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:: 10/jul/2019 . 22:37

0 DESPOTISMO DOS FÁVIOS E ANTONINOS EM MEIO A INTRIGAS, CRIMES E ESCÂNDALOS

Cresceu entre as classes dirigentes do império, depois de Augusto, uma forte oposição ao principado como instituição, tudo por causa das intrigas, crimes e escândalos de seus sucessores, conforme relata o autor de “História de Roma”, M. Rostovtzeff.

Para os estoicos era falso considerar o principado como algo que pretendesse apenas gratificar a ambição pessoal, ou como um despotismo baseado na violência e na força, como no caso de Nero.

O governante não era um senhor, mas um servo da humanidade e devia trabalhar para o bem de todos, e não em prol de seus interesses próprios e de sua manutenção no poder, de acordo com a concepção estoica, teoria sustentada pelos cínicos da Idade Helênica.

A Monarquia e o “melhor homem”

Os acontecimentos que se seguiram depois de Nero provaram, porém, que a monarquia era inevitável, e que só essa forma de governo era reconhecida pela massa do povo e pelo exército. Daí, o surgimento de uma nova dinastia no trono não chegou a provocar protestos da sociedade romana. Os homens esperavam um principado regenerado nas mãos do melhor entre os melhores senadores, dentro da Constituição, mas sem prejuízos para as classes superiores.

Os reinados de Vespasiano e do seu filho Tito por doze anos procuraram seguir o principado de Augusto e tentaram recuperar o Estado, principalmente as finanças, arruinadas pelas extravagâncias de Nero e pelo custo da guerra civil de 69 e 70 da nossa era.

Domiciano, entretanto, filho mais novo de Vespasiano rejeitou a teoria do “Melhor homem” e imprimiu em todo os seus atos a natureza absoluta do poder e a condição sagrada de sua pessoa. Confiava apenas no exército, que subornou com um aumento considerável de salários.

O descontentamento do Senado foi esmagado com crueldade, sob alegação de combate aos filósofos, ou seja, a todos aqueles que apoiavam e pregavam uma nova teoria de relação adequada entre os governantes e seus súditos. Os filósofos, como Dion Crisóstomo, expulsos de Roma, atacavam a tirania.

Vítima de uma conspiração palaciana, Domiciano foi morto num acidente provocado. Para sucedê-lo, o Senado e os exércitos proclamaram Caio Coceio Nerva, pertencente à antiga e nobre família romana, que reinou de 96 a 98 (já era idoso). Uma de suas primeiras ações foi adotar Marco Úlpio Trajano, de família romana residente na Espanha.

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