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Sem Essa de Novo . Por Jeremias Macário

“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA

Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.

Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.

O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.

Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.

Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.

Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

A POLÍCIA PODE, MAS O CIVIL NÃO…

Para sermos diretos no assunto, a polícia militar pode fazer greve mascarada, como aconteceu em Fortaleza, mas o cidadão trabalhador comum não pode. O grevista civil que sai mascarado é considerado de vândalo e bandido, quando não é preso e torturado pela própria polícia.

Temos que conviver com estes paradoxos e contradições, sem contar outros absurdos que existem no Brasil. Mesmo não sendo constitucional, os policiais civis que fazem motins, cometem crimes contra a população oprimida e fazem barricadas destruindo viaturas e dando tiros, terminam depois sendo anistiados.

Depois da reforma trabalhista, com o consequente desmantelamento dos sindicatos, principalmente a maioria das categorias sem poder de barganha, as greves acabaram no país, e o trabalhador teve que baixar a cabeça e aceitar as condições dos patrões. A verdade é que, neste regime de escravidão, com cerca de 13 milhões de desempregados, não existe mais acordos.

Só não enxerga quem não quer e se faz de surdo, mudo e cego, mas as manifestações populares e seus segmentos foram literalmente esmagados pelo capital e o poder governante protetor dos empresários.

Quando Temer, o Mordomo de Drácula (sumiu e não se fala mais nele) consegui, com apoio do Congresso, fazer a reforma trabalhista, os capitalistas, em unanimidade, bateram palmas. Estava claro que começava a era propriamente dita da escravidão.

Para completar os estragos da reforma, veio o capitão-presidente e acabou com o Ministério do Trabalho. Foram totalmente abertas as porteiras da escravidão. Hoje, somente as categorias mais privilegiadas, como de petroleiros, metalúrgicos e bancários (olhe lá!) têm ainda algum cartucho para queimar.

Ninguém dá importância para greve dos professores, inclusive a sociedade que nem está aí para educação. É uma decadência total, e estamos vivendo no Brasil como gados ferrados, sendo levados para os abatedouros.  Sem fiscalização, boa parte dos trabalhadores de baixa renda com carteira assinada não está recebendo o salário mínimo de direito constitucional.

Um grande número de empresas assina a carteira, na base do faz de conta, e paga pouco mais da metade do salário mínimo para o operário que, na situação de pobreza e calamidade, é obrigado a aceitar a migalha, senão outro chega e toma o seu lugar. Não existe mais essa de ganha mais quem tem mais competência, quando desapareceu por completo o poder de barganha. Aí, meu amigo, o mercado faz o que bem quer, sem ser incomodado.

Estamos aceitando de cabeça baixa toda essa opressão. Estão nos empurrando goela abaixo todo monturo do capitalismo selvagem e predador dos tempos anteriores da Revolução Industrial do século XVIII.

Mentem descaradamente quando dizem que a reforma previdenciária vai beneficiar os mais pobres, quando está visível a permanência dos benefícios para as chamadas categorias especiais. Cada grupo defende o seu quinhão individual, e o coletivo mais pobre que se lasque.

O ÁRIDO NORDESTINO

O Nordeste, pela sua própria história de lutas de um povo sofredor sempre relegado pelos governantes, já é uma saga que faz lembrar o cangaço e as mortes severinas. Quando batem as águas vira um todo colorido sertanejo cheio de esperanças. O homem cava a terra, planta e ora na espera de outra chuva para a  colheita. Quando ela não vem, e a terra começa logo a secar, bate a tristeza, mas o nordestino nunca desiste e recomeça o trabalho na fé de que dessa vez tudo dê certo. Quando a coisa fica muito feia, parte em retirada, mas retorna quando o chão volta a molhar. Mesmo na sequidão, a paisagem desolada não deixa de ser “bonita” nas lentes das máquinas fotográficas, como esta captada pelo jornalista Jeremias Macário no norte da Bahia, onde os mandacarus ainda resistem entre o pedregulho e as secas árvores cinzentas,  cercando o povoado de pobres que insistem em continuar a saga vida

TRISTE SAGA DO JUMENTO

Poema e foto de autoria de Jeremias Macário

Vou louvar a triste saga do jumento.

Conta o Sagrado Novo Testamento:

Um burrico fez sua longa jornada

Pelo Oriente deserto de guerra e dor,

Para salvar o divino menino Salvador.

 

Jumento, asno ou jegue deram seu nome;

Fez travessia nas caravelas portuguesas,

Os descendentes dessa raça resistentes,

Como camelos mercadores dos beduínos;

Trilhou estradas dos imperadores latinos;

Veio aqui construir do Brasil as riquezas,

Até virar símbolo dos agrestes nordestinos.

 

Muitos séculos tropeando ao sol do labor;

Na carga feirando mantimentos do senhor;

Enfrentou secas salinas de léguas andanças;

Esperou voltar os retirantes das esperanças;

Nas cangalhas transportou até as mudanças;

E o tempo passou e veio o cavalo de fogo,

Para selar a sua triste sina num abatedor.

 

Maltratado sofreu sede e fome num curral,

Pela ganância do capital dessa gente brutal,

O homem indecente da sua pele fez escalpo

Do inocente jumento que tanto trabalhou,

Para brindar os chineses com o tal de Eijao;

Da carne fazer temperos com água e sal

Comida exótica do nosso jegue tropical.

 

Oh quanta tristeza neste sertão de poeira!

Não vejo jegue descendo e subindo ladeira!

Até a cultura popular está indo embora,

Neste agora deste Nordeste cabra da peste!

 

 

 

MUITA CONVERSA FORA E POUCA EDUCAÇÃO NA SESSÃO DA CÂMARA

As sessões da Câmara de Vereadores de Conquista estão mais parecendo com uma feira de pechincha de verduras em geral. A de ontem (dia 19/02) não foi diferente. A plateia do auditório não para de falar alto e até mesmo os parlamentares em suas bancadas trocam conversas paralelas, enquanto o colega faz seu pronunciamento na tribuna. Quase não se ouve nada.

Os professores da rede estadual de ensino (mais de mil) estiveram ontem na Câmara apresentando suas reivindicações trabalhistas e de outros benefícios ao Governo do Estado. Na oportunidade, solicitaram o apoio da Casa e da sociedade, mas, na verdade, o que houve foi muita conversa fora e pouca educação, quando deveria ter sido o assunto mais comentado.

Mesa diretora em uma das sessões da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista. Foto Jeremias Macário

Apenas alguns vereadores tocaram no assunto, e o mais surpreendente saiu da boca do parlamentar David Salomão, que pediu ao presidente da República uma intervenção na Bahia por causa da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, segundo ele, um militar honrado que foi executado pela polícia militar como queima de arquivo. Disse que não existe mais ordem no Governo do PT, o que justifica uma intervenção do governo federal. Na ocasião, fez duras críticas ao judiciário que se utiliza do poder para vender sentenças.

Pauta de reivindicações

O professor Genivan Nery, diretor de Comunicação da Associação, usou a Tribuna Livre para falar em nome da categoria, que ao longo dos anos, vem perdendo uma série de conquistas, prejudicando mais ainda o nível de ensino que já é precário na Bahia e no Brasil por falta de prioridade dos governantes.

Na pauta de reivindicações, Genivan citou a questão do reajuste linear de 12,83%, uma vez que o governador Rui Costa deu aumento apenas para o pessoal que está no padrão E – grau IV da tabela, quebrando assim o plano de carreira da categoria que começa com o professor de magistério.

Outra solicitação é a revogação da emenda 26/.2020 que muda os parâmetros de aposentadoria para professores e demais servidores do estado, de forma unilateral, no momento em que os professores estavam em férias. “É bom lembrar que a reforma de Rui Costa é bem pior que a do governo federal”.

Outro tema abordado foi o relacionado à suspensão do novo ensino médio. “A ausência de discussão com os professores está patente com os docentes, especialmente eles que são os responsáveis pela implementação da política pública de educação.

Outro ponto importante abordado diz respeito ao fechamento e a municipalização de escolas, deixando vários professores sem local de trabalho. “Estamos buscando junto ao governo a agilidade no encaminhamento de aposentadorias que estão represadas em suas vagas”.

De acordo com Genivan e membros da Associação dos Professores, a classe está paralisada em suas atividades até amanhã (dia 20/02) e pretende retomar a greve se não houver um diálogo com a Secretaria de Educação do Estado, de forma que suas reivindicações sejam atendidas. Um professor que ensina em Caetanos, cerca de 90 quilômetros de Conquista, afirmou que não conta com ajuda de transporte e outros benefícios a que tem direito.

Apenas os vereadores Coriolano Moraes, Custódio e Nildma Ribeiro deram mais ênfase ao problema da educação, afirmando não ser possível que o professor, a mais importante profissão, continue sendo desprestigiada em seu trabalho fatigante de repassar conhecimento e saber para os jovens estudantes. Segundo Coriolano, a educação deve ser prioridade das políticas dos governos.

Crítica contra o presidente

O parlamentar Custódio focou mais no problema local da educação, denunciando que muitas crianças no município estão sem estudar, e criticou as péssimas condições das escolas, sem contar que outras deixaram de existir em muitos povoados.

Nildma Ribeiro, além de defender as reivindicações dos professores estaduais, expressou seu tom de revolta contra o presidente da República no que se refere às ofensas misóginas dirigidas à jornalista Patrícia Campos Mello, com sentido sexista e de baixo nível. Disse que todas mulheres precisam reagir contra essas provocações preconceituosas.

No mais, os parlamentares criticaram as péssimas condições em que se encontram as estradas vicinais da zona rural, muitas das quais intransitáveis, como destacou Coriolano Moraes. Outros cobraram do poder público a construção de mais obras de asfaltamento, infraestrutura e estruturação dos postos de saúde nos bairros periféricos.

O CARNAVAL E A CONCENTRAÇÃO DE RENDA

Durante o mês de fevereiro o país, que há anos já vem sofrendo uma profunda crise econômica, praticamente paralisa suas atividades para as falias momescas, onde o rico fica mais rico e o pobre mais pobre, aumentando assim a concentração de renda e as desigualdades sociais que estão entre as maiores do mundo.

Os protagonistas da festa – prefeitos, governadores, empresários e a própria mídia – com suas falsas propagandas demagógicas jogam luzes na plateia famélica para extravasar suas emoções e frustações de que a festa oferece milhões de empregos, e que vale a pena investir milhões de reais dos cofres públicos em detrimento da educação e da saúde.

Todos ficam contentes e felizes, e já com o seu escasso pão, se contentam apenas com o circo. A multidão desvairada arrasta chinelo no asfalto, enquanto a elite se deleita do alto de seus camarotes fazendo cálculos de seus pomposos lucros no final da bagaceira.

Os políticos de plantão no poder municipal e estadual, principalmente, disputam seus espaços para ver quem ganha mais voto. Os donos de trios elétricos, de bandas, de agências de viagens, de hotéis, das indústrias de bebidas e dos camarotes fazem a engorda, colhendo a supersafra.

Os pobres ouvem o canto da sereia e eufóricos entram na festa dos ricos, dizendo a si mesmos que é tempo de desabafar suas mágoas e esquecer as durezas da vida escrava. Pulam como pipocas na panela, gastam o pouco que têm e ainda ficam endividados no arrastão das ressacas.

Tem gente que torra até o dinheiro da feira e deixa a família em necessidade, mas não perde o carnaval de mais de uma semana de puro lixo musical e porrada da polícia. Com sacrifício e sofrimento, (dormem nas ruas) muitos montam suas barraquinhas de comidas e bebidas para no final ganhar uns míseros trocados, quando não saem tristes diante do prejuízo.

A classe média mais baixa, que prefere ficar longe do fuzuê maluco, entra na onda dos mais ricos e estouram todo o dinheirinho numa viagem de passeio para as praias ou locais turísticos onde deixam suas parcas economias nas mãos dos hoteleiros. Muitos até ficam sem pagar as mensalidades escolares dos filhos, que nos colégios passam vergonha pelo atraso dos pais.

Nesta época, os movimentos nas estradas se elevam, e os acidentes com feridos e mortes são assustadores, o que resulta em mais gastos para o sistema de saúde que já está em total calamidade. Mesmo assim, num país em crise, com milhões desempregados e vivendo na extrema pobreza, eles tentam incutir e convencer que vale a pena investir milhões, para oferecer umas vaguinhas temporários, utilizando mão-de-obra escrava.

É assim o cenário dessa Roma do circo sem pão onde o ano de atividades só começa mesmo a partir de março. Na volta da ressaca, o pobre está mais pobre, e o rico mais rico, curtindo suas mordomias. Logo depois aparecem os feriadões de final de semana e tudo volta ao mesmo ciclo da decadência. A mídia adora, e também leva seu quinhão à custa dos otários que entram na manada em disparada.

ESTACIONAMENTOS EXPLORAM CLIENTES E A SUJEIRA NOS RESTAURANTES

Como os postos de combustíveis de Vitória da Conquista que cobram um dos preços mais altos de todo o estado, com suspeitas de formação de cartel (a CPI da Câmara nada resolveu), assim trabalham também os estacionamentos particulares de veículos da cidade, que cobram taxas exorbitantes por hora, mesmo que o usuário fique apenas cinco minutos ocupando uma vaga.

Estive hoje no Shopping Conquista Sul (raramente vou ali), para resolver um problema e comprar um produto, e tomei um baita de um susto. Paguei R$5,00 e fiquei cerca de 30 minutos.  Se ficasse cinco ou dez minutos era a mesma coisa, conforme informação do cobrador.

Foto de José Silva

Considero isso um absurdo e uma falta de consideração para com o cliente, mas o Procon, Ministério Público, o Condecon, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores e a própria Prefeitura Municipal nada fazem para coibir esta exploração. No Aeroporto Glauber Rocha é um escândalo se pagar R$24,00 por pouco mais de uma hora, como ocorreu comigo.

Aliás, está faltando em Conquista um conjunto de ações por parte dos órgãos que se dizem competentes, para conter essa ganância capitalista selvagem. Quando aqui cheguei, há 29 anos, Conquista era uma cidade bem mais barata e melhor para se viver. Hoje ficou uma cidade de custo muito alto, talvez um dos maiores do interior da Bahia. Não dá mais para pobre morar aqui.

Se não me engano, existe uma lei municipal para que os estacionamentos cobrem preços fracionados, de acordo com o tempo de ocupação na vaga, mas os prestadores desses serviços não obedecem e nem colocam placas com as tabelas por minutos utilizados. É mais uma lei morta, como muitas outras, a exemplo dos 15 minutos nas filas dos bancos, porque não existe fiscalização.

Outra calamidade é a falta de vigilância sanitária em bares e restaurantes. Dia desses estava conversando com uma pessoa que trabalhou, temporariamente, num bar no Bairro Brasil e me contou horrores com relação a sujeiras que acontecem na cozinha do estabelecimento.

Neste local em referência, os empregados (todos irregulares e sem proteção) trabalham em meio a baratas, insetos, vazamento de água, fiação elétrica estragada (até torneiras dão choque) e equipamentos enferrujados.

Tem comidas que ficam até duas semanas nas geladeiras e são servidas aos consumidores. Pela sua precária situação de funcionamento, o bar-restaurante teria que ser fechado imediatamente, se houvesse fiscalização dos poderes públicos.

Antes de sentar para comer num restaurante, principalmente de classe mais popular, peça para conhecer a cozinha. Tenho certeza que você vai sair correndo, se não vomitar ali mesmo. Os banheiros seguem a mesma linha de sujeiras.

É PROIBIDO FALAR DE POLÍTICA E PROGRESSISTA VIRA COMUNISTA PERIGOSO

Existem neste país centenas de grupos radicais, ultraconservadores, de extrema direita e fundamentalistas que soltam torpedos caros e violentos de fake news para manter o capitão-presidente no poder e fortalecê-lo para completar o seu processo retrógrado de governo por mais outra temporada de quatro anos, enquanto outros grupos de ideologias misturadas, que se formam nas redes socais, colocam como regra número um não falar de política, sob pena do participante ser excluído, quando nos tempos atuais mais se deveria interagir e discutir sobre o assunto.

A proibição visa evitar rixas, ódios e intolerâncias que o tema pode gerar, quando se parte para a ignorância, criando inimizades, brigas e até morte, como já aconteceu. No lugar de se usar 10% da cabeça racional, com um bom nível de argumento que a questão requer, escolhe-se o atalho mais fácil da proibição. Esses grupos não podem levantar o assunto em festas, encontros sociais, reuniões e até em bares. Quando estão juntos, ou em redes, passam o tempo falando besteiróis e amenidades. Além da política, religião e até futebol não podem ser debatidos.

Alienação e mentes nanicas

Este tipo de comportamento termina propagando um ambiente de comodismo, alienação, consentimentos com as coisas erradas que estão ocorrendo, e formando uma nação de mentes nanicas, sem contar que a democracia está sendo apunhalada de morte, dando mais espaços aos núcleos de retrocessos e à estratégia moralista de destruir a cultura, o saber e o conhecimento.

Enquanto essa onda de proibir de se falar de política se espalha em todo nosso território nacional, o capitão, do seu quartel-general do Planalto, fala palavrão em público, diz que organismo ambientalista é um lixo e uma porcaria e, num gesto com um braço, dá uma banana para o povo brasileiro, e não somente para repórteres, como se engana a própria mídia.

O fato se deu em referência ao acervo de 42 mil itens da Biblioteca da Presidência da República que será reduzido para abrigar um gabinete da primeira dama, para fazer sua “Pátria Voluntária”. Com a reforma, não será mais possível ampliar o acervo, além de serem extintos espaços de estudo e visitação para leitura. O intuito é acabar com a nossa cultura e a memória do país, e o cara ainda quer elogios.

Não vai demorar muito e ele vai fazer aquele gesto obsceno com o dedo, mandando todo mundo tomar naquele lugar. Já disse e repito aqui. Previ há anos a tomada do poder pela extrema maluca, e muitos me ironizaram. Vamos ver coisas piores e mais indecentes. O silêncio dos bons e intelectuais é perturbador, e estamos sendo conduzidos para uma rota perigosa, num regime militarizado. Pelo voto, já estamos vivenciando a intervenção militar, tão gritada nas ruas pelos fanáticos extremistas.

É proibido falar de política, quando grupos da pesada, inclusive nazifascistas e núcleos do poder, financiados até com recursos públicos, disseminam falsas notícias; taxam veículos de comunicação (muitos até com DNA elitista de direita) de esquerdistas comunistas, bem como qualquer pessoa de ideias progressistas. Na ditadura da época da guerra fria também o maior inimigo era o comunista, visto como aquele que comia criancinhas, jogava bebês para o alto e aparava no punhal e matava idosos.

A tropa SS de Hitler

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PEQUENA HISTÓRIA DO COMBATE À CORRUPÇÃO (PARTE II DO LIVRO “O ESPETÁCULO DA CORRUPÇÃO”, DE WALFRIDO WARDE

Nesse capítulo, o autor do livro explica, através da história, que há no Brasil um combate inconsequente à corrupção, que impõe mais danos do que benefícios. Afirma que as leis de combate à corrupção são filhotes da legislação Antimáfia que aparece na Itália e depois nos EUA.

A expressão organização criminosa, segundo ele, remete à máfia italiana, lembrando os filmes de gênero: a Cosa Nostra, que se radicou na Sicília. A origem da organização é controversa, mas remonta aos normandos que conquistaram a Sicília, em 1061, e espalharam revolta contra o reinado de Carlos I de Anjou. Tomaram a ilha, em 1266, ou ainda advém dos Beati Paoli, uma seita secreta formada por vingadores e justiceiros. Eles usavam capuzes da ordem monástica de São Francisco de Paula, patrono dos reinos de Nápoles e da Sicília.

Segundo sua pesquisa, a organização estabeleceu um verdadeiro mercado de serviços, a partir da necessidade de proteção dos donos de terra, diante da ausência do Estado. A história prova que a proteção – o serviço mafioso da proteção – é filha da extorsão. Antes do aparecimento do Estado, a máfia assumiu os espaços, que mais tarde compartilharia com o governo e outros poderes constituídos. É mais velha que o Estado, com o qual travou uma guerra “sentada”, de faz de contas.

As franquias da máfia, como esclarece Walfrido, cresceram em ambientes onde o Estado claudicava, em meio à pobreza e à desigualdade social, na condição de distribuidora de justiça e de promotora da ordem e da segurança. A Cosa Nostra, a Camorra e a Ndrangheta destacaram-se pela capacidade de se institucionalizar. Floresceram como organização empresarial criminosa transnacional, a partir de suas regras.

Conta a história que ela a apareceu como governo por meio da infiltração nos sistemas sociais, econômicos, políticos e jurídicos. Foi capaz de criar células replicantes e derivações nas mais variadas regiões italianas, e também fora do país, como nos EUA. “O combate à máfia é, antes de tudo, uma disputa de poder, o cabo de guerra entre o poder formal e o material”.

Aponta o autor do livro que a primeira produção do legislativo italiano que combateu a máfia como delinquência apareceu, em 1982, com a aprovação da Lei Regional La Torre, de número 646, se bem que as leis 1423, de 1956 e a 575, de 1965, já tocavam no assunto, mas centravam-se nas pessoas e não nas organizações criminosas.

Prosseguindo, o estudo revela que somente depois do homicídio de Pio La Torre e de Carlo Alberto Dalla Chiesa é que seria aprovada a Lei Regional La Torre, que introduziu o crime de associação criminosa. O Decreto Lei 629, de 1982, convertido em Lei 726, do mesmo ano, propôs medidas urgentes na luta contra a delinquência mafiosa, constituindo um Alto Comissariado, cuja competência seria ampliada pela Lei 486, de 1988, subordinada ao Ministério do Interior.

A Lei Cava Vassalli, de 1990, reforçou as medidas patrimoniais, aparelhando o combate à máfia. Outras medidas apareceram, em 1991, para relativizar os sigilos fiscal e societário. A Lei 197, do mesmo ano, aumentou o compartilhamento de informações entre órgãos de controle, e a 410 aperfeiçoou o programa de proteção a testemunhas.

“Massacre de Capaci”

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VEREADORES CRITICAM SITUAÇÃO PRECÁRIA DAS ESTRADAS NA ZONA RURAL

A precária situação das estradas vicinais na zona rural foi alvo de muitas críticas da maioria dos parlamentares que falaram sexta-feira (dia 14/02) na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, que teve uma plenária bastante vazia, com ausência de alguns vereadores. De um modo geral, o legislativo cobrou mais atenção do poder executivo para com as periferias da cidade e as populações do campo que sofrem com a falta de serviços nos postos de saúde e fechamento de escolas.

O próprio Gilmar Ferraz, que há pouco deixou a Secretaria de Agricultura, fez várias reclamações sobre as necessidades vividas pelos moradores da zona rural. Ele demonstrou preocupação com as pessoas que têm problemas de necessidades especiais quanto a falta de assistência, especialmente no item atendimento à saúde.

O vereador Coriolano Moraes foi mais enfático ao fazer duras críticas com relação às estradas vicinais, principalmente na região do distrito de José Gonçalves. Citou, inclusive, que deixou de visitar alguns povoados nesta semana porque as estradas estavam sem condições de passagem de carros. “Gente, a área rural de Vitória da Conquista está abandonada”- clamou o parlamentar, acrescentando que o povo reza para não adoecer.

Outro que também levantou suas críticas quanto as estradas na zona rural foi o vereador “Bibia”. A colega Lúcia Rocha condenou o fechamento de uma escola no povoado de Malhada e pediu à Prefeitura Municipal que reforme o posto de saúde da localidade. Em sua fala, reivindicou também serviços de paisagismo (plantio de árvores) na Avenida Frei Benjamim, uma das maiores da cidade.

Nildma Ribeiro reclamou da precariedade em que se encontra a unidade de saúde Nelson Barros, no Bairro do Kadija. Segundo ela, faltam medicamentos e equipamentos para atender a comunidade. Solicitou asfaltamento para o Bairro Cidade Modelo onde falta tudo, de acordo com a vereadora.

O parlamentar Rodrigo Moreira acusou o secretário de Transparência de falta de transparência em suas contas, sobretudo em relação às suas viagens que tiveram gastos de mais de 60 mil reais no ano passado. Chamando de Secretaria da “Intransparência”, acusou ainda o chefe da pasta de empregar pessoas de sua família na prefeitura, como mãe e ex-namorada.

Ele fez uma espécie de prestações de contas de sua atuação, mostrando preocupação quanto ao cumprimento da lei de estacionamentos privados onde o usuário deve pagar pelo tempo de uso do carro no local e não por hora fechada. Ele pediu das autoridades a cassação definitivo do alvará dos postos    de combustíveis que vendem produtos adulterados.

REVELAÇÕES

Numa foto poética como a do por-do- sol, muitas revelações estão nelas contidas. Pelo olhar de cada um, imagens diferentes vão aparecendo, como formatos de humanos, animais, objetos, casas na linha do horizonte, montanhas, árvores e outras visões que somente as lentes conseguem captar. Essa, do jornalista Jeremias Macário foi flagrada do alto da Serra do Periperi.  É imagem para reflexão e cada um faz sua oração, não importando qual religião, ou mesmo se for ateu e não tiver nenhuma. Cada um faz o seu texto porque a foto em si já é um texto. Faça o seu que toque o seu coração e até do outro que esteja ao seu lado. São revelações que saem do seu íntimo.





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