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:: 22/maio/2019 . 21:53

OS TRABALHADORES RURAIS CRITICAM A RETIRADA DE SEUS DIREITOS

Na homenagem que a Câmara Municipal prestou ontem (dia 22/05) em sua sessão mista, os trabalhadores rurais de Vitória da Conquista criticaram a retirada de seus direitos trabalhistas nos governos Temer e no atual, e disseram que nada têm a comemorar no próximo dia 25 dedicado à categoria que atua no campo.

Os representantes do Sindicato e da Federação, que estiveram presentes ao evento e falaram na sessão, foram unânimes em afirmar que atualmente os trabalhadores da zona rural se tornaram escravos dos fazendeiros, sobretudo depois da aprovação da reforma trabalhista onde os patrões não assinam mais a carteira e preferem usar a mão-de-obra trabalhista, pagando diárias dentro de seus preços, sem acordo coletivo com o sindicato.

O Homem do campo

Quando menino fui um trabalhador rural com meu pai e presenciava, naquela época, o sofrimento do homem do campo, desde o camponês que tinha sua roça ao operário que diariamente erguia sua enxada para ganhar seu sustento, isso tudo há 60 anos. De lá para cá, pouca coisa melhorou e, algumas políticas públicas implantadas como aposentadoria e alguns benefícios estão sendo cortados pelos governos direitistas.

Daniela Ferreira, do Sindicato dos Trabalhadores foi uma que fez seu desabafo contra ao abandono no campo. Destacou que em Conquista o poder público não tem dado a devida atenção à categoria. Citou que muitas escolas foram fechadas, e até retiraram o transporte escolar dos alunos. “Faltam investimentos, e as estradas vicinais estão destruídas”- clamou a trabalhadora.

Também Robson Soares Guimarães, técnico agrônomo da CAR, ressaltou o sofrimento do trabalhador para produzir os alimentos que são servidos nas cidades. Num ditado popular disse que “se o campo não planta, a cidade não janta”, mas poucos enxergam isso. Ele reclamou de mais políticas públicas dos governos para incentivar o homem do campo.

O representante do Banco do Nordeste, Constantino Martins, lembrou que há 66 anos a instituição tem procurado financiar o campo, visando combater o desemprego. Foi taxativo quando declarou que as desigualdades sociais entre o Nordeste e o Sul e o Sudeste persistem, especialmente em relação à agricultura familiar no Brasil.

A empresária e pintora Valéria Vidigal também usou da palavra para anunciar o 13º Encontro Nacional do Café, em Barra do Choça, que começa neste domingo, e solicitar apoio da Câmara e de todos presentes ao evento que não tem recebido ajuda do poder público. Destacou que os palestrantes e visitantes de fora têm comparecido ao Encontro a custo zero para a organização do evento, que tem uma vasta programação de atividades nas áreas técnicas e práticas. Lembrou que, há cinco décadas, o café foi introduzido na região e mostrou a importância do Encontro todos os anos na Fazenda Vidigal

Também falaram os vereadores Valdemir Dias, Coriolano Moraes, Bibia, Lúcia Rocha e outros que aproveitaram para criticar o abandono do campo e a retirada de direitos dos trabalhadores. Segundo Valdemir e Coriolano houve um desmonte dos direitos, e a situação tende a piorar com a nova reforma da previdência que o governo federal e o Congresso pretendem aprovar.

Eles questionaram a existência de déficit na previdência e acrescentaram que a maior parte dos gasto do poder executivo federal é com o pagamento da dívida pública. “A reforma é perversa, e esse déficit da previdência é uma falácia” – declarou Coriolano.

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