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:: 13/mar/2019 . 21:56

SAUDADES DO TREM

Foto do jornalista Jeremias Macário
Que bom os tempos do trem de passageiros!Esperar na estação e ouvir o toc-toc do telegrafista e o sino a tocar avisando sua chegada! Que desastre a opção dos nossos governantes atrasados  pelas rodovias  que impactam o meio ambiente e deixaram os brasileiros dependentes das cargas pesadas nas estradas esburacadas e mal traçadas! Lembro ainda menino quando usava o trem de Iaçú (pontilhão enferrujado), passando por Itaberaba, Rui Barbosa, Piritiba (minha terra querida), Jacobina até Senhor do Bonfim onde desembarcava levando saudades. Era o chamado “Trem Groteiro”, cortando as lindas paisagens do sertão, florido ou seco, transportando gente e mercadorias, de cidade em cidade. Que saudades do trem!

LEMBRANÇAS DO TREM

Poema do jornalista Jeremias Macário

Foi-se o tempo de menino,

espiando o telegrafista,

com batidas de artista,

mandar tocar o sino,

como se fosse um hino,

pra lembrar aos viajantes,

que em poucos instantes,

vai ter máquina na pista.

 

Lá vem o trem a se arrastar,

nas serras diamantinas,

como cobra a deslizar,

por entre as colinas.

 

Lá vem o trem roncando,

com suas patas de ferro,

levando usinas de sonhos,

nas cabeças dessa gente,

soltando o seu berro,

e avançando imponente.

 

Lá vem o trem groteiro,

pelas esquinas do sertão,

no seu traço rotineiro,

picado lento e ligeiro,

parando nas estações,

como fazia o tropeiro.

 

Lá vem o trem das matinas,

de janelas sem cortinas,

no seu balanço manso,

apitando pra avisar,

que logo vai parar,

na Estação de Paiaiá.

 

Lá vem o trem penitente,

puxando a sua corrente,

nos trilhos do dormente,

como um rezador,

que vai curando a dor

da alma do  doente.

 

Lá vem o trem lembrança,

dos dias que era criança,

matando minha saudade,

de no embalo a pongar,

e mais adiante se soltar,

pra na linha caminhar,

vendo o meu trem sumir

no horizonte de lá,

e noutra cidade chegar.

 

Em sua última viagem,

o trem partiu para o além,

e levou a minha bagagem,

ficando só na mente,

a marca daquela fumaça,

na minha cinzenta vidraça

 

Lembrança da valente,

Piritiba de toda gente;

do sábado de feirante;

do poema cortante;

do poeta Aragão,

que mistura pavio,

mandioca com feijão,

e ainda nos dá razão,

pra xingar de delinquente,

o governo indecente,

que deixou esse vazio,

do nascente ao poente.

 

AS GUERRAS PÚNICAS E O GENERAL QUE ENCURRALOU OS ROMANOS

A primeira guerra púnica, nome usado pelos romanos que chamavam os cartagineses de “Poeni”, ou fenícios, durou de 264 a 241 a.C.. Findou quando em 242 Lutácio Catulo derrotou os cartagineses no mar. A Córsega e a Sardenha tornaram-se romanas em 238 a.C. Logo os gauleses foram definitivamente destruídos. Dos embates com Cartago, Roma saiu mais fortalecida política e em termos econômicos com a expansão de seu território no sul da Itália (Sicília), na África e na Gália.

Mas, de 218 a 201acontece a segunda guerra púnica com o general cartaginês Aníbal que, com seus “tanques de elefantes”, atravessa os Alpes e encurralou os romanos em Ticino e Trébia. Por pouco não entrou na capital. Foi o calcanhar de Aquiles de Roma. Duas lutas de titãs da história que só teve um final em 202 a.C.. com a derrota de Aníbal por Cipião, em Zama.

PRIMEIRA UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA

Dois historiadores Indro Montanelli, “História de Roma” e M. Rostovtzeff, com o mesmo título falam desse período de guerras que deixou milhares de mortes e consolidou a primeira unificação da Itália. Cada um ao seu estilo em suas pesquisas mostra a grande habilidade do general cartaginês que enfrentou os exércitos romanos ao lado de seus leais soldados e aliados.

Rostovtzeff relata a árdua guerra que levou à criação da confederação italiana, Roma tornou-se uma das mais fortes potências do mundo civilizado. Não tanto em números, o exército romano se destacava pela sua organização, solidariedade, capacidade e o orgulho patriótico do seu povo. Quando Roma derrotou Pirro, um dos mais bem dotados reis helênicos, os estadistas começaram a observar a força da Macedônia.

O Egito foi o primeiro a estabelecer relações diplomáticas com Roma, em 273 a.C., e na Grécia, a liga das comunidades livres passou a ver na nova potência uma possível aliada. Cartago foi afetada pela política externa de Roma no Mediterrâneo. Por isso, renovou, em 348 a.C., o tratado comercial com  Roma, celebrado em fins de do século VI. O acordo foi transformado em 279 a.C. durante a guerra com Pirro numa aliança militar contra o inimigo comum.

A situação modificou quando todos os portos do sul da Itália foram anexados ao império romano e quando os interesses de Nápoles e Tarento, rivais de Cartago, tornaram-se também os de Roma. É claro que Roma já estava de olho nos gregos sicilianos que sempre lutaram contra Cartago. Massília era outra inimiga grega que Cartago temia.

Diante do quadro de beligerância, as relações entre gregos sicilianos e tribos nativas italianas, bem como a tomada de Messana pelos mercenários samnitas, levaram a um choque entre Roma e Cartago. As forças eram quase idênticas. Seus poderios eram baseados numa comunidade de cidadãos, num exército numeroso e bem treinado com seus aliados.

De um lado estavam os etruscos, samnitas, úmbrios e gregos italianos, enquanto Cartago contava com os berberes, ou líbios, e os númidas, vizinhos tributários. Os cartagineses tinham cavalaria melhor e em maior número. Sua infantaria também estava bem armada. Possuía ainda um bom número de mercenários treinados na escola helênica e “elefantes armados”, coisa que Roma desconhecia.

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