Soberania nacional, valores morais, família, pátria, massa de manobra, amarras ideológicas, combate à corrupção e socialismo derrotado pelos militares em 1964 foram os termos mais usados, em tom agressivo, pelo capitão-presidente em seu discurso de abertura dos debates na ONU. A sua fala foi mais um vexame para o nosso país no exterior, e uma vergonha para os brasileiros que estão sendo vítimas de piadas e chacotas.

Fora de contexto, e de viés fascista ultraconservador, inclusive com ofensas a chefes de Estado, foi um pronunciamento desprovido de conteúdo do que o governo vem fazendo pela preservação da Amazônia, do meio ambiente em geral, pela defesa dos direitos humanos e o que o país tem a oferecer aos seus parceiros em prol da redução do aquecimento global, de modo a acalmar os mercados que receiam se afastar dos acordos firmados na Europa. Outro vexame passou seu ministro do Meio Ambiente que nem o deixaram falar na comissão do clima! Horrível!

QUEM É ELE?

Quem é ele para falar em soberania e pátria quando anuncia vender nossas estatais, inclusive a Petrobrás, e o nosso patrimônio, para os capitalistas ianques e seus associados a preços de banana? Bate continência para a bandeira norte-americana e comunga das mesmas ideias do maluco Donald Trump.!

Quem é ele para falar de corrupção, família e valores morais quando seus próprios filhos estão envolvidos em maracutaias de fantasmas e rachadinhas na Câmara e na Assembleia do Rio de Janeiro, e o chefe tudo faz para atrapalhar as investigações e jogar a sujeira debaixo do tapete? Em conluio com suas bancadas ruralistas, evangélicas e da bala na Câmara (leis de abuso de autoridade e de anticrimes), seu governo está acabando com a Operação Lava Jato, tendo como mentor o ex-juiz e ministro Sérgio Moro.

Seu governo continua fazendo o mesmo dos anteriores, que ele chama de esquerda socialista desastrosa, no toma lá dá cá político do Congresso Nacional, para aprovar suas medidas direitistas e conservadoras, inclusive o nome por ele, exclusivamente, indicado do Procurador Geral da República e do seu próprio filho para ser Embaixador nos Estados Unidos.

Quem é ele para falar de amarras ideológicas e massa de manobra (velho chavão muito usado no passado pela própria esquerda comunista) quando expõe em público sua linha autoritária fascista e usa uma índia na ONU como “representante” das tribos indígenas, que contestaram sua presença?

E A ÍNDIA, NÃO FOI MANOBRADA?

Diz que o cacique Raoni está sendo usado como massa de manobrar para governos europeus atacar a nossa soberania nacional, como no caso do francês. A índia, por ele manobrada, defende a mineração e a produção agrícola por terceiros nas próprias reservas indígenas. O que é para ele coerência, contradição e ideologia? Na sua concepção, ditadura só existe de esquerda. Ou ele diz coisa sem coisa porque é mesmo despreparado e imbecil!

Quem é ele para criticar com agressividade o socialismo e dizer que os médicos cubanos vieram trabalhar no Brasil como escravos, quando o próprio, que se acha defensor da soberania, abre brechas para o capital nacional e estrangeiro explorar, impiedosamente, nossos trabalhadores, tornando-os escravos dos senhores patrões, num universo de mais de 13 milhões de desempregados e outros milhões vivendo do subemprego como serviçais, num ambiente desumano e humilhante?

Tudo está bem escancarado e à vista de uma oposição cega, surda e muda que nada vê, nada escuta e nada fala, enquanto o Brasil passa vexame e vergonha no exterior, e ficando cada vez mais isolado das outras nações do mundo, por causa do seu retrocesso social, político e econômico, incluindo aí os cortes de verbas na educação e na pesquisa.

Até quando ele vai nos ofender com suas declarações racistas, preconceituosas e retrógradas de defesa da ditadura (não existiu para o capitão Bozó) e dos torturadores, causando perplexidade no exterior? Não é somente a oposição, o povo brasileiro não se indigna e nem reage, enquanto ele e sua tropa vão traçando e impondo sua linha nazifascista.