janeiro 2021
D S T Q Q S S
« dez    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  


Quem é este “Coronavid”? . Por Jeremias Macário

“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA

Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.

Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.

O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.

Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.

Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.

Essa é uma parceria com o amigo poeta e músico, baiano de Alagoinhas, Antônio Dean, que há muitos anos reside em Campina Grande da Paraíba com sua família, fazendo sucessos e cantando com sua profunda voz, a cultura nordestina para todo o Brasil.

Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

A INCOMPETÊNCIA E A SAFADEZA NOJENTA DO PERVERSO SER HUMANO

ESSES FURAS FILAS DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19 SÃO REPUGNÁVEIS E SÓ MERECEM DE NÓS O REPÚDIO. SÃO ELEMENTOS CRIMINOSOS QUE CINICAMENTE AINDA FALAM EM SOLIDARIEDADE E ATÉ FAZEM DOAÇÕES EM FINAL DE ANO

Como já era de se esperar, aqui em Vitória da Conquista e em outros lugares do país teve gente falsificando declarações e furando a fila, com explicações estapafúrdias e cínicas, para tomar a vacina contra a Covid-19 antes do público prioritário que foi o pessoal da linha de frente na área da saúde.

A que nível chega o mau caráter do ser humano que sempre quer levar vantagem em tudo, e os outros que morram! Quem age assim é um safado, imoral e sujo que não tem nenhuma moral de julgar os políticos corruptos. Muita dessa gente finge ser solidária e até faz doações algumas vezes. É um traidor da sua própria alma. É um pobre desgraçado! Um pária da sociedade.

INCOMPETÊNCIA

Nada justificam essas atitudes vergonhosas de individualismo, mas, sabendo que em nossa sociedade existem indivíduos desse quilate do mal, caberia à Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde, se prevenir de outra forma, com medidas e métodos mais rígidos, de modo a evitar essas irregularidades. Essa de declaração de cada instituição abriu brechas para as falsificações.

Foram verdadeiras ocorrências estelionatárias criminosas (caso de polícia), mas a Secretaria foi incompetente porque poderia ter evitado os furas filas. Ao invés de uma declaração, a pasta da saúde não poderia elaborar uma lista, ou relação das pessoas prioritárias da linha de frente através dos RHs de cada unidade hospitalar? O próprio diretor poderia fornecer os nomes dos profissionais que estão diretamente envolvidos no combate do vírus.

Entendo que faltou mais organização e preparo antecipado por parte da Secretaria. Aliás, a desorganização já começa lá de cima do Ministério da Saúde, comandado por um intendente general. A lista de nomes seria uma maneira de controlar a vacinação somente para os prioritários, mas existem outras formas de coibir as brechas desses elementos do mal. É só colocar a imaginação para funcionar e fazer um plano mais consistente.

Essas vacinas não poderiam ser aplicadas num espaço reservado de cada unidade hospitalar, ou posto de atendimento de Covid, com a relação de nomes nas mãos? Por que essa de Drive Thru (mania de imitar os ianques – coisa de fora) no comando da Polícia Militar com filas enormes de carros? Se o processo fosse outro mais simples e objetivo, certamente, pelo tempo, Conquista, que só recebeu 4.040 doses, já teria terminado essa vacinação.

Além das falsificações, pessoas como eletricistas, porteiros e encanadores receberam declarações para serem vacinados. Não sou especialista no assunto, mas compreendo por linha de frente os médicos intensivos de leitos de UTIs, enfermeiros, terapeutas, agentes do SMU e outros profissionais que atuam no tratamento direto dos pacientes contaminados.

UMA BAGAUNÇA E O NOJENTO

A palavra para esse início de vacinação no Brasil é bagunça, e o capitão negacionista da ciência nem está aí para as tragédias das mortes no país. Ele está mais para inaugurar estradinha em Coribe/Bahia e provocar aglomeração, como um psicopata da morte. Já cometeu crimes suficientes de lesa-humanidade para ser julgado, afastado da presidência e ser imediatamente preso. Por ele não existiria vacinação. Com seus monstros seguidores, virou promotor de fake news. “Governa” só para seus apoiadores nazistas.

Os furas filas safados, como vereadores, prefeitos, como o de Candiba/Bahia, chefes de gabinete, diretores de departamentos de hospitais e outros são uns nojentos que não têm o mínimo sentimento com relação à mortandade que está ocorrendo em Manaus, nem pelos mais de 215 mil que perderam suas vidas. É a prova mais cabal da cultura da maldade e do individualismo de um Brasil que já nasceu corrupto.

Muitos deles são “bozonaristas” e deveriam seguir o seu “guru”, recusando a se vacinar, como já declarou o chefe. No entanto, estão lá cometendo o absurdo de passar na frente dos prioritários. Em tom de deboche, o Bozó chegou a dizer que a “direita toma cloroquina”, a esquerda toma tubaina”. Agora podemos responder que a direita continue a tomar sua cloroquina, a esquerda toma vacina.

No meu caso como idoso, e de outros milhões na mesma situação, me sinto revoltado, indignado e até com vergonha do meu país. Essa gente sim, é uma escória da nação, que deve ser expurgada. Em outro país de princípios rígidos, teria o castigo que merece. Nem vou aqui citar o tipo de condenação, pois muitos conhecem bem do que estou falando.

A maior culpa já vem do alto incompetente Planalto que vai disseminando a confusão e os desvios de conduta e caráter, mas cabe a cada núcleo local tentar consertar os erros, como aconteceu aqui em Vitória da Conquista com as falsificações e gente se beneficiando quando não tinha o direito.

Da minha parte, não foi surpresa, pois não temos um governo competente, ajustado e comprometido em combater esse vírus. Basta olhar os números de Covid em Conquista com mais de 250 mortes. Infelizmente, estamos nas mãos do poder lojista e empresarial, mais preocupado com o lucro do que com a vida. Afinal, eles têm hospitais particulares, enquanto a ralé pobre vai chorar suas lágrimas nas portas dos SUS, que não dispõem de mais vagas. O destino é a morte cruel e desumana, sem a devida assistência.

 

SÓ AS AVES CONSEGUEM

Bem em frente, na porta do nosso Espaço Cultural a Estrada, onde há dez anos são realizados nossos saraus (interrompidos com a pandemia), uma espécie de pássaro (topete vermelho) fez um ninho majestoso e criou seus filhotes. Tivemos o cuidado de preservar a árvore (florida durante todo o ano) que já estava dificultando a abertura da porta. Discretamente sempre olhava, e fiquei a imaginar o quanto é imensa a sabedoria da natureza. O que mais me chamou a atenção foi a perfeição e o cuidado que o casal teve para montar a casa para seus filhotes. Só as aves conseguem essa perfeição, por mais que o ser humano seja um grande artista artesão. Lembrei do João-de-Barro, da coruja, da arara e de outras aves que constroem seus ninhos bem arquitetados e com toda perfeição. Acompanhei toda trajetória desses pássaros, desde a confecção do ninho, feito de fiapos de capim e outras plantas, até as horas que eles traziam alimentos nos bicos para seus filhos. Era uma alegria só! O mais encantador foi quando os pequenos ganharam as asas da liberdade e voaram pela primeira, tornando-se independentes. Só as aves conseguem essa proeza. Sempre eles retornam para visitar o ninho.

MEU CHAPÉU DE COURO

Poema mais recente de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Meu chapéu de couro,

Pra casa não leva desaforo,

É como minha viola estradeira,

Que já comeu muita poeira.

 

Meu chapéu de couro,

É marca do vaqueiro catingueiro,

Das brenhas do espinho quebrador,

Do sertão valente do Nosso Senhor,

Que derruba touro brabo fugidor.

 

Meu chapéu de couro,

É símbolo desse engaço nordestino,

Do cangaceiro e do pistoleiro,

Cravejado como do Virgolino Lampião,

É o mesmo que com a mão implora,

E aos céus ergue a sua oração,

Pai Nosso, Ave Maria, Nossa Senhora,

Abençoai seu filho e proteja seu destino.

 

O meu chapéu de couro,

Aguenta chuva, sol e sequidão,

Não é de ouro, é da cor do agreste,

É como o do Gonzaga, rei do baião,

Nasceu da labuta dessa mãe terra,

Da chibata do coronel do reio cru,

Mas foi louvado por nossa gente,

No rodeio e no canto do repente,

Resistente como o nosso Nordeste,

E imponente como o pé do mandacaru.

 

 

 

A DIPLOMACIA DA MORTE

EM TODA A MINHA VIDA NUNCA OUVI NINGUÉM DIZER QUE SER PÁRIA É BOM. POIS É, E ISSO SAIU DA BOCA DE UM MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES.

No dia de ontem (dia 20/01), o capitão-presidente ficou órfão do seu guru Donald Trump com quem ele tanto se alinhava, incondicionalmente, até nas palavras quando os dois trataram a Covid-19 como uma gripe, e ainda tripudiou a China, com conotações discriminatórias.

A submissão humilhante aos Estados Unidos sempre foi declarada, o que denota uma aberrante contradição ao seu slogan “Pátria Amada” soberana do seu governo. Com a Índia seguiu o ordenamento do Trump na questão da quebra de patentes na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com sua diplomacia da morte, o ministro das Relações Exteriores, outro destrambelhado e aloprado no governo, chegou a dizer para formandos numa solenidade no Itamaraty que o Brasil ser chamado de pária é bom. É uma afirmativa de deixar qualquer um estarrecido. Os párias da sociedade deveriam ser condecorados.

Com todos esses relacionamentos desastrosos desde que assumiu a presidência (um acidente de percurso), o incompetente capitão só não esperava que no meio do seu caminho se encontraria com o maldito coronavírus. Como escreveu o poeta, “no meio do caminho havia uma pedra/havia uma pedra no meio do caminho.

Acontece que essa diplomacia extremista e retrógrada de isolamento está matando os brasileiros, as maiores vítimas do vírus, principalmente agora que a China dá o troco emperrando as negociações para a venda de uma matéria-prima para a fabricação da vacina CoronaVac. Do outro lado, a Índia cancela a venda de um carregamento de dois milhões de sua vacina.

O governo fala em problemas técnicos, mas, na verdade, a questão é toda política mesmo. Com um Ministério da Saúde confuso (um general comanda a pasta) e sem planejamento, depois da remessa de seis milhões de vacinas destinadas ao público que está na linha de frente no combate à Covid (muitos caras de pau furaram a fila), não se sabe quando o Brasil terá novas doses.

É uma tragédia anunciada, triste e lamentável que está ocorrendo com o nosso povo, que todos os dias chora pela perda de seus parentes, irmãos e amigos. É um rebanho que está sendo levado ao matadouro todos os dias por um governo negacionista da ciência que preferiu seguir os passos de um maluco dos Estados Unidos que também preferiu adotar a diplomacia da morte.

 

 

TANTO ALVOROÇO PARA POUCA COISA E A POPULAÇÃO PAGA PELAS BRAVATAS

OS GENOCIDAS LÁ DO PLANALTO DISCRIMINAM,   XINGAM, INSULTAM OS CHINESES E O POVO É QUEM PAGA COM SUAS VIDAS. ATÉ QUANDO VAMOS SUPORTAR CALADOS TANTO SOFRIMENTO?

Muito alvoroço sensacionalista da mídia para pouca coisa, com informações desencontradas e outras que deixaram de ser ditas nas reportagens. Assim foram as coberturas jornalísticas nos primeiros dias de início da vacinação no país, principalmente na Bahia, onde os repórteres se preocuparam mais em entrevistas e dar destaque aos primeiros que receberam as doses contra a Covid-19.

Por falta de planejamento e estratégia do governo federal, que não tem um presidente e um Ministério da Saúde, na população ficou uma sensação de frustração e decepção. Mesmo tendo como público alvo prioritário a área de saúde, as vacinas (uma quantidade mínima de seis milhões) deveriam ser destinadas apenas àqueles que estão na linha de frente dentro dos hospitais.

Aqui em Vitória da Conquista, por exemplo, até porteiro foi vacinado e, em outros lugares, pessoal do setor administrativo. Conquista recebeu apenas quatro mil vacinas, mas bem mais gente que esse número na linha de frente está diretamente ligada ao tratamento dos pacientes. A mídia não divulgou esse quantitativo e nem sei se a Secretaria Municipal de Saúde tem esse dado.

Na pressa jornalística para sair na frente e mostrar as imagens, ora se dizia que a Bahia recebeu 376 mil vacinas, ora aparecia 370 mil. Para o município de São João da Mata, no recôncavo baiano, a TV Bahia anunciou 2.300 unidades, logo depois corrigido para 400, e depois se manteve a primeira informação. Não se sabe quantas vacinas seriam necessárias para cobrir todo Estado nessa primeira etapa prioritária.

Nas primeiras notícias ficou a impressão de que a vacinação passaria pelos postos de saúde, o que foi depois desfeito diante da pequena quantidade. Tudo isso por conta da falta de uma campanha antecipada de esclarecimento à população por parte do Ministério da Saúde. Aliás, o presidente que temos não está nem aí para vacinar o povo brasileiro. Houve mais pressão que interesse.

O POVO É QUEM PAGA

Outra questão crucial e frustrante é que diante do caos existente, não se sabe se esse primeiro público receberá a segunda dose. Pelo quadro confuso que se apresenta, quando vier outra remessa é para continuar vacinando o restante da área de saúde. Vamos torcer que não, mas tudo indica que será outro alvoroço para pouca coisa, sem contar a politização que ocorreu em muitos estados e municípios, como no Rio de Janeiro. É quando será a vez dos idosos com mais de 75 anos e o outro grupo dos 60 aos 75?

As negociações para adquirir insumos da China estão emperradas, e as vacinas que viriam da Índia foram canceladas. A “diplomacia brasileira” isolou o país do resto mundo, e todos sabem os verdadeiros motivos. Com a China, os bolsonaristas discriminaram e insultaram aquela nação, até com imbecilidades de que a vacina era comunista.

O governo chinês ficou irritado e deu um nó nas compras da principal matéria-prima. Pelas bravatas ignorantes de extremistas, o povo está pagando pela falta de vacinas que já deveria estar salvando vidas, enquanto mais de mil morrem por dia no país e mais de 200 mil já se foram. Em Manaus, há dias está ocorrendo uma tragédia anunciada.

A esta altura, quando vários países da América do Sul estão bem adiantados no processo de vacinação, o Brasil inicia com uma insignificante quantidade, apenas com a CoronaVac. Essa luz no túnel e essa esperança de que tanto falam estão mais para um pisca-pisca que, ora se acende e ora se apaga, nos deixando nas trevas.

O povo morre impiedosamente, como na peste bubônica dos tempos medievais, enquanto a tal da Anvisa dá seu show de burocracia e não libera a vacina de outros laboratórios. Na verdade, está havendo um genocídio no Brasil e não se toma uma providência urgente para se dar um basta nessa matança.

CHEGA DE TANTAS MALDADES!

EM VITÓRIA DA CONQUISTA ESTÃO ESCONDENDO A REAL SITUAÇÃO DE LEITOS DISPONÍVEIS PARA COVID-19. UMA SENHORA CONHECIDA NARROU SEU DRAMA AO TER CONTRAÍDO O VÍRUS. PROCUROU OS HOSPITAIS E NÃO ENCONTROU ATENDIMENTO. FOI OBRIGADA A SE TRATAR EM CASA. AINDA BEM QUE SE CUROU!

Na semana passada em um vídeo, um médico da linha de frente no combate ao corona não suportou tanta pressão no trabalho e fez um desabafo emocionante com relação ao presidente-capitão Bolsonaro. Não só a mim, ele deu voz a milhões de brasileiros usando a palavra chega senhor Bolsonaro de falar tanta merda!

Endosso aqui a sua revolta e acrescentaria que chega de tantas maldades contra o nosso povo! Chega de negar a ciência e sair por aí sem máscara estimulando aglomerações! Chega de nos humilhar nos chamando de “maricas”! Chega de dizer que a Covid é uma “gripezinha” quando milhares de pessoas estão morrendo em Manaus por falta de oxigênio! No lugar do oxigênio, o senhor mandou para lá carregamentos de cloroquina!

Chega, senhor Bolsonaro, de espalhar mentiras e incitar os seus monstros seguidores que, se for o caso se suicidam se ele mandar! Chega de dar mau exemplo como presidente e anunciar que não vai se vacinar, inclusive dificultando que ela chegue aos brasileiros! Chega de chamar jornalistas de homossexuais e canalhas! Chega de maltratar a nossa pátria que, cinicamente, o senhor diz ser “Pátria Amada”, quando ela não está cuidando de seus filhos!

Em seu caso, senhor Bolsonaro, o pior presidente na história do Brasil, não se trata aqui de ser de direita, de centro ou de esquerda “comunista”. Desde sua posse, em 2019, a única coisa que o senhor tem feito é destruir o país, com seu ódio e sua intolerância, discriminando negros, gays e outras categorias que não comungam do seu perverso pensamento.

O senhor não veio para construir, mas para destruir, como está ocorrendo com o desmatamento da Amazônia que, no ano passado, atingiu um aumento de 30 por cento em relação a 2019. Praticamente, o senhor acabou com o Ibama e relaxou a fiscalização para que grileiros fazendeiros avançassem mata a dentro derrubando a floresta. Incentivou a mineração para expulsar os índios de suas terras.

Por mau comportamento, o senhor foi expulso do exército, e agora quer acabar com o nosso Brasil, isolando o país do resto do mundo, tratando os chefes de Estado com grosserias. Por sua culpa, nós brasileiros servimos de piada lá fora, como atrasados que adotam práticas medievais. Somos hoje o país do retrocesso, e as desigualdades sociais crescem com milhões vivendo abaixo da linha de pobreza.

Como presidente, o senhor perdeu a oportunidade de ser um estadista nesse momento tão crucial para a nação onde mais de 200 mil pessoas já morreram de Covid. Deveria estar visitando os hospitais em todos os estados, dando apoio e um pouco de conforto às famílias desesperadas nas portas das unidades de saúde.

No lugar do senhor recomendar medicamentos condenados pela ciência e ficar em Brasília falando merda para seu bando de apoiadores extremistas fascistas que saíram do armário porque o senhor resolveu dar voz a eles, deveria estar unido com governadores e prefeitos ajudando no combate a esse maldito vírus.

Chega de nos tratar como imbecis, de subestimar nossa inteligência quando fala em democracia e liberdade, mas tentou fechar o Supremo Tribunal Federal e foi para movimentos de carniceiros pedir intervenção militar no país, o que equivale a uma ditadura, a qual o senhor mesmo nega ter existido. Chega de apoiar torturadores que mataram e desapareceram com presos políticos nos porões do regime militar. Chega de tantas maldades, tanta raiva, tanta crueldade e tanta merda!

 

 

A LUXÚRIA DO CORPO E A FRAQUEZA DO ESPÍRITO NO LIMITE DA ESTUPIDEZ HUMANA

O que está acontecendo em Manaus (uma tragédia vergonhosa para o mundo) e em muitas capitais do Brasil é resultado de uma estupidez humana que não tem proporções em nossa história. Tudo isso já era previsível (nem precisa de explicações de infectologistas) com as festas de final de ano, colocadas como prioritárias e inadiáveis no calendário consumista. É a luxúria do corpo e do espírito por uma tragédia anunciada.

Faz parte dessa estupidez, que pode ser chamada de manada suicida de rebanho, ou loucura da cegueira (coisa de animal irracional), um conjunto de fatores que empurraram as pessoas a saírem de seu equilíbrio mental. A mídia com suas chamadas sobre as festas e viagens nos feriadões, mostrando imagens de movimentos de compras de presentes em lojas e shoppings também contribuiu, de certa forma, como atrativo às aglomerações.

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Sem falar dos negacionistas da ciência, que entraram na onda da psicopatia de um capitão-presidente que chama a Covid-19 de “gripezinha” e os brasileiros de “maricas”, o próprio consumismo doentio deixou as pessoas inebriadas por comemorar essas datas como se fosse um grande pecado e uma falha imperdoável deixa-las passar em branco, mesmo que seja uma única vez em suas vidas.

A mídia tem sua parcela de culpa quando nesse momento tão crucial, em se tratando de vidas humanas, só enxerga o seu lado comercial, embora tenha advertido quanto aos perigos das aglomerações. Entendo ser mais sensato não dar ênfase em coberturas jornalísticas dessa natureza, como as lives que os artistas carnavalescos de Salvador estão anunciando para o período dos festejos que foram cancelados.

Outro fator que traduz essa estupidez humana está nos pais dos tempos atuais, os quais perderam por completo o controle em seus filhos. Atualmente, os jovens não obedecem aos seus pais (não confundir liberdade com libertinagem e nem o individual como o coletivo) e caem nas baladas com o papo imbecil de que têm direito de ir e de vir e precisam se divertir.

Não sou nenhum cientista, mas no início das eleições afirmei para muita gente que o pior estava por vir entre final de dezembro e início de janeiro de 2021. Portanto, para mim trata-se de uma tragédia anunciada. A grande maioria se fez de cega, surda e muda, tudo pela ganância de ganhar mais dinheiro e pela luxúria do corpo que sufoca o espírito.

Bem, os tristes e lamentáveis fatos estão aí, e não é nenhum exagero da mídia, como um bando de idiotas abre a boca fedorenta para dizer. É duro, mas as pessoas estão morrendo por falta de oxigênio e leitos de UTIs nos hospitais. O mais revoltante ainda é aturar um governo que nada faz para minorar essa situação dramática que fugiu totalmente do controle.

Fosse outro governo, não importa se de direita, de centro ou de esquerda, comunista ou não, estaria tomando todas as providências urgentes para salvar vidas. Estaria presente 24 horas do dia para prestar assistência. Estaria, há muito tempo, alertando a população para seguir os protocolos e regramentos contra o vírus. Estaria agindo com planos de combate e de socorro imediato. Tenho certeza que pior do que este não existiria, nem vai mais existir, seja quem for, não importa o partido político.

Não, o presidente que temos dá mau exemplo quando sai sem máscara; fala barbaridades; xinga os jornalistas, chamando-os de canalhas e de mau caráter; e provoca aglomerações com seus seguidores extremistas da morte. É um presidente que nos envergonha, nos deixa depressivos e horroriza o mundo com essas cenas de genocídio.

É preciso ser muito insensível e desumano para não se revoltar e se angustiar com o que vem ocorrendo com nossos irmãos. Um dia a história vai culpar a todos nós por essa estupidez. Os monstros ainda encontram espaço para propagar fake news e soltar mentiras para confundir o povo desinformado e inculto. Essa não é uma “Pátria Amada” que deixa seus filhos morrerem à mingua. Onde está esse sentido de Deus, Pátria e Família?

 

 

INDIVIDUALISMO E COMODISMO

Um dos males do nosso país é o individualismo, muito parecido com o comodismo, que anda de mãos dadas com o desrespeito aos outros. Ele está visível em todas as partes, principalmente nessa época de pandemia onde ainda tem gente imbecil que berra ser livre para andar sem máscara, e até não tomar a vacina. No trânsito ele anda a mil por hora. Sinceramente, é de dar raiva! Os caras param bem em frente de um sinal proibido e liga o alerta, como se isso estivesse acima da lei de trânsito e anulasse o sinal de que ali não pode parar. Em frente ao Banco do Brasil, na Avenida Olívia Flores, é de estarrece como o ser humano é individualista e comodista. Existe a sinalização horizontal e vertical indicando não estacionar, mas o motorista comodista insiste. Só falta parar o carro dentro do banco. Logo mais na frente tem uma transversal onde existem vagas, mas o indivíduo acha que dá muito trabalho ir até lá e voltar andando até a agência para realizar sua transação bancária. Confesso mesmo que não consigo entender essa gente. Dia desses, presenciei a chegada de agentes do trânsito que ainda tiveram a tolerância de chamar a atenção dos donos dos veículos irregulares de que no local é proibido estacionar, e lá está a sinalização. Será que eles são cegos e dirigem? Por toda a cidade, a desobediência às leis de trânsito estão por todas as partes através de dirigir e falar no celular; não usar o cinto de segurança; dar “roubadinhas”;  e estacionar nas avenidas Juracy Magalhães, Luís Eduardo e outras, tomando uma pista. Essas pessoas não deveriam viver em sociedade, pois elas nem estão aí para os outros, e ainda chamam os políticos de safados, ladrões, corruptos e egoístas.

TERRA ARRASADA

Soneto do jornalista Jeremias Macário

A geleira se derrete e o planeta treme e aquece;

O ancião olha o chão rachado e faz a sua prece;

O verde vira inferno nas carvoarias lambuzadas;

Queimadas matam as matas pra entrar manadas.

 

Furacões e tempestades retorcem vilas e cidades,

No flagelo de povos esmagados nas calamidades,

E o ranger das placas explodem fogo e terremotos;

Numa terra arrasada de pestes e famélicos mortos.

 

Rios secam poluídos de metais vertendo sangue;

O mar avança no galope dos ventos da noite fria,

E o pintor do mangue risca a paisagem que existia.

 

Raios e meteoritos deslizam entre a estrela guia,

E Deus recria outra esfera com raiz forte e sadia,

Recompondo os seres para cumprir sua profecia.

DA VIDA À MORTE, AS DESIGUALDADES SOCIAIS SÃO GRITANTES NO BRASIL

,

Por que quando o pobre morre de Covid-19 o caixão sai diretamente do hospital para o cemitério, sem direito a velório e enterro pelos parentes e amigos, enquanto o rico, o político, um famoso ou uma celebridade têm todas as cerimônias funerárias normais e ainda é sepultado um dia depois? Será porque o vírus do rico é diferente e não pega?

Não é necessária muita explicação para entender a gritante desigualdade social no tratamento entre o rico poderoso e o pobre zé ninguém. Essa desigualdade começa no nascer e continua até na morte. Ainda tem gente que diz que na morte todos são iguais. É uma pura mentira. Só não tenho certeza sobre o espírito no pós-morte, no outro além do além.

É muito triste, mas essa é a face suja da nossa sociedade capitalista selvagem, cruel e hipócrita que fala de solidariedade e igualdade. Essa pandemia serviu para escancarar a realidade escondida dentro desse podre sistema, como essa a qual me referi acima, e por ter colocado nas ruas as caras sofridas de mais de 30 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza. As imagens das filas nos bancos não mentem.

Não foi somente o caso da morte por Covid do prefeito de Goiás que teve cortejo fúnebre e velório, mas de tantos outros pelo Brasil a fora. Desde a chegada do coronavírus no início do ano passado até hoje vemos todos os dias na televisão cenas chocantes de pessoas pobres sendo enterradas às presas em valas comuns (caixões amontoados), sem velório e até sem a presença de parentes mais próximos. Como consolo, muitos acompanham pelo celular de forma virtual entre choros, revolta e lágrimas.

Confesso que em nenhum momento vi a nossa mídia questionar esse tratamento tão desigual e desumano, como tantos outros fatos que ela tem deixado passar em branco. Sou jornalista profissional, mas jamais vou me furtar de levantar minhas críticas. Infelizmente, ela hoje só tem feito o factual e, mesmo assim, como uma péssima qualidade nas coberturas. Não se faz mais jornalismo como antigamente.

Além de matar muito mais pobres que são vulneráveis e só têm os hospitais públicos, os quais estão hoje superlotados, o rico e o poderoso vão para o Sírio Libanês e outras unidades particulares, com toda a infraestrutura necessária para salvar o paciente. O que estamos vendo no Brasil é um genocídio, cuja maior culpa é do governo federal que tem debochado da pandemia chamando-a de “gripezinha”, além de se posicionar contra o isolamento.





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia