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:: 11/out/2018 . 1:36

A ESTUPIDEZ DA HUMANIDADE

Segundo o historiador grego Tucídides (460 a.C.), a humanidade está destinada a não aprender nada da história e a repetir sempre, em todas as gerações, os mesmos erros, as mesmas injustiças e bestialidades.

Desde os primórdios dos tempos que o homem foi um bárbaro em constante luta para estrangular o outro e consolidar suas conquistas, não importando os fins. Os relatos históricos das cavernas às guerras dos sumérios aos babilônios da Mesopotâmia, com seus generais carniceiros e cruéis, e as tragédias gregas aos dias atuais que muitos, inconscientemente, os chamam de era da civilização, estão banhados de estupidez do sangue humano.

A história está repleta de cenas de horror e de massacres, como as invasões romanas (destruição de Jerusalém no ano 70 d. C.), dos persas, das cruzadas, dos otomanos; a extinção dos índios nas Américas pelo colonialismo europeu; e as matanças de milhões nas duas guerras mundiais pelo nazismo de Hitler e o comunismo de Stalin, mas imputamos a tudo isso a coisas do passado. Ledo engano, enquanto houver fronteiras, lá está a estupidez da humanidade degolando cabeças e arrancando seus escalpos.

A barbárie continua presente em pleno século XXI, nos tempos que denominamos de “modernos”, só porque, como copiadores, avançamos na tecnologia e na ilusão do “progresso” exclusivista. As atrocidades na Síria, no Iraque, no Iêmen, em Mianmar; os conflitos e a fome nos países africanos que dizimam milhões de crianças e adultos; e os dramas angustiantes dos refugiados estão bem ai batendo em nossas caras, gritando que somos medíocres, imbecis e estúpidos.

Somente na África, oito milhões foram desterrados e escravizados pelo colonialismo. Sob domínio inglês, em Bengala, na Índia, 10 milhões de pessoas morreram de fome, em 1770. Em 1943, no mesmo local indiano, mais três milhões faleceram de fome. Na época, Churchill respondia que a fome se devia aos muitos filhos que tinham. “Se estão morrendo de fome, por que ainda não morreu Gandhi?” O regime stalinista trucidou 25 milhões de pessoas.

Com a invasão de refugiados famintos, fugindo desesperados por causa das guerras sanguinárias do terror, o capitalismo colonialista ocidental está colhendo o que plantou nos séculos passados, e mais recente com a ocupação do Iraque pelos Estados Unidos e a guerra civil na Síria que desestabilizaram o Oriente Médio. Como não cuida do seu planeta, o homem manda foguetes ao espaço ao custo de bilhões de dólares à procura de outro para também destruí-lo.

Em 2016 chegaram pelo mar na Europa, quase 170 mil refugiados, e em 2017 foram cerca de 360 mil. Italianos e outros povos da região que foram recebidos de braços abertos no Brasil e países das Américas, com todos os privilégios que não tinham os nativos, agora expulsam, cruelmente, levas e levas de barcos cheios de farrapos de gente da Líbia e outras nações vizinhas.

Os EUA de Trump, a Inglaterra e outros colonialistas imperialistas que tanto invadiram territórios, implantando ditaduras, explorando, desagregando as pessoas e destruindo tudo pela frente, agora cospem no prato que comeram. Expulsam os imigrantes como restos das sobras que não servem mais.

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