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:: 16/jan/2019 . 23:28

UMA CIDADE SEM OPÇÃO EM FINAL DE SEMANA

Citei aqui por várias vezes que Vitória da Conquista é uma cidade sem opção de lazer e cultura em final de semana. Normalmente, o conquistense só encontra um bar ou restaurante para levar a família, os amigos e bater um papo ou jogar conversa fora. Como todos já sabem, Conquista é uma cidade sem rios, cachoeiras ou uma praia para curtir, mas poderia ser diferente.

A terceira maior cidade da Bahia em população e de economia pujante, que se desenvolveu num ritmo acelerado nos últimos anos possui equipamentos que poderiam até servir de atração turística para seus moradores e até para visitante, isto se houvesse um trabalho conjunto de aproveitamento entre o poder público e privado, numa parceria de investimentos e concessões.

Primeiro quero falar da Serra do Periperi que continua subutilizada e sem uma estrutura adequada de segurança para se tornar num parque de visitação todos finais de semana. Poderia ali serem criadas trilhas, passando pelo Cetras (o centro de tratamento de animais), seguindo até o Monumento ao Cristo de Mário Cravo, com quiosques e até de brincadeiras para crianças, terminando o passeio na reserva florestal do Poço Escuro.

Trata-se apenas de uma área a ser explorada onde todos poderiam utilizar com segurança. Estes pontos são pouco visitados porque as pessoas têm medo de serem assaltadas, e não existem uma programação de guias e efetiva segurança. As trilhas, com certeza, iriam proporcionar bem-estar e estado de descontração em contato com a natureza, sem contar o efeito de preservação da Serra.

Outro local subutilizado, de propriedade particular, é o Parque de Exposição Agropecuária, outro símbolo tradicional da cidade. Por falta de “recursos”, segundo a diretoria da Cooperativa que administra o local, infelizmente, não haverá exposição neste ano. Depois dos eventos, toda extensão do parque fica praticamente sem uso durante todo ano, a não ser alguns shows fechados e o Festival de Inverno.

A classe empresarial de um modo geral sempre se acostumou (e isso virou uma cultura) a ter os subsídios do poder público, tanto municipal, estadual e federal para colocar uma programação em funcionamento. Por que não tornar o parque viável economicamente através da utilização dos espaços com a instalação de bares e restaurantes, apresentação de shows artísticos, feiras de artesanatos, atividades culturais, parque de diversão para a criançada e outros atrativos nos finais de semana?

Entendemos que não é fácil quando se trata de uma convocação da classe para uma empreitada dessa natureza, mas nada que um bom projeto não consiga colocar uma ideia desse porte em prática. Todos iriam ganhar com isso, não somente a comunidade que sente tanta falta de opção de lazer e entretenimento.

Sem querer me estender mais no assunto de que falo no título do meu comentário, existe ainda outro ponto em Conquista que está morrendo ou já morreu pelo total abandono e sujeiras dos esgotos dos bairros vizinhos. É o o caso da Lagoa das Bateias que poderia ser mais um grande atrativo de opção nos finais de semana.

Existem outros lugares subutilizados, como na zona oeste, mas como não existe uma política turística e cultural, só na Avenida Olívia Flores se realiza alguma coisa, vez por outra, como corridas, sem contar os amantes das caminhadas, corridas e praticantes de bikes. Os poucos eventos, de iniciativa de alguma entidade ou empresa, sempre só acontecem ali, frequentado apenas pelos moradores do Candeias e adjacências.





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