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Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

CAMBUÍ LANÇA O FIAT CRONOS

Na última quarta-feira (dia 18), a concessionária Cambuí, revendedora dos veículos Fiat, reuniu a imprensa e publicitários conquistenses para lançar o Cronos, o novo carro da Fiat, em sua sede, na Avenida Bartolomeu de Gusmão. Coube ao diretor-presidente da Cambuí, Antônio Roberto, recepcionar a mídia e apresentar toda sua equipe de trabalho. O Cronos é um veículo arrojado, dotado de equipamentos de última geração, com câmbio de seis marchas e direção eletrônica. Seu bagageiro compete com outras marcas como um dos maiores, com capacidade para mais de 500 litros, e seu ambiente interno é superconfortável. Na ocasião, em clima informal, a mídia de Vitória da Conquista aproveitou para realizar um ato de confraternização entre os colegas de diversos veículos do rádio, blogs e impresso. O Cronos pode ser visto e testado na Cambuí Veículos.

 

 

SEGUNDA TEM FUTEBOL NO “LOMANTÃO”

Carlos Albán González – jornalista

Estrear num torneio nacional numa segunda-feira, às 20 horas, sob uma temperatura em torno dos 15 graus, segundo previsão do Climatempo, e com pouca divulgação, significa ausência de público. Esse, provavelmente, será o ambiente que o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista vai se deparar na noite do próximo dia 23, no Estádio Lomanto Júnior, começo de sua participação no Campeonato Brasileiro da série D, diante do Treze de Campina Grande (Paraíba).

Se houvesse bom senso por parte da Federação Bahiana de Futebol (CBF), o seu presidente, filho desta terra, Ednaldo Rodrigues, leal em todos os momentos – e já se vão 16 anos – aos “cartolas” da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de Ricardo Teixeira a Marco Polo Del Nero, esse jogo seria antecipado para o dia 21, feriado nacional, ou para o domingo, dia 22, com a promoção de uma rodada dupla, envolvendo Conquista x Colo-Colo, pela segunda divisão do Campeonato Baiano.

Vale lembrar que, nos últimos quatro anos, Ednaldo foi escolhido em duas oportunidades para chefiar a comitiva da Seleção Brasileira em excursões ao exterior. Um agrado para quem tem revelado uma indestrutível fidelidade aos seus chefes.

Num passado recente a própria FBF submeteu o ECPP a uma situação absurda. Programou para Quarta-Feira de Cinzas, à noite, uma partida válida pelo Campeonato Baiano deste ano. Pelas bilheterias do “Lomantão” passaram 381 devotados torcedores, deixando uma renda de R$ 3.575. Deduzidas as despesas restou para o clube alviverde um prejuízo de R$ 6.189.

Pagar pra jogar não é “privilégio” do Vitória da Conquista. O seu coirmão, o Conquista F.C., nos três jogos que disputou em casa pela 2ª divisão contabilizou um prejuízo de R$ 14.806. Buscando uma vaga no grupo de elite do futebol baiano em 2019 o Azulino recebe neste domingo o Colo-Colo de Ilhéus.

Não se ouviu ou se leu uma palavra de protesto. Pelo contrário. Na reunião do último dia 3 num hotel em Salvador o futebol conquistense participou com três votos (da liga e dos clubes profissionais) da manobra continuísta patrocinada por Ednaldo, que desistiu de permanecer até 2023 à frente da federação, apresentando como seu sucessor a um surpreso colégio eleitoral – compareceram 117 dos 145 membros – o até então desconhecido Ricardo Lima. Como ninguém questionou, Lima foi aclamado por todos os presentes.

Lição de democracia, seriedade e modernismo, além de agradecimentos a Deus, marcaram os discursos emocionados do velho e do novo “cartolas”.

Depois da eliminação precoce na Copa do Brasil, quando deixou de ganhar R$ 1 milhão, e quase é rebaixado para a 2ª divisão do futebol baiano, o Vitória da Conquista tem sua última oportunidade este ano de alcançar uma posição melhor no cenário nacional, lembrando que a Chapecoense, campeã sul-americana, também começou por baixo. Imprescindíveis serão o apoio dos desportistas locais, comparecendo aos jogos no “Lomantão”, e dos patrocinadores – a ajuda de R$ 20 mil mensais prometida pela prefeitura caiu no esquecimento.

Dividido em seis etapas o “Brasileirão” da série D começa neste final de semana e termina em 5 de agosto. Nessa fase preliminar os 68 clubes vão disputar seis jogos. Os adversários dos baianos são o Treze de Campina Grande (Paraíba), o Itabaiana da cidade sergipana do mesmo nome e o Santa Rita, de Boca da Mata (Alagoas). Classificam-se para a etapa seguinte os primeiros colocados nos 17 grupos e os 15 melhores segundos colocados. Os quatro semifinalistas (quinta fase) têm vaga garantida na série C de 2019.

A tabela dos primeiros jogos e adversários do Vitória da Conquista é a seguinte: dia 23 de abril, Treze, em casa; dia 29, Itabaiana, fora; dia 6 de maio, Santa Rita, em casa; dia 13, Santa Rita (fora); dia 20, Itabaiana, em casa; dia 27, Treze (fora). A CBF fornece 25 passagens aéreas para distâncias acima dos 700 quilômetros, além de hospedagem e alimentação.

Eleições “democráticas”

O Nadinho, das peladas nos terrenos baldios de Conquista à presidência da liga de futebol da cidade, recebeu, de mão beijada, em 2001, a direção da FBF, e de lá nunca mais saiu. Seu gabinete sempre esteve aberto para seus leais eleitores, recebidos com mimos depois de longas viagens, acompanhados de prefeitos e vereadores de seus municípios.

Ednaldo, aos 63 anos, não ia largar, por se sentir entediado, um cargo que mantém há quase 20 anos. Numa reunião de portas fechadas, sem a presença da imprensa, a Assembleia Geral da CBD aprovou a criação de mais quatro cargos de vice-presidente da diretoria. Um deles, a partir de abril, foi oferecido e aceito pelo baiano de Conquista, que vai trocar Salvador pela Cidade Maravilhosa, com uma ótima remuneração.

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OS EXÍMIOS ATORES E A SEGUNDA TURMA

“Fui vítima de uma sórdida armadilha”, “estou tranquilo e vou provar minha inocência no tempo certo”, “é intriga da oposição política que quer me ver fora da competição”, “não cometi nenhum ato de corrupção”, “estou sendo condenado injustamente”, “estão cometendo um atentado contra a democracia”, “nego todas as acusações”, “foi uma decisão puramente política” e por aí vai a lengalenga dos caras de paus que desmentem roubos, falcatruas e armações contra o povo.

Nem é preciso falar de quem estou falando, pois todos já sabem quem são os exímios atores que aparecem dia e noite na mídia, principalmente nas emissoras de televisão, através de notas de seus advogados coniventes ou até mesmo com suas caras lavadas como se nada tivesse acontecido. Todos podem ser contratados, sem testes, para atuar em novelas e filmes estrangeiros  nos papéis de “mocinhos inocentes”, embora não passem de vilões.

É um tremendo elenco de primeira linha que bota no chinelo qualquer ator ou atriz gabaritado, que não vou aqui listar porque são muitos e estaria cometendo injustiça! Nesse cenário entre réus e a Justiça, os papéis se invertem. Todos eles (os políticos safados) são os inocentes e o Ministério Público, a Polícia Federal, a força tarefa da Lava Jato e os juízes que sentenciam mentem vergonhosamente. Tudo é uma ficção armada e fruto de uma imaginação diabólica.

Nesse grupo espetacular de primeira grandeza, cada um procura fazer sua atuação melhor que o outro para receber os aplausos da plateia eleitoral ignara. Nesta semana foi a vez do Aécio Neves (Maluf e Cabral são os mestres) que apareceu com cara de pobre coitado injustiçado, merecedor de pena, dizendo ter sido vítima de uma armadilha do empréstimo de dois milhões de reais, que não lesou ninguém e que é inocente.

Do outro lado surgem os ministros Gilmar Mendes, Lewandowski e Dias Toffoli comandando a Segunda Turma (agora temos até divisões na corte Suprema, além dos coxinhas e mortadelas) para libertar os “atores inocentes”, lobos em peles de cordeiros, e dizer que existem almas tenebrosas contra eles. Nunca o mercado do habeas corpus esteve tanto em evidência.

E o povo como fica? Ah, fica com seu papel ridículo de submissão, berrando como ovelha e ouvindo toda prosopopeia dessa tragédia grega. Sua função é pagar calado os aumentos de combustíveis nos postos de gasolina e a conta de energia cheia de penduricalhos de taxas e tarifas. Como se não bastasse, também ser  escravo de uma reforma trabalhista do mordomo de Drácula, ao ponto de uma escola particular de Conquista oferecer um “salário” de 500 reais ao mês para um professor com pós-graduação de terceiro nível. E tem muita gente graduada aceitando.

Estamos mesmo na lama infernal, na miséria ética e moral, e na pior degradação de todos os tempos. No Brasil sempre existe mais um fundo do poço, e ninguém sabe até onde ele vai dar. Com uma maioria inculta e ignorante, não são as eleições que vão mudar os atores dessa política, agora protegidos por uma turma do Supremo. Ilusão quem acredita nisso.

 

HOUVE UM TEMPO DO “VELHO CHICO” QUE FOI DESTRUÍDO PELOS HOMENS

Não mais existem as matas ciliares verdes e floridas que margeavam o “Velho Chico” como aconchego dos bichos e alimento dos pássaros. Houve um tempo dos peixes em abundância que acudiam os ribeirinhos quando sentiam fome. Não mais o vento ameno como antes vindo das águas que balançava as árvores e soprava frescor nas cidades. Foi-se o tempo dos vapores que subiam e desciam desde Minas Gerais a Alagoas. Não mais existem as lavadeiras cantadoras e ganhadoras. Até os mitos e as lendas se foram.

Com o tempo, as ações predadoras dos homens gananciosos levaram os bons tempos da fartura e da integração entre a vida viçosa de um rio navegável e seus habitantes que dele se serviam. Sem mais o vento anunciador das boas notícias de suas nascentes. Hoje choram o “Velho Chico” e o próprio homem que vive a orar ao próprio Deus que mande chuva para acalmar os espíritos “vingativos” da seca. A terra perdeu o cio e suas águas viraram bancos de areia de um volume morto, ou ficaram salobras na sua foz. O rio que já foi mar vive ecos de um tempo passado que foi destruído pelas ações malignas dos homens.

O estrago ao longo do tempo foi feito, não repondo o que retiraram e não revitalizando o que dele extraíram, como se a seiva nunca fosse acabar. Nunca se imaginava que um dia não se ia ter água nem para saciar a sede. As chuvas batidas só fazem o homem irracional esquecer de que basta outro tempo de estiagem, sem ventos e sem nuvens carregadas, para tudo terminar com as lavouras e com as monstruosas barragens erguidas. Como disse o profeta, o mar vai para sempre virar sertão, e quase ninguém irá mais falar dos bons tempos e dos ventos do passado.

AS CHUVAS NÃO APAGAM AS RUÍNAS

Há uns dez ou quinze anos, a Assembleia Legislativa da Bahia, com especialistas no assunto, membros do Comitê da Bacia do São Francisco e representantes ambientalistas, elaborou uma campanha de proteção do rio e produziu um vídeo onde mostrou as ruínas e os escombros deste patrimônio nacional. De lá pra cá, quase nada foi feito de benéfico, só degradação e ficar esperando por chuvas, como se elas fossem a salvação definitiva.

 

Há pouco tempo, entre novembro e dezembro de 2017, a capacidade da Barragem de Sobradinho atingiu seu ponto crítico de 1,6%, a mais baixa da sua história. O clamor foi geral, e o “Velho Chico” entrou em estado terminal em seu leito. O Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco denunciou a triste realidade e o governo federal falou em recursos para sua revitalização, os quais nunca chegaram como prometido.

Com as chuvas do início do ano, o seu volume útil elevou-se para 36,50% em abril. No mesmo mês do ano passado, a reserva era de 15,83%, segundo a Agência Nacional de Águas, por causa do baixo índice pluviométrico em Minas Gerais e oeste da Bahia onde estão os principais afluentes (Corrente e Rio Grande).

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MILICIANOS E MEMBROS DE FACÇÕES MIRAM EM TRANSPORTE CLANDESTINO

A situação é muito grave em Vitória da Conquista com a infiltração de milicianos e membros de facções nas vans que, de forma clandestina, sem fiscalização e regulamentação, rodam na cidade transportando passageiros.

A denúncia, divulgada no blog “Sudoeste Digital” pela repórter Jussara Novaes, partiu do Conselho Comunitário de Segurança Pública da Indústria, Comércio e Entidades Afins de Conquista, que enviou  documento ao prefeito Herzem Gusmão advertindo sobre a questão.

A irregularidade facilita o tráfico de drogas e a cobrança de pedágio para donos de veículos interessados em explorar a atividade que passou a proliferar em Conquista com a crise das duas empesas de ônibus (Viação Vitória e a Cidade Verde) que fazem o transporte coletivo mediante concessão da Prefeitura Municipal.

Ainda de acordo com a matéria, uma fonte militar também confirmou que milicianos e traficantes, especialmente de São Paulo, estão de olho nas brechas deixadas pela falta de regulamentação do transporte público feito através de vans, mais de 600 em situação irregular.

No último dia 13 de abril, numa sessão da Câmara Municipal, o vereador pelo PT Coriolano Moraes fez um contundente pronunciamento sobre o grave problema. Na ocasião, apelou para que a Casa tome providências junto ao executivo municipal de maneira a controlar essa prática delituosa.

Segundo Coriolano, a população que já está há tempos sofrendo com a escassez de ônibus na cidade, corre sérios perigos porque termina optando por este tipo de transporte para trabalhar e realizar suas obrigações diárias. O vereador, que já fez várias denúncias sobre o transporte coletivo em Conquista, declarou que o sistema está falido e que a prefeitura a tudo assiste de braços cruzados.

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E A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO?

Um mês e até agora nada sobre a execução da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes. Será que é por causa daquela história conhecida de polícia investigar polícia? Por que tanto sigilo em torno do caso que continua um mistério?

Não somente a sociedade brasileira pede agilidade e algum pronunciamento em torno do assunto, mas também os organismos internacionais onde o Brasil é visto como violador dos direitos humanos e país da impunidade. A anistia aos torturadores da ditadura civil-militar de 1964 é um dos exemplos, entre milhares de outros mortos por criminosos no mesmo modus operandi.

Fiquei logo desconfiado quando vi aquela encenação toda em torno da captação das imagens de câmaras, percurso dos carros dos assassinos, velocidades e direções dos tiros e muita gente na cena do crime. Será que eles acharam que as placas dos carros dos atiradores eram verdadeiras?

A polícia sabe bem que os caras são profissionais e tudo foi bem montado para não deixar pistas, pelos menos para os detetives do tipo brasileiro. Enquanto a mídia fazia seus espetáculos com estardalhaços, como sempre, os indivíduos aproveitaram para apagar seus rastros. Não acredito mais em nada.

A BAHIA PODE MUDAR O CENÁRIO

Nos quesitos distribuição de renda e desigualdade social, a Bahia apareceu como campeã nacional com os piores ganhos e nível de pobreza, conforme pesquisa detectada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita para o período de 2016/17.

No entanto, para o diretor de Pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, este cenário pode mudar, como ocorreu entre 2003 e 2015 a partir das transferências de renda e aumento real do salário mínimo.

O diretor citou que na Bahia, a renda dos 10% mais pobres cresceu 33% em termos reais entre 2007 e 2015, enquanto dos 10% mais ricos teve uma elevação de somente 7%.

Argumentou que a queda de renda dos mais pobres entre 2016/17 foi influenciada pela pressão do aumento do desemprego sobre os salários mais baixos e pelos cortes no programa do Bolsa Família. Apontou que a pesquisa estimou 1,4 milhões de famílias recebendo o benefício na Bahia em 2017, enquanto em 2015 eram 1,8 milhões.

Até certo ponto, este raciocínio pode ser válido se o estudo fosse restrito à Bahia. Acontece, porém, que a pesquisa foi de âmbito nacional e outros estados também sofreram o mesmo baque da crise e dos cortes nos programas sociais. Existe algo mais errado nisso tudo para a Bahia bater o recorde negativo na distribuição de renda.

Fora o papo político, o lamentável nisso tudo é que a desigualdade social no Brasil é a mais perversa do planeta e, a cada ano, milhares ingressam na extrema pobreza, tirando toda dignidade do ser humano. É um capitalismo vampiresco de um governo neoliberal arrebentando com a classe trabalhadora, principalmente com a reforma trabalhista escravocrata.

A EDUCAÇÃO E OS PROBLEMAS SOCIAIS

Sem cidadãos pensantes, os gênios malditos têm terreno livre para agir e tornar nosso país num lugar de trevas. É preciso saber distinguir o verdadeiro do falso. Tudo tem a ver com a educação, inclusive no aspecto da distribuição de renda no Brasil, uma das mais perversas da terra.

Todos concordam que a educação de qualidade é a saída primordial para o desenvolvimento e a redução gradual da desigualdade social, uma das mais profundas e cruéis do planeta que leva milhões a viver na extrema pobreza. Por que, então, os governos não investem pesado no setor, como meta prioritária nos seus programas de trabalho? Será culpa da elite burra e retrógrada que não quer ver a ascensão das camadas mais baixas?

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (2016/17) dá conta que a Bahia liderou o ranking nacional da desigualdade de renda no período, sobretudo por sexo, cor ou raça. O salário médio real da metade dos trabalhadores que ganhavam menos na Bahia caiu de 472 reais para 444, enquanto o rendimento médio dos 10% de trabalhadores com maiores salários aumentou de 5.946,00 reais para 7.833,00 reais. De acordo com os pesquisadores, a concentração de renda tem a ver com a escolaridade e a geração de emprego formal. Entre as regiões, a Nordeste é a mais desigual.

Há séculos a educação nunca esteve no primeiro plano das ações políticas, cujos personagens se habituaram a usar a ignorância para se elegerem. Ai os problemas sociais, de saúde e de violência se agigantaram de uma forma que, em paralelo, estes itens têm de ser reforçados para que o projeto educacional prospere. Fica difícil transmitir conhecimento de conteúdo para uma criança com fome, doente ou com problemas familiares de ordem econômica e social em casa.

Mesmo o professor sendo preparado, como ensinar uma criança cujos pais são alcoólatras, viciados em drogas, e em um lar onde o ambiente é de constante violência, sem contar o aspecto de pobreza? Fora estes problemas, muitas vezes o aluno reside em áreas de risco nas cidades e vive em permanente tensão psicológica. Em outros casos tem irmãos traficantes, e ele está sempre tentado a deixar a escola.

No meio rural, a degradação social não difere muito, sem contar a distância que o estudante tem que enfrentar entre sua casa e o colégio, muitas vezes estradas intransitáveis, rios e matos fechados. Por tudo isso e mais as péssimas condições das salas, o ensino termina sendo improdutivo. Nesse emaranhado de dificuldades, somente poucos conseguem sobressair virando manchetes de jornais como verdadeiros super-heróis.

Não adianta querer mudar metodologias, trocar disciplinas, criar novas bases curriculares, as quais sempre existiram, discutir planos e mais planos, montar estratégias e treinar o corpo docente exigindo formação de nível superior, se estas questões, a maioria de ordem social, não forem resolvidas.

Não basta só a escola ser atraente se nela o aluno que frequenta é mais uma peça problemática da engrenagem, em decorrência da desestruturação familiar e da própria exclusão social em que vive. Pela falta de compromissos sérios dos governos para com a educação ao longo desses séculos, a desordem tomou proporções monstruosas em todos os níveis, tornando mais complexa e custosa a retomada do ensino de qualidade no país.

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OS HOMENS DAS ALMAS TENEBROSAS

Antes de indagar o que está nas almas dessas pessoas ao se referir à transferência de Sérgio Cabral, algemado do Rio de Janeiro para Curitiba, bem que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, deveria olhar para dentro da sua alma tenebrosa e a dos seus pares que se juntaram ao libertador dos malfeitores presos.

O papo sobre as correntes do maior corrupto nacional que estava em Curitiba e agora retornou ao Rio, graças aos votos do Gilmar, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski (contra de Edson Fachin), mais pareceu conversa de amigos de botequim entre birita e outra.

-Você viu, cara, algemaram o Cabral, um ex-governador! O pior é que colocaram correntes da cabeça aos pés! – retruca o outro, antes de dar seu veredicto final. Fico a pensar: O que está nas almas dessas pessoas, coisa horrível! – critica o Gilmar. É ministro, certo ou errado, não é assim que fazem no Brasil com os bandidos perigosos, do tipo Beira-mar?

Cabral que já é réu em vários processos, roubou, descaradamente, milhões dos cofres públicos, e o mais grave, como governador do Rio de Janeiro quando deveria dar bom exemplo aos cidadãos eleitores. Centenas  morreram e milhares continuam sofrendo por causa dos seus atos de corrupção e safadezas.

O “libertador” Gilmar se esmerou em soltar a turma das falcatruas das empresas de ônibus e dos políticos sujos da Assembleia Legislativa do Estado. Acontece que ele não está só nas suas tramas e conluios para desmoralizar a Operação Lava Jato e os procuradores da força tarefa. Tem mais “libertadores” em ação no Supremo.

Juntam-se a ele as almas tenebrosas do Tofoli, Lewandowski e Marco Aurélio de Mello, que concedeu liminar favorável ao banqueiro Pizzolato em 2013 e habeas corpus a Gegê do Mangue, membro do PCC que respondia por 11 assassinatos. O próprio Gilmar libertou o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos por violentar sexualmente 52 de suas pacientes, sob efeito de sedativos.

Não vai demorar muito e essas almas, para espanto e estarrecimento de toda nação, vão libertar o Cabral, que volta a ter seus privilégios na prisão no Rio de Janeiro, e mais os condenados pela Lava Jato, alvo de extermínio deles. os “libertadores” das almas criminosas que devem apodrecer nas cadeias brasileiras.

 

PRODUÇÃO CULTURAL COLABORATIVA

(Ajude publicar o livro ANDANÇAS adquirindo seu exemplar antecipado)

ANDANÇAS – Contos, causos, histórias e versos é um livro de 368 páginas, com ilustrações, que mistura ficção com realidade da vida, mas exigiu trabalho de pesquisa, como “Pelas Brenhas do Mundo”. Leitura prazerosa garantida que prende o leitor em suas descrições galopantes e poéticas.

Para adquirir a obra, com arte final concluída pelo artista Beto Veronezze, o autor Jeremias Macário, jornalista-escritor, está conclamando os amigos e companheiros a participarem do projeto colaborativo da pré-venda do livro a fim de viabilizar sua impressão na gráfica.

O exemplar vai custar R$40,00 e o interessado pode fazer a aquisição antecipada depositando este valor na conta poupança da Caixa Econômica Federal agência 0079, conta 00120426-5 ou entrar em contato com o autor através do e-mail macariojeremias@yahoo.com.br, fone 77 98818-2902 para assinar o “Livro de Ouro”.

Pedimos aviso comprovando o depósito, pois os nomes dos colaboradores serão anexados na impressão da obra que cada um receberá no lançamento. O livro fala do Nordeste, do homem do campo, do retirante da seca, das intrigas, das corrupções, da falta de ética, do levar vantagem em tudo, da vida e da morte.

Entre outros lançamentos (Terra Arrasada, A Imprensa e o Coronelismo e Uma Conquista Cassada), “ANDANÇAS” é mais uma publicação que demandou dedicação e sacrifício. Conto com
seu apoio para impressão final do trabalho de 300 exemplares, dos quais um poderá ser seu mediante contribuição a partir de R$40,00.

 

 



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