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:: 24/ago/2019 . 1:44

A AMAZÔNIA EM CHAMAS!

A cena nos faz lembrar a Roma em Chamas de há mais de dois mil anos quando o maluco do imperador Nero mandou tocar fogo na capital do “mundo civilizado” daquela época, só porque achava feia a arquitetura da cidade, e dizem alguns historiadores que ele colocou a culpa nos cristãos, muitos dos quais foram suas vítimas, perseguindo pensadores, intelectuais e filósofos. Enquanto Roma queimava, Nero alimentava seu ego tocando harpa.

Pode até ser uma comparação não muito feliz e fora de tempo, mas a verdade é que a nossa Amazônia está em chamas em pleno século XXI, e quem é o Nero, ou os Neros que estão a fim de destruir nossa imensidão de floresta, que também é o oxigênio e a biodiversidade do mundo?  Será que ela é tão feia e queremos transformá-la num descampado desértico sem árvores, para lucrar com a venda da madeira; criar gado; e plantar grãos exportáveis?

OS CULPADOS

Agora, não são os cristãos os culpados pelas labaredas que estão consumindo a Amazônia, mas as Ongs e os ambientalistas, conforme aponta o dedo do capitão-presidente do Brasil, que chegou a elogiar os destruidores de florestas; tudo está fazendo para flexibilizar as leis de preservação ambiental; ameaçou expulsar as tribos indígenas de suas reservas; mandou cortar verbas, reduzindo as fiscalizações contra os depredadores; falou em transformar Angra dos Reis numa Cancun mexicana; e ainda desmentiu as previsões macabras dos desmatamentos feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -Inpe.

Talvez ele tenha incorporado o espírito do imperador Nero por achar a mata amazônica uma construção feia da natureza, e aí abriu a senha estimuladora para que os lenhadores grileiros capitalistas e fazendeiros com seus capangas avançassem com os desmatamentos, seguidos de incêndios criminosos que aumentaram em mais de 300% em pouco tempo. Em um ano, uma área de 500 mil campos de futebol foi destruída, o que equivale a meio bilhão de árvores.

Hitler também culpou os judeus e outras etnias julgadas inferiores pelas mazelas que aconteceram na Alemanha quando estava com sua economia dilacerada. A história está repleta de narrações nefastas de ditadores e tiranos que praticavam suas crueldades e colocavam a culpa em seus adversários que, segundo eles, queriam derrubá-los do poder. Eles se auto intitulavam de nacionalistas, e também condenavam outras nações que reagiam contra suas ações maléficas. Num mundo globalizado, até onde vai o limite da soberania nacional? As críticas que vêm de fora podem ser consideradas como interferência estrangeira nas questões do nosso país?

A poluição do meio ambiente nos Estados Unidos e na China não é só uma questão dos norte-americanos e dos chineses. A destruição também afeta toda humanidade, principalmente nos tempos atuais onde o planeta virou uma aldeia. Um fogo no nosso quintal incomoda toda vizinhança, que até pode intervir e ir de encontro ao discurso de que sua casa é um território privado, e que você pode fazer dela o que bem quiser.

CHAMA AS FORÇAS ARMADAS

Um presidente da República não pode aparecer na mídia fazendo suposições sem provas, como agora no caso da Amazônia, e em relação à morte do filho do presidente da OAB durante à ditadura, de que foram as próprias organizações armadas da época que o eliminaram, quanto mais dizer para a nação de que “estamos no caos”. Um líder verdadeiro não precisa mandar recado de que é ele quem manda, e não é presidente banana. Não soa contraditório afirmar que “meus ministros são livres, mas sou eu quem manda? São sinais do autoritarismo.

Não é somente a Amazônia que está em chamas com a elevação das queimadas, mas todo o Brasil que, infelizmente, está se afundando com a mediocridade e a incapacidade. Os grandes talentos, cientistas e técnicos preparados estão simplesmente sendo excluídos do nosso cenário para comandar instituições e resolver problemas críticos. A ordem agora é chamar as forças armadas para, literalmente, apagar os incêndios, como o real que está ocorrendo na Amazônia.

As forças armadas agora viraram bombeiros? Rebelião nos presídios e violência nas capitais, chama as forças armadas. Suas reais funções foram desvirtuadas, e isso faz com que sua “credibilidade” seja cada vez mais minada. Seu pronunciamento de postura nacionalista militar em rede de televisão, sem contar declarações preconceituosas e descabidas, como faça cocô dia sim, dia não, para preservar o meio ambiente, afundam mais ainda a imagem do Brasil lá fora.

NADA ENGRAÇADO – Não existe nada engraçado no que o capitão-presidente diz, nem se deve menosprezar seus insultos e afrontas aos grupos minoritários, com seu tom de desprezo, como se fossem coisas sem importância e sem relevância. Ai estão escondidos o autoritarismo e a imposição de suas ideias como unas.

O povo também não dava muita importância no que Hitler, na Alemanha, Mussolini, na Itália, e Franco, na Espanha, falavam, e deu no que deu. O “Duce” contava que gostava de transar camponesas sujas e cabeluda, e todos achavam engraçado. Não podemos deixar que os ultradireitistas, que avançam em vários países do mundo, repitam a mesma história da truculência e da morte.

 





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