jeremias macarioComo membros da comunidade estão excluídos do pleito eleitoral da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) na escolha do seu reitor, sobra-nos o direito de opinar sobre qual perfil de candidato queremos para dirigir a instituição, por sinal criada pelo povo. São coisas da nossa relativa democracia.

Em conversas com pessoas mais próximas sempre entra em debate a questão da interação entre universidade e comunidade. A crítica gira em torno da falta de maior aproximação desse mundo acadêmico com a sociedade em que ela vive. Uma representação eleitoral dessa comunidade com direito a voto para o reitor da Uesb, por exemplo, já seria uma grande conquista.

O que queremos, na verdade, é uma universidade menos repetitiva e mais criativa. Que fale também a língua do povo, com projetos engajados à realidade econômica e social da população.  Não bastam apenas os ditos projetos acadêmicos de extensão.

Outra exigência essencial é a transparência com a coisa pública, e que seu corpo docente e discente produza estudos e trabalhos de acordo com as demandas regionais do mercado. Para isto, presume-se qualificação no ensino.

Na minha modesta opinião, já que o voto não é aberto à comunidade, entendo que, conjugado a tudo isso, o reitor precisa ter serenidade e capacidade intelectual para dirigir os destinos de uma instituição do peso da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb.

Quando aqui cheguei para dirigir a Sucursal A Tarde de Vitória da Conquista, o professor Itamar Pereira Aguiar foi um dos meus primeiros elos com a Uesb e outros segmentos da sociedade. Portanto, conheço o seu perfil de seriedade e coerência há mais de 20 anos.

Seu nome é também uma força de renovação e esperança que desponta pela segunda vez nas eleições da Uesb. Representa todo esse conjunto de qualidades que o credencia ao cargo cuja eleição está prevista para o próximo dia sete de maio próximo.

Tenho certeza que não se trata apenas de uma opinião isolada, mesmo porque tenho percebido esta receptividade em diversas camadas da sociedade, inclusive nos meios artísticos e intelectuais.

Por sua seriedade e capacidade, seu nome tem um peso forte, com mais aceitação que rejeição.  Por suas posições e convicções coerentes, acredito que os professores, servidores e os estudantes de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga só têm a ganhar com essa escolha.

Em contatos com amigos e com o próprio Itamar, que é testemunho, tenho expressado meu sentimento de que a Uesb precisa se interagir mais com a comunidade. É necessário que os diversos segmentos participem com mais intensidade das decisões e projetos da instituição. Creio que Itamar Aguiar está consciente disso e fará uma gestão voltada também esses anseios regionais.