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:: 14/ago/2019 . 2:03

SANGUE E MISÉRIA NO IMPÉRIO DO III SÉCULO

Novo período de sangue e miséria se inicia no reinado do imperador Cômodo (180 a 192 d.C.), filho de Marco Aurélio, colocando fim ao despotismo esclarecido. A principal característica foi o controle do poder pelo exército que, como senhor absoluto, decide o destino do Estado. Cômodo foi um segundo Nero, ou Domiciano, lembrando os piores governantes das dinastias Júlio-Cláudia.

Logo apareceu uma forte oposição, tendo como causa mais imediata a paz com os germânicos, feita por Cômodo e considerada como traiçoeira e vergonhosa pelas classes superiores. Como em 69 d.C. o êxito da conspiração provocou uma guerra civil.

Lúcio Severo e sua dedicação ao exército

Com a morte de Comodo, os exércitos elevaram-se seus favoritos ao poder. O Senado elegeu Hélvio Perfinax para o trono, mas foi logo assassinado pela guarda pretoriana, corrompida e vendeu a sucessão a Dídio Juliano, mas os exércitos recusaram a aceitar o ditame, e Lúcio Séptímo Severo, comandante da Panônia,  marchou sobre Roma com seus ilírios e trácios, adiantando-se aos seus rivais Clódio Albino e Pescênio Níger, que comandavam poderosos exércitos da Grã-Bretanha e Síria.

Severo derrotou os pretorianos e tomou Roma sem luta. Enganou Albino, prometendo fazer dele seu herdeiro e aproveitou os erros cometidos por Pescênio. Depois acertou contas com todos que não estavam ao seu favor em Roma, na Itália e nas províncias, condenando-os à morte e confiscando suas propriedades.

Ele não estava a fim de restaurar as tradições de Augusto e intitulou-se filho de Marco Aurélio e sucessor da linha dos Antoninos. Suas ideias ficaram gravadas nas últimas palavras endereçadas aos seus filhos Caracala e Geta, “Enriquecei os soldados e zombai do resto”. Seu poder baseava-se na dedicação dos soldados à sua pessoa. Toda sua atenção voltou-se para o exército. Desconfiava da aristocracia, mantendo-a à distância por meio de seus guardas semibárbaros e da legião parta.

Em seus atos lançou as bases da política pela qual a classe senatorial seria afastada dos comandos militares e dos governos provinciais. No lugar colocou seus oficiais do exército. Apesar de tudo, Severo não conseguiu impor derrota aos partos, nem concluir o domínio da Grã-Bretanha, onde morreu em 211 d.C. no meio de uma prolongada luta contra os habitantes das terras altas da Escócia.

Seu herdeiro Caracala livrou-se do irmão com quem dividia o trono, mas perdeu a vida em 216 d. C., tão logo procurou utilizar o exército para uma luta contra os partos. O exército proclamou então Macrino, mas traiu-o ao descobrir que ele pretendia pôr fim às operações militares e reduzir seus salários.

As Mulheres no Poder

As mulheres que moravam no palácio eram sírias, aparentadas com Júlia Domna, mulher de Severo, e pertencente à família dos reis sacerdotes de Êmeso. Essas mulheres ambiciosas aproveitaram do descontentamento entre os soldados. Júlia Mesa, com suas filhas Sonemias e Maméia, conquistou uma parte do exército sírio e derrotou Macrino, colocando no trono o filho de Sonemias chamado de Vário Avito, principal sacerdote de um deus-sol com o nome de Elagábalo, nome esse por ele adotado.

O reinado dos parentes sírios foi um dos mais tristes da história. Elagábalo ou Heliogábalo, era um fanático religioso e introduziu em Roma os hábitos de sua teocracia síria. Então, as princesas sírias tomaram medidas para conservar o poder, e quando Heliogábalo foi assassinado pelos soldados, elas colocaram no trono Alexiano, filho de Maméia, mais moderado. Como imperador tomou o nome de Marco Aurélio Severo Alexandre. Entretanto, o exército tinha mais força que Alexandre, Os sassânidas dos reis persas invadiram as províncias romanas. Uma campanha contra os germanos custou a vida do imperador, morto pelos próprios soldados em 235 d.C.

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