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:: 5/fev/2018 . 22:56

“DEUSES, TÚMULOS E SÁBIOS” (II)

OS LADRÕES DE TÚMULOS E A “PRAGA DO FARAÓ”

Para se livrar dos ladrões e quebrar a tradição, Tutmés I (1545 a 1515 a.C.), ainda no tempo dos “Filhos do Sol” (Ramsés I e II (1350 a 1200 a.C),  foi o primeiro rei que tomou a resolução de separar o túmulo do templo, não mais depositando seu corpo em visível e imponente monumento tumular e sim numa câmara oculta sob a rocha. O Vale dos Reis era visado.

Antes, todos os túmulos de reis foram saqueados. Mesmo assim, a medida não impediu a ação dos ladrões, Os corpos de Ramsés III (três vezes), Amosis, Tutmés II e outros foram vítimas dos saqueadores. O próprio Tutmés teve que ser retirado da sua cova para outro lugar como forma de proteção contra os ladroes. Nem mesmo o seu túmulo na rocha parecia seguro. No de Tutancâmon entraram ladrões, quinze anos depois da sua morte e, no de Tutmés IV, deixaram seu cartão de visita através de rabiscos nas paredes com deboches.

Outros grandes arqueólogos de destaque foram o norte-americano Howard Carter que escavou o túmulo de Tutancâmon, o rei mais rico, Lepsius e Petrie atuaram no Egito. Paul Emile Bota e Layard fizeram grandes descobertas na Mesopotâmia, Schlieman e Evans assombrou o mundo com o achado de Troia e Cnossos, Stephens e Thompson (EUA), em Iucatã, na América Central e Koldewey e Wooley, na Babilônia.

O achado de Tutancâmon (1927/28), cuja múmia foi examinada pelo Dr. Derry, pode ser considerado o maior da história da antiguidade e rendeu enorme visibilidade para o mundo quando muito se falou da “Praga do Faraó”. “A Vingança do Faraó” e “Nova Vítima de Tutancâmon” foram, entre outras, manchetes estampadas na mídia daquela época.

“A morte virá com asas ligeiras para aqueles que perturbarem o repouso do Faraó” – diz uma das versões da “praga” que estaria inscrita no túmulo de Tutancâmon. O próprio Carter se manifestou dizendo que “o investigador faz seu trabalho com profundo respeito e a mais pura gravidade, mas livre desse arrepio a cuja misteriosa sedução sucumbe tão facilmente a multidão sedenta de sensações psíquicas”. Ele descreve histórias ridículas.

Paul Emile Botta, sem dúvida, foi também referência no campo da arqueologia que realizou escavações na região dos rios Tigre e Eufrates, berço da cultura da antiga Suméria e Assíria (Assur-Babilônia), cidades que alcançaram maior esplendor sob o domínio dos assírios e babilônicos.

Outro prodígio da ciência, Botta estudou chinês aos 14 anos. Em 1840 foi agente consular em Mossul (hoje Iraque). Com sua insistência, descobriu esculturas do tempo da existência de Nínive, o maior centro comercial, onde achou, em 1843, o palácio assírio do rei Sargão. Eugene Napoleon Flandin muito contribuiu com sua expedição como desenhista.

O trabalho de Botta teve prosseguimento com o arrojado inglês Henry Layard que encontrou os restos da residência de Dario e Xerxes, enorme palácio destruído por Alexandre Magno durante um festim com muita bebedeira. Conta que a dançarina Tais, na fúria da sua dança, tirou um tição do altar e jogou ao meio das colunas de madeira. Alexandre e seus seguidores fizeram o mesmo. Existem dúvidas sobre esta história.

Como decifrador da escrita cuneiforme, o destaque vai para o alemão Georg Friedrich Grotefend, nascido em junho de 1775. Tanto ele como os sábios da época estavam familiarizados com o antigo soberano persa de Persépolis (Ciro), sobretudo pela leitura dos autores gregos. Sabia-se que Ciro havia aniquilado a Babilônia lá pelos anos 540 a.C., fundando o primeiro grande império persa.

Outro famoso linguístico foi o inglês Henry Rawlinson, cônsul em Bagdá, em 1840,considerado aventureiro, juntamente com Henry Layard e Botta. Layard, por exemplo, baseado nas leituras de “Mil e Uma Noites”, realizou importantes escavações na Mesopotâmia nas colinas de Nemrod onde encontrou um dos maiores palácios assírios de Nínive, por volta de 1845.

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