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:: 7/fev/2018 . 22:17

A DESESPERANÇA, O MEDO, O CIRCO E O POÇO DOS PRIVILÉGIOS NABABESCOS

Todos juntos – os nós contra eles, esquerdas e direitas – conseguiram destruir nossas esperanças e perspectivas. Mais uma vez, levaram nosso futuro e nos impuseram o medo cotidiano. Com suas armações ardilosas nos fizeram mais submissos e escravos. Depois de tantos roubos, assaltos e massacres, sobrou o total descrédito na política e nos políticos. Em clima de desconfiança e depressão, caímos no silêncio aterrorizante da indiferença.

Com suas maquinações maléficas de poder, eles conseguiram nos transformar em servos fantasmas-zumbis que vagam sem rumo, mas só não conseguem cortar seus privilégios nababescos. Por seus interesses escusos, negligências e falsas promessas, nos jogaram na vala da dengue, da zica, da chikungunya, da malária, da febre amarela e outras doenças exóticas típicas de um país pobre miserável. Nos corredores imundos dos hospitais, morrem aos montes. Quem se importa! Mal servimos para votar!

Sem cobertura social, no desespero pela sobrevivência, nasceu o ódio, a revolta de uns matando os outros. Para enganar e iludir, eles disfarçam brigas homéricas com tapas, xingamentos e palavrões, mas se unem fortemente quando se sentem ameaçados em perder seus cargos e mordomias. Desprezam-nos, e nem estão ai para os 12 milhões de desempregados. Seus bens e postos estão assegurados. Suas opulências mantidas. Apesar de tudo, votamos obrigados e felizes da vida por exercer o belo ato de “cidadania”.

Eles desfilam engravatados nos aeroportos, nos restaurantes de luxo e festas, vivendo em pleno fausto. Não dão a mínima atenção para os eleitores que há pouco tempo foram submetidos a tortura nas intermináveis filas. Tanto é verdade que as sinalizações e manifestações em sites e portais com vistas a reduzir o número de parlamentares nas casas legislativas (Congresso Nacional) e acabar com auxílio-moradia de políticos e magistrados nem entraram nas pautas de discussão. Mesmo assim, somos servis, obedientes e votamos neles.

CIRCO E MUITA OPULÊNCIA

Entre as propostas está a da emenda à Constituição (PEC 106/15) que reduz o número de senadores em um terço e de deputados federais em 25%. A matéria, que teve quase dois milhões de apoios, está parada com o relator Romero Jucá (logo ele!) desde inicio do ano passado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Caiu na vala do esquecimento e virou entulho. Arrancaram de nós a esperança de viver.

Como forma de compensação, nos deram circo, muito circo! Nesta semana, milhões estão nas ruas, não para reivindicar seus direitos, nem para protestar contra a violência, a falta de saúde e educação, ou contra a corrupção deles, mas para o embalo do carnaval que serve de canal sórdido dos pobres para extravasar as mágoas e desabafar as frustrações de viverem sob o jugo dos poderosos. Eles, sim, riem de nós lá do alto de seus camarotes.

De volta ao corte do legislativo, pelo texto do senador Tião Viana, o número de deputados federais cairia de 513 para 385 e o de senadores, de 81 para 54. A redução dos gastos públicos está entre os ganhos do projeto. Cada um dos parlamentares custa ao erário R$33.763,00 por mês, sem contar o cartão parlamentar, que oscila de R$30,7 mil a R$45,6 mil mensais por reembolso de despesas. Para os funcionários comissionados cada um tem direito a mais de R$101,9 mil.

Caso a PEC fosse aprovada (coisa remota), a redução representaria uma economia de pelo menos R$25,7 milhões por mês. Todos eles sabem que é possível exercer as funções legislativas com uma estrutura mais enxuta em ambas as casas, mas não aceitam de forma alguma perder uma cadeira que rende uma fortuna por ano (galinha dos ovos de ouro), incluindo ai a “santa corrupção”. Dizem até que ela já foi canonizada no Brasil.

MAGISTRADOS NA CONTRAMÃO

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