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:: 20/ago/2019 . 22:26

A ESCORCHA CONTRA O POVO ROMANO NO REINADO DE DIOCLECIANO

Entre o século III da era cristã, Diocleciano restaurou a ordem por algum tempo e defendeu o Estado contra os inimigos externos. Pôs em prática um programa de reformas da vida público, mas através do sacrifício do povo com a elevação de impostos e taxas para sustentar o exército durante as guerras.

A sociedade estava desgastada e o imperador conseguiu manter firme seu reinado. O mundo ansiava pela paz, mas ele queria fortalecer o Estado, reformar os métodos e regenerar o exército degradado, atrasado, corrupto e de mercenários.

No século III os imperadores já eram monarcas absolutos, como no Oriente, e o Senado virou um conselho municipal da capital. Apenas o exército participava da vida pública, e o imperador ainda tinha de obedecer às imposições dos soldados que escolhiam os governantes.

CORTARAM OS LAÇOS

Diante desse quadro, várias províncias cortaram os laços com o Estado, procurando viver de forma independente com imperadores próprios. Diocleciano introduziu o governo conjunto que existia antes. Para a região Ocidental nomeou Valério Maximiano e cada um adotava um líder militar. Os filhos adotivos recebiam o título de César e podiam suceder o governante.

O trono continuou sendo a magistratura suprema, levando em conta “O Melhor dos Melhores”, onde o imperador tornava-se senhor e deus. Todos tinham de prostrar-se de joelhos e beijar a ponta do seu manto. Sua principal junção era comandar o exército e conviver com os soldados onde houvesse perigo.

Os soldados eram recrutados entre o povo mais atrasado, e os mais estimulados eram os germanos. As melhores tropas, geralmente de bárbaros, ficavam aquarteladas perto das capitais dos quatro governantes (dois Augustos e dois Césares).

Em seu governo, foram criadas divisões especiais à base da guarda pretoriana. A função era policiar as fronteiras. Na verdade, era uma guarnição de colonos com obrigação hereditária do serviço militar. Existiam ainda as frotas marítimas e as tribos bárbaras ligadas a Roma por tratados.

CRESCIMENTO DO EXÉRCITO

Com essas mudanças, o exército cresceu muito. Qualquer soldado poderia ser promovido a guarda, ao posto de oficial comandante, comandante de uma força independente, de todas as tropas de uma província, e ainda comandante-chefe do exército. Dessa forma, surgiu uma nova aristocracia, baseada no serviço militar e público. As figuras mais destacadas eram os bárbaros germanos. Na verdade, era um exército de mercenários, e os soldados eram servos do Estado, mas tinham pagamento de salários e direito de ocupar a terra.

No entanto, a lei que exigia o serviço militar não foi abolida, se bem que muitos fugiam desse compromisso. Os imperadores mantiveram a legislação nos séculos III e IV. A lei permitia criar novo imposto para quem não servia. Era chamado o “ouro dos recrutas”.

Dioceses, vicarius e agentes secretos

O Império foi dividido em 101 províncias que, por sua vez, formavam grupos menores (as 17 dioceses) e quatro praefecturae (prefeito pretoriano). Cada diocese era governada por um vicarius, e cada província por um governador. Havia ainda a polícia secreta (agente in rebus) com a função de proteger o imperador. Chefiava a polícia secreta um quarto ministro, o da corte (magister oficiorum).

A baixa educação e moral dos oficiais e dos funcionários levavam a práticas inadequadas de suborno e corrupção. O peso disso repousava nos ombros do povo já muito empobrecido pelas guerras civis do século III através das cobranças de impostos, taxas sobre a terra, para sustentar os soldados.

Tropas de cargas e carroças tinham que ser fornecidas pelo povo. Os conselhos municipais e os grandes proprietários eram responsáveis pelo pagamento das taxas e os trabalhos forçados. Nem assim a situação melhorou muito com a reforma e a aparente ordem. O país estava reduzido à mendicidade, e o povo não aguentava mais tanta escorcha.

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