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:: 29/jun/2019 . 0:02

TIBÉRIO ASSUMIU O REINADO SEM LUTAS E O EXÉRCITO 0 APOIOU COMO IMPERADOR

Depois de ter governado por mais de 40 anos, Augusto morreu no ano 14 da nossa era. Considerava o principado como uma instituição permanente. O primeiro dos herdeiros era o sobrinho Marcelo, casado com Júlia, a filha do imperador, mas morreu cedo em 23 a.C. O herdeiro seguinte foi Agripa, que se casou com Júlia, mas cedeu para Caio e Lúcio, seus filhos com Júlia, mas também morreram.

Então, Augusto foi obrigado, por influência da esposa Lívia, a adotar Tibério Cláudio Nero, filho da mulher com o primeiro marido, como único membro da família. A vontade de Augusto era que fosse Germânico, o sobrinho de Tibério, irmão de Druso, mas não deu. Para manutenção da paz, todos concordavam que o principado era indispensável. Sem luta, Tibério tomou as rédeas do governo.

O exército o reconheceu como imperador, e o Senado conferiu-lhe todos os poderes especiais que haviam feito a Augusto. Até o suicídio de Nero, o trono foi ocupado por membros da Casa Cláudia, dos quais os dois primeiros foram adotados pela família dos Júlios.

OS FLÁVIOS

Tudo sobre os membros dessa família e os incidentes nos reinados foram descritos pelo historiador Tácito, em seus Anais. Suas Histórias contam a queda daquele poder e o período de confusão que terminou com a ascensão dos Flávios, que não tinham parentesco com Augusto.

Nenhum deles tinham carisma, mas herdaram a popularidade de Augusto e isso justificava a posição que ocupavam. Tibério era um general competente, rigoroso e dedicado ao país. Mostrava as mesmas virtudes como estadista, mas não possuía a energia do seu predecessor. Ao seu lado estava a imponente figura de Lívia a quem devia a subida ao trono. Muitos que ocuparam postos de destaque no reinado anterior lhe eram hostis. Não gostavam do seu orgulho e frieza.

A vida na corte tornou-se impossível quando seu sobrinho Germânico morreu no Oriente. Muitos achavam que ele foi vítima de uma trama de Tibério e Lívia. Por tudo isso, Tibério deixou Roma e foi morar em Capri. De lá, o único homem em que confiava era Sejano, prefeito da guarda pretoriana, a quem deixou como seu representante em Roma. Sejano tornou-se governador da cidade.

AS INTRIGAS PALACIANAS

Enquanto isso, as intrigas palacianas continuavam, e Sejano resolveu aproveitar. Houve uma longa série de crimes sombrios, como o assassinato de Druso (filho de Tibério) envenenado pela esposa, que fora seduzida por Sejano. Os filhos de Agripina foram mortos, e ela foi exilada e morta. Depois foi descoberto que Sejano conspirava contra o imperador. Por isso, ele foi executado, seguido de um período de terror com a morte de inocentes.

Calígula sucedeu a Tibério e reinou de 37 a 41 da nossa era. Filho de Germânico, cresceu cercado de jovens helênicos corrompidos, temendo perder a vida por causa das brigas palacianas. Era único membro da família Juliana e, em seu reinado, deu prova de insanidade mental.

O louco Calígula destruía, sem piedade, todos aqueles que lhe inspiravam medo. Educado entre príncipes jovens do Oriente, exigia que lhe fossem prestadas honras divinas e declarou-se senhor e deus (dominus et deus). Provocou a ira de seu povo, introduzindo na corte costumes helênicos. Calígula teve ligações abertas com suas irmãs e proclamou uma delas sua mulher e deusa. Os conspiradores da guarda pretoriana deram-lhe um fim violento.

A GUARDA PRETORIANA

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