que passam a vida sem ser vivida e nem sabem que já morreram. Existem também os mortos vivos que nunca são esquecidos pelos seus feitos e que deixaram exemplos para serem seguidos pelos passageiros dessa chuva. Os caminhos podem ser  diferentes, mas todos se encontram lá, em algum lugar que cada religião tem sua explicação. Acreditar nas versões diferentes não é importante. O que mais importa é definir o seu existir e continuar vivo, mesmo depois de morto. Foi tudo isso que as lentes do jornalista Jeremias Macário flagrou no Dia de Finados, no Cemitério da Saudade, que o próprio nome já diz tudo.