Poema do jornalista e escritor Jeremias Macário

Vida de estouro de boiada.

Mundo maluco de cão.

Luta de povo besouro.

 

Falso ouro enferrujado,

de sonhos cheios de pelos,

que viraram pesadelos.

 

A luta maluca de bravura,

vira loucura e até tortura.

 

Concebidos num caso por acaso,

a vida nunca teve sentido.

 

O vazio das perdas e a depressão,

são dos fortes a salvação.

 

O alienado não se deprime,

nem tampouco alcança o sublime.

 

Você não é obrigado a ser feliz,

nem portar cartão de crédito

do giz politicamente correto.

 

Rasgue sua carta de conduta,

e siga a sua maluca luta.

 

Engula o seu choro contido,

e devore seu sentido derretido.

 

Sua cidade é o seu inferno,

e não adianta se esganar,

porque aqui não existe eterno.

 

 

A morte é a negação do existir,

e o existir, um sonho passageiro,

porque você não passa de meeiro.

 

Nascemos todos no prejuízo,

esperando pelo dia do juízo,

com a promessa de ter um paraíso.

 

Mesmo que sejam os diabos,

os deuses são sempre endeusados

pelos seguidores idiotas dopados.

 

Você nunca vai vencer essa luta,

esquisita depravada conquista,

porque se agarra uma maluca,

a outra sempre está à vista.