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:: 3/out/2018 . 1:05

DEBATE NÃO É INSTRUMENTO PARA DECIDIR ESCOLHA DE CANDIDATO

Numa campanha eleitoral no Brasil, a verdade é a maior vítima. Isso fica bem claro nos debates políticos na mídia, que mais se prestam para reforçar as audiências das emissoras de televisão. Conversa para boi dormir essa de que servem para o eleitor melhor escolher seu candidato. O que mais aparecem são as mentiras.

No último debate de ontem (dia 2/10) com os candidatos a governador da Bahia, feito pela TV Bahia, a figura da mentira foi a que mais brilhou, e a verdade foi a mais uma vez sacrificada. Os participantes aproveitaram a maior parte do tempo para fazer propaganda eleitoral, com visível desrespeito ao eleitor. Sempre desviaram das perguntas para discorrer distorcidamente sobre seus efeitos passados.

O padrão dos debates é arcaico, monótono, chato e sempre se segue a mesmice. Um faz o conchavo com outro para se blindar do concorrente mais forte e adversário partidário. Estamos cheios de papos furados e fiados como esses debates ultrapassados, sem programas e sem metas de trabalho de seus possíveis governos. É uma vaselina geral. Todos deviam levar no bolso seu óleo de peroba para passar nas caras de paus.

No cenário nacional é a mesma coisa, e está acontecendo nesta reta final a maior burrice quando milhares de eleitores vão votar em Bolsonaro, exclusivamente, para derrubar o PT, quando o terceiro colocado nas pesquisas, que não deveriam existir no Brasil, é o único que ganharia de todos no segundo turno, inclusive dos petistas.

Portanto, na lógica, seria ele o mais correto para disputar o segundo turno, além de apresentar muito mais competência e postura para vencer as eleições e assumir a presidência do que o primeiro das pesquisas. O puro ódio cego do eleitor corre o risco de afundar mais ainda o país que já vive uma situação caótica de divisão e intolerância.

Pelo andar da carruagem, temos um futuro incerto e com mais crise moral e ética. Pelo visto, vamos ficar com a homofobia, com o racismo, com a misoginia, com o fascismo e com a valentia de tudo resolver na bala, por uma simples birra burra de tirar o PT, quando vai terminar elegendo o retrocesso.

Sobre o assunto, publico aqui opinião do meu amigo e companheiro jornalista Carlos Gonzalez quando diz:

“Concordo plenamente com sua ótima análise, manifestada no seu último artigo, sobre o eleitor brasileiro. Faltou apenas mencionar o voto do “curral evangélico”, ovelhas seguindo religiosamente os pedidos de bispos e pastores, lobos em pele de cordeiro. Um outro componente influente nessa disputa eleitoral é o nosso Judiciário. Há poucos dias do pleito os togados tomam medidas que vão  beneficiar Bolsonaro, como a liberação do depoimento de Palocci a Moro, com acusações contra Lula; e a briga interna no Supremo, tendo como alvo uma entrevista que Lula daria a alguns jornais, com autorização daquela corte.

Preocupam-me os últimos fatos ocorridos nesta semana pré-eleitoral, que mostra o  crescimento da candidatura da direita. Num provável segundo turno, com as figuras criminosas que têm na sua retaguarda, Haddad não vai para lugar nenhum. Somente Ciro poderia derrotar o inimigo dos negros e homossexuais.”

 



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