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:: 4/jun/2019 . 22:20

RELIGIÃO E ARTE, A DINASTIA JÚLIO-CLÁUDIA E O DESPOTISMO DOS FLÁVIOS

As linhas principais de Augusto no seu principado foram seguidas pelos seus sucessores Tibério Cláudio Nero, Calígula, Cláudio, Nero, os quatro imperadores do ano 69 a.C. (Galba, Oto, Vitélio e Flávio Vespasiano), Tito, Domiciano, Caio Nerva, Marco Trajano, Públio Élio Adriano (os dois espanhóis), Antonino Pio, Marco Aurélio e Cômodo, seu filho.

Durante o reinado de mais de 40 anos do imperator Augusto, a paz e a prosperidade se instalaram, e os homens deixaram de se interessar pelo Estado. A ideia da liberdade cívica tornar-se inseparável. O “evangelho” de submissão pregado por Horácio passou a ser uma característica nova, não bem recebida. No mundo antigo, a população nunca atingiu um modo de pensar científico e racionalista, conforme descreveu o historiador M. Rostovtzeff em “História de Roma”.

O ESTOICISMO

A filoso0fia, especialmente o estoicismo, como ressalta o autor, se adapta à religião. Dessa ligação surgiram novas doutrinas, como o neopitagorismo, com seu interesse predominante na vida futura, e até mesmo o epicurismo realista. Tanto o estoicismo como o neopitagorismo deram forma claramente religiosa a seus dogmas e reduziram a filosofia a um sistema mais religioso.

Na era Augusto, o estoicismo foi o mais difundido, por ser mais flexível, lógico e fácil de dominar. Antes, entre os romanos, havia se adaptado à crença na perfeição de sua Constituição, ou seja, no sistema que a oligarquia da cidade-Estado dominava o mundo. O estoicismo no Império Romano reformula sua doutrina política, retornando ao princípio de Zenão e Crispo.

Sustentava que a monarquia, quando o monarca fosse o melhor homem de um Estado, proporciona a melhor margem de liberdade interior ao indivíduo. O que importa é o aperfeiçoamento moral, fruto de uma disciplina rigorosa, de forte sentimento de dever para consigo mesmo e seu próximo. O ideal estoico era a ataraxia, o equilíbrio perfeito da alma. Atingindo este ideal, o homem nem temerá a morte.

Essa teoria filosófica, moral e religiosa, racionalista em sua essência, era muito difundida entre as classes superiores da sociedade romana. O pensamento dos homens voltava-se para os mistérios da vida futura, e eles buscavam na filosofia e na religião uma resposta às suas perguntas. No entanto, grande número de pessoas religiosas de origem grega se inclinava para o neopitagorismo.

A decoração de túmulos romanos do período de Augusto e, mesmo depois, mostra a influência das ideias neopitagóricas. Virgílio, por exemplo, com suas poesias, foi um grande intérprete da alma na época. Muitos, porém, procuravam mais gozar a vida, seguindo o epicurismo materialista. Uma onda religiosa invade cada vez mais corações e conquista vitórias sobre o racionalismo e a ciência.

A DIVINIZAÇÃO E O CULTO A AUGUSTO

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