Na estrada cigana galante

Anavalhada, livre e longa

De uma vida curta e pouca

Sou sereno, frio e vento

Sol a pino de cara ardente

Poeira lá do horizonte

E ando com tanta gente

De senso santo e louca

Que comove e engana

Na procura daquela fonte

Que mata sede do andante.

 

É uma via do mal e do bem

De sina divina e satânica

Em toda extensão da pista

Com aviso em cada esquina

Riscos da liberdade proibida

Esculpidos por um artista

Com entrada, meio e saída.

Gira e muda como enigma

O sentido finito da vida

Com face suave e tirânica

Sem decifrar o rosto do além.