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:: 8/mar/2019 . 23:56

A DEMOCRACIA E A LIBERDADE SÓ SE AS FORÇAS ARMADAS QUISEREM

 

DEMOCRACIA NÃO É FAVOR DOS MILITARES AOS CIVIS.

Não existem equívocos nem dúvidas nas palavras destrambelhadas e autoritárias do capitão. Sem essa de que não foi bem assim e tentar disfarçar com outras interpretações fajutas de que não foi isso que quis dizer. Faz parte da estratégia inocular aos poucos e em doses homeopáticas a pílula dourada do medo, ou amarela, de uma doutrina de ufanismo nacionalista retrógrado fascista. Existe um esquema silencioso e lento de repressão. Está difícil explicar e traduzir.

Existe uma plataforma obscurantista com o sonho de amordaçar e perfilar a sociedade brasileira nas fileiras militares de uma ordem e disciplina ao modelo deles, colocando a democracia e a liberdade na comissão de frente para impressionar os incautos. Sempre tenho dito que só estamos no começo introdutório da peça e vem muito mais coisa por aí.

Fotos de Evandro Teixeira

Há cinco ou seis anos ninguém acreditava que a marcha da extrema-direita iniciada com as intransigências e intolerâncias dos evangélicos e seus aliados conservadores chegaria ao poder. Agora ninguém teme que a liberdade de expressão esteja sendo minada porque temos as instituições do judiciário, do legislativo e da própria mídia mimada para defendê-la.

Em pouco mais de dois meses do governo do capitão, comandado pelos nove ou dez generais, só ouvimos impropérios e estupidez dele, de seus filhos aloprados, de ministros e políticos que seguem a cartilha de levar o Brasil ao primitivismo. Ainda não saíram do palanque do ódio e do rancor contra as esquerdas e Lula que está preso em Curitiba. São apelações para a falta de argumentos, e olha que a oposição continua opaca e muda.

A LIBERDADE E AS FORÇAS ARMADAS

Nesta semana brotou mais um vitupério da boca do capitão de que a democracia e a liberdade só existem quando as forças armadas assim desejem e queiram. Não existem subterfúgios para uma declaração desse quilate. Quer dizer, então, que se de uma hora para outra os militares decidirem não mais querer a liberdade, ela será imolada, passando por cima das fracas e desacreditadas instituições. Na concepção deles, ditadura só existe de esquerda. De direita é ordem e disciplina.

Não dá para ficar engolindo explicações enganosas de contemporização  onde cada um interpreta ao seu modo. O recado foi bem claro e não há espaço para enrolação de que não foi bem assim. Continuam nos tratando de burros e idiotas, se bem que poucos tenham percebido isso. Nesse vai e vem de réplicas e troca de definições da fala do capitão, o mais afrontoso foi que a sociedade brasileira ficou de fora como guardiã e conquistadora da democracia e da liberdade.

É como se ela, a população, não contasse e, passivamente, aceita o que vem do alto. Os políticos ofendidos (outros das fileiras bolsonaristas concordaram), por exemplo, só citaram o judiciário e o legislativo que estão atentos para lutarem pela liberdade. Logo esses poderes de imagem arranhada que perderam a credibilidade. Como sempre, o povo ficou de fora, como se tudo já estivesse dominado.

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CRIATIVIDADE E ARTE

Foto do jornalista Jeremias MacárioA criatividade num tronco de árvore virou uma arte e serviu para indicar o nome das fazendas. A natureza não morre renasce  em forma de arte na mão do homem.

ESTAMIRA DO ALÉM

Poema do jornalista Jeremias Macário

Lá no além do além,

da energia que gira,

jamais intimista

do físico cientista,

está o espaço paralelo

do metafísico elo,

mundo de Estamira.

 

No além do além,

da súbita imaginação,

numa repentina fração,

Estamira rasga sua dor,

doída e sofrida,

de lucidez e loucura,

entorpecente secura.

 

A fala de Estamira,

transborda toda ira,

em seus restos de carne;

treme, contorce e morde,

para amaldiçoar

a perversidade humana,

de mente suja insana.

 

De dentes cravados,

vampiros do sistema,

fazem do sangue o tema,

e neles Estamira mira,

suas palavras de fogo,

com suas fibras de aço

contra todo o jogo,

dos homens malvados,

que invadiram seu espaço.

 

Estamira vive,

viajando pelos astros,

luminosos de gás,

de corpos verminosos,

falando de guerra e paz,

com mágicas de agonia

em toda noite e todo dia.

 

Lá se vai Estamira,

ao som da sua lira,

no seu ritmo acusatório,

perfurando o além,

nesse mundo sanatório,

onde não existe futuro,

no paredão de escuro.

 

Estamira não tem Deus,

no seu filosófico além,

e nem diz mais amém,

essa bruxa do lixo,

que fuça como bicho,

vendo sair o demônio

da camada de ozônio.

 

Das asas dos urubus,

do além da história,

Estamira divaga e delira,

na sujeira da escória,

dos canibais animais.

 

Estamira é lógica utópica,

sem sentido, sem ótica,

complexo do universo,

do além de ninguém,

que enfrenta o perverso,

e faz pouco do desdém

 





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