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:: 2/fev/2018 . 23:24

UMA REPUBLIQUETA DE TRISTE REALIDADE

No Brasil quando se pensa que já se viu de tudo em termos de absurdo, ai aparece um fato que supera os outros. A deputada do PTB Cristiane Brasil, indicada a ministra do Trabalho aparece num vídeo em uma lancha entre sarados bem dotados seminus (aparência de gangster) reivindicando o cargo que virou uma batalha jurídica.

Uma coisa, como pessoa pública, é ter compostura no uso do seu espaço com liberdade para falar, a outra é cair no ridículo público. Não se trata de moralismo. O modus operandi reforça aquela imagem de que o Brasil é mesmo uma republiqueta. Em defesa e rebatendo as críticas, o ministro Marun – logo ele tão conservador e retrógrado – chama a mídia de talibã enrustida. Por essas e outras é que o Brasil lá fora é visto como uma piada.

Os juízes continuam culpando o povo por ter deixado, segundo eles, fazer o processo de biometria eleitoral para última hora. Na verdade, o maior culpado mesmo é a crueldade do próprio sistema eleitoral que, sem estrutura, expôs a população pobre a severas torturas (não se viu rico e político nas repugnantes filas). Já observaram como a palavra cidadão no Brasil foi banalizada e vulgarizada, tanto quanto o nome de Deus!

Mas, não é sobre as trapalhadas do governo do mordomo de Drácula que quero falar (hoje qualquer um pode ser ministro). Muito mais grave, como uma doença altamente contagiosa que faz todo organismo sangrar até a morte, é a triste realidade dos números e dos fatos da educação no país. Isto, ao longo dos anos, tem transformado o Brasil numa simples republiqueta.

Vamos, então, direto aos fatos. O nosso Brasil tem hoje quase 12 milhões de analfabetos de 15 anos ou mais, o equivalente a mais de 7% dessa população. No Nordeste, região que sempre apresentou os piores índices sociais no âmbito nacional, inclusive de extrema pobreza, a taxa sobe para 14,8%, quatro vezes superior ao que ocorre no sul, que registrou 3,6% de analfabetos. A disparidade também se dá pela cor entre negros e brancos.

Com base em 2016, os dados foram levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – PNAD Contínua). Estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico mostra que 53% dos jovens brasileiros estavam matriculados no ensino médio em 2015, enquanto a média dos países que integram a Organização é de 95%. Estima-se que mais 1,5 milhão de jovens entre 15 a 17 anos ainda estejam fora da escola. No conjunto, o Brasil tem cerca de 2,5 milhões de crianças fora das salas de aula. Os alarmantes índice de analfabetos nos remetem às  disparidades regionais e às profundas desigualdades sociais.

“Menos de 1% das crianças de 6 a 14 anos está fora da escola, mas o sistema não faz com que fiquem até o fim do ensino médio”. É o subtítulo de uma matéria (O problema é manter os estudos) publicada por um jornal do Rio de Janeiro sobre a triste realidade da nossa educação. A baixa qualificação dos professores, a deficiência na estrutura das escolas e a evasão nos impedem de comemorar qualquer número na educação no país.

De acordo com artigo de um especialista do veículo, o problema hoje não é atrair a criança e o jovem para a escola, mas mantê-lo estudando. Para o avanço em manter as crianças dessa faixa etária nas escolas contribuíram a diminuição das taxas de fecundidade e políticas públicas eficientes, como o Fundeb e o Bolsa Família. No entanto, esta escola não está conseguindo manter esses alunos no sistema até o 17 anos.

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CONQUISTA DEIXOU DE GANHAR I MILHÃO

Carlos Albán González – jornalista

Os assinantes da TV fechada em todo o Brasil assistiram na última terça-feira o primeiro time eliminado da milionária Copa do Brasil de 2018. Entre os 91 clubes selecionados pela CBF o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista foi o primeiro a dar adeus ao torneio. No duelo dos bichos, o Bode foi derrubado pela Coruja, a mascote do Boa Esporte. O representante da cidade mineira de Varginha segurou o 0 a 0, garantindo passagem para a segunda fase do torneio.

Num raro momento de paternalismo, ao redigir o regulamento da Copa do Brasil, a CBF decidiu abrir o cofre, beneficiando clubes, como o Vitória da Conquista e o Fluminense de Feira de Santana, que vivem a “estender o chapéu à caridade pública”. Os prêmios, que já começaram a ser distribuídos, são superiores aos pagos em campeonatos disputados na América do Sul, como a Libertadores e o Brasileiro da série “A”.

Antes de entrar em campo o clube conquistense já havia garantido uma cota de R$ 500 mil, o que lhe garante o pagamento de duas folhas (R$ 180 mil cada) salariais do time de profissionais. Se passasse para a segunda fase seriam mais R$ 600 mil. O Fluminense de Feira, que vive os mesmos problemas do seu coirmão baiano, planeja reforçar o time com o milhão que está entrando em sua conta bancária. Mais esperto e mais valente, o Touro eliminou o Santa Cruz e agora espera em casa um outro time pernambucano, o Náutico.

O ECPP Vitória da Conquista tinha apostado todas suas fichas no jogo de abertura da Copa do Brasil. Seu presidente, Ederlane Amorim, imaginou a partida como uma final de Copa do Mundo. Hoje, depois de duas derrotas no Estádio Lomanto Júnior pelo Campeonato Baiano, e o empate com o Boa Esporte, sem ter marcado um gol, o dirigente deve ter chegado a conclusão que o seu time não tem condições técnicas de disputar as finais do Baianão e de fazer uma boa campanha no Brasileirão da série “D”, que começa no dia 22 de abril.

“Caçadores”

No início do ano centenas de jogadores com menos de 21 anos disputaram dois torneios nacionais, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Vários deles foram promovidos ao profissionalismo. Cabe aí a pergunta: por que os clubes nordestinos não vão atrás dessa garotada, em lugar de contratar “caçadores de ratos”? Espero que amanhã não apareça por aqui um caçador de tatu, para trazer intranquilidade a um dos veteranos jogadores do Conquista.

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