jeremias macarioNa economia vivemos o tormento da inflação e dos juros altos, com um ministro da Fazenda que passa todo tempo fazendo adivinhações e chutando números. A gastança continua em disparada e o déficit fiscal a aumentar. O balanço comercial e a conta das transações correntes com o exterior apresentam curvas negativas.

A reprimarização da economia está bem evidente. Desde 1985, conforme um colunista especializado no assunto, a indústria perde participação no PIB. De 27,5% naquele ano, caiu hoje para 13%. A indústria regrediu ao nível pré-JK (Juscelino Kubitschek). No seu primeiro ano de Governo (1956), a participação da indústria era de 13,8%.

A partir de 1990 cresceram as importações de manufaturados, enquanto as exportações desses itens perderam espaço no comércio exterior por falta de competitividade e eficiência (infraestrutura precária). A economia decai com a desindustrialização e o predomínio do setor primário através dos grãos e do aço, vendidos, principalmente, para a China.

Mas, como tudo neste país é só paradoxo, depois do maracujá, o Equador agora vai vender bananas para o Brasil. Extensas terras continuam sendo desmatadas e devastadas para plantar grãos para encher a panela dos ricos, enquanto enfraquecem as culturas de subsistência.

Tudo isso faz lembrar os tempos coloniais da monocultura do açúcar e do café.  Demagogicamente, os grandes produtores, com dinheiro subsidiado do povo, pousam de coitadinhos, lamuriando que estão derramando o suor do rosto e dando um duro danado para alimentar os famintos do mundo. O que fala mais alto é o lucro cara-pálida! Eles não vão, de maneira nenhuma, plantar feijão e mandioca.