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:: 27/ago/2019 . 22:52

E EVOLUÇÃO RELIGIOSA NO IMPÉRIO ROMANO

O espírito racionalista grego desde o período republicano romano começou a perder terreno para uma atitude religiosa e mística, tanto no Oriente, na Idade Helênica, como no Ocidente após as guerras civis do século primeiro a.C. Correntes religiosas conquistaram o povo no século I da era cristã.

O interesse pela religião não morreu com Augusto. A religião do Estado visava o imperador e a Trindade de Júpiter, Juno e Minerva. Essa religião era o centro da vida das cidades e do exército. Deferia das religiões das guerras civis e da divinização de Augusto como salvador. O livro “História de Roma”, de M. Rostovtzeff conta toda trajetória desta evolução.

O estoicismo e outros meios de satisfação

O culto estatal da antiga Roma e do imperador tornou-se sem vida e impessoal. O povo se reunia nos templos e prestavam tributos ao poder divino, graças à existência do Império. Esses ritos não proporcionavam consolo para aliviar as dificuldades. Além do culto ao imperador, a consciência religiosa exigia outros meios de satisfação.

As classes educadas valiam-se do estoicismo com sua moral e teologia panteísta. O estoicismo era frio, lógico. A astrologia era insatisfatória. Era natural que o racionalismo estoico desse lugar à versão mística platônica e pitagórica, e florescesse o conhecimento espiritual esotérico. No final do século II, essa tendência conquistou novos adeptos e produziu personalidades notáveis pregando o neoplatonismo.

Nos primeiros dois séculos, os principais representantes da religião e da filosofia são Epicteto (escravo), Sêneca (Senado) e Marco Aurélio, o imperador. No III século, Plotino foi o grande pensador e profeta. Essa escola formula uma teologia e uma doutrina dos meios onde os poderes espirituais podem ser colocados à serviço do homem. Estes são os combatentes na batalha contra o cristianismo.

As classes médias, ora seguem as superiores, ora as inferiores. As mais baixas alimentavam o sentimento religioso. Nos dois primeiros séculos mantém a tendência aos cultos locais. Na Itália, volta o culto doméstico dos Gênius, Lares e Penates, que preservou a vida, a prosperidade da casa e da família. Continua existindo a velha religião greco-romana dos deuses e deusas – a Fortuna e Mercúrio.

Culto aos próprios deuses

As províncias rendiam homenagens aos seus próprios deuses. Os celtas dedicavam louvor aos deuses da natureza, do estado, fadas e ninfas. Os trácios, aos deuses das florestas, jardins, caçadores e guerreiros. Os ilírios, aos deuses das montanhas. Os africanos se voltavam para as divindades bérberes e semitas (Baal e Tanit, Saturno, Juno e Celeste). Os anatólios adoravam a Grande Mãe. Os Sírios tinham variedades ao deus sol. O Egito mantinha sua antiga religião – Serápis – e a uma versão de Ísis. Nunca se levantaram tantos templos e altares e se sacrificaram mais vítimas na história.

Cultos orientais se difundiram. Essa tendência cresceu no período persa e ficou forte na época helênica entre o Império Romano. As mais antigas religiões eram as egípcias e anatólias (Serápis, Ísis e Harpócrates) e o culto à Grande Mãe, deus dos céus, do sol, Mitras e Sabázio. Cada uma tinha suas teologias, com ritos místicos e hierarquia sacerdotal.

O CRISTIANISMO

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