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Quem é este “Coronavid”? . Por Jeremias Macário

“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA

Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.

Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.

O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.

Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.

Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.

Essa é uma parceria com o amigo poeta e músico, baiano de Alagoinhas, Antônio Dean, que há muitos anos reside em Campina Grande da Paraíba com sua família, fazendo sucessos e cantando com sua profunda voz, a cultura nordestina para todo o Brasil.

Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

SEMPRE SOBRA PARA OS POBRES

DIZ O VELHO DITADO QUE “CACHORRO QUE LATE MUITO, NÃO MORDE”.

Não é necessário fazer pesquisas para constatar que a pandemia do coronavírus está matando as classes sociais daqueles que estão na linha da pobreza, os abaixo dela e os que vivem em estado de miséria. Sempre são os mais vulneráveis, a começar pela falta de educação e, consequentemente, desprovidos de poder aquisitivo.

A mídia praticamente não atentou para este lado e, desde o início, focou o alvo somente nos idosos, como se fossem os únicos vetores. Isso serviu para que jovens e adultos até os 50 anos abrissem a guarda, e agora estão sendo as maiores vítimas do vírus. Mesmo entre idosos e jovens, a grande maioria é de pobres que vivem nas periferias e favelas, em barracos apertados, sem condições de sobrevivência e cumprir com o isolamento social.

Sem educação, consciência política e social, essa categoria vive todo tempo exposta, em decorrência da situação financeira e porque não tem a cultura da higienização. Por outro lado, a maioria precisa sair de suas casas ou casebres para ganhar o pão de cada dia através da informalidade, como ambulantes ou outras atividades, como se diz na gíria, “se virar nos 30”, ou “fazer um bico”.

Aliás, como sempre venho comentando, as catástrofes, as tragédias, as enchentes, os deslizamentos de terras e outras pandemias sempre atingem os mais pobres, daí o Brasil, que aparece no mundo como um dos países com maior desigualdade social, ser hoje o quinto do planeta mais contaminado pelo coronavírus.

Esse é um fato histórico que vem se arrastando há séculos, e cada governo que passa é pior que o outro. O atual do capitão-presidente sofre de psicopatia contra a ciência e o conhecimento, chegando a alguns de seus membros defender a maluca tese medieval de que a terra é plana. Outros têm o DNA nazifascista, racista, homofóbico e misógino.

É uma mistura indigesta onde o pobre é quem mais padece, inclusive seguindo os comportamentos bárbaros, se bem que tem gente com outro nível mais alto que acompanha as proposições retrógradas, autoritárias e arcaicas. O Brasil de hoje é único no mundo nesse aspecto, sobretudo no momento atual no que concerne o tratamento contra esse vírus letal.

Os abonados têm suas clínicas e hospitais particulares com maior estrutura em termos de equipamentos de primeiro mundo, sem contar que vivem em suas casas de luxo e se alimentam bem. Vivem mais despreocupados psicologicamente, e isso fortalece a mente que, por sua vez, protege o corpo. O rico tem o organismo mais imunizado e possui mais anticorpos para enfrentar a doença. O pobre já tem a mente e o físico mais enfraquecidos e vulneráveis.

ABERTURA PRECIPITADA

Conforme determinação do gabinete do prefeito, o comércio de Vitória da Conquista começa a ser aberto nesta segunda-feira, mesmo diante do crescente número de contaminação do coronavírus devido ao baixo nível de isolamento social de um povo sem disciplina e consciência política, social e educacional, características próprias do brasileiro. Mesmo com os dois meses de fechamento, o movimento das pessoas nas ruas não caiu no nível desejado, principalmente na Travessa Ramiro Santos e na Praça 9 de novembro. Nesta segunda feira ela pode estar assim, como nesta imagem clicada pelo jornalista Jeremias Macário. As pessoas não temem o perigo, e cada um acha que o vírus só pega nos outros. Esquecem os lamentos, os choros e as lágrimas derramadas pelos parentes dos seus mortos. No Brasil, mais de mil ainda estão sendo infectados por dia. É um índice muito alto, mas os estados estão também abrindo o comércio. De um lado, o coronavírus matando e, do outro, a psicopatia de um governo que está levando o Brasil ao abismo. Vamos ter dias ainda mais terríveis e turvos. Esta abertura é precipitada e temerária. Nossa gente detesta seguir normas, e a fiscalização é deficitária. Vamos ver no que vai acontecer. Só nos resta rezar. A situação tende a piorar nesta terra Pau Brasil, tão maltratada e vilipendia por salteadores e bandidos.

VIAJANTE

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Vou tocando meu caminhão,

Cortando o asfalto desse chão,

Seguindo sem mais ninguém,

Vou levando a minha carga,

Para outro lugar do além.

 

Essa estrada maluca,

Queima a nossa cuca,

E vou assim nas retas,

Sumindo nas curvas,

Ouvindo as ondas longas,

E deixando vaga as curtas.

 

Vou por aí tocando,

Minhas duras lutas,

Nas frenéticas disputas,

Namorando prostitutas,

Conhecendo cidades,

Valentes e covardes.

 

Meu abrigo é a boléia,

Meu canto é da solidão,

Onde guardo a amada,

Levando minha carga,

De química e de feijão.

 

Pra bem longe vou rodando,

Sem saber quem eu sou,

E assim dirijo meu destino,

Rezando pro meu divino,

Com meu jeito de latino,

Sem rimar amor e dor.

AINDA É TEMERÁRIA ESSA ABERTURA

Para um país que nunca chegou ao nível de 70% de isolamento social, mesmo com medidas drásticas de fechamento de ruas, bairros e toques de recolher à noite, sem muito resultado, ainda é cedo para os estados e municípios começarem a abrir o comércio. Já disse aqui e repito que o nosso povo é indisciplinado e, geralmente, não obedece ordens. Não somos como os orientais.

Como o Brasil sempre procurou imitar e copiar decisões de países estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, da Europa e até asiáticos, só imagino que é mais um acompanhamento do que está acontecendo por lá. Acontece que são realidades diferentes, porque na Europa e na Ásia, por exemplo, o vírus começou a atuar mais cedo, bem como, o isolamento foi respeitado pela população, mais disciplinada e mais consciente.

ISOLAMENTO SÉRIO

Nesses países, como China, Japão, Coréia do Sul, Itália, Espanha, para não citar outros, a pandemia matou milhares de seres humanos e só veio baixar com o isolamento sério, com quase todos os habitantes ficando em suas casas. Aqui, a situação começou a se agravar lá pelos meados de março, e os governadores e prefeitos demoraram de tomar medidas mais drásticas. Não acreditaram muito no que viria pela frente.

Com a curva ainda ascendentes de mortes na maioria das capitais e das grandes cidades, como Vitória da Conquista, somado com a indisciplina do brasileiro e da falta de consciência social, educacional e política, é temerária a abertura do comércio, mesmo impondo restrições e fases para cada setor da economia. A verdade é que a nossa gente só segue normas na base do ferrão, da pressão e do policiamento ostensivo.

Não sou nenhum infectologista, nem epidemiologista, mas com o quadro crescente de contaminação e mortes, cerca de 26 mil e mais de 400 mil infectados no Brasil, a abertura gradual deverá acelerar mais esses números, e aí fica difícil se fazer um retorno forçado de fechamento. Não quero ser pessimista, e oxalá esteja sendo, mas a tendência é piorar com as aglomerações, como estamos presenciando em muitos lugares da Bahia e de outros estados.

Sabemos que o caso do Brasil é um dos mais graves do mundo (em mortes por dia superou a de todos países), inclusive na América do Sul, porque se trata de um país com profundas desigualdades sociais, de muita pobreza, miséria e desemprego, cujas pessoas nessas categorias são as maiores vítimas do coronavírus. Por outro lado, tem uma economia em frangalhos, em estado terminal e falido, com um governo sem liderança de comando. Uma bagunça!

Mesmo assim, não se pode colocar a economia acima das vidas, decidindo a abertura das atividades laborais quando a pandemia ainda dá sinais de crescimento. O tiro pode sair pela culatra, e mais pobres e pessoas vulneráveis (os maiores grupos de riscos) serem abatidos por esse vírus tão mortal. As autoridades deveriam repensar seus planos e poupar mais vidas, o dever mais importante de um governante.

 

ISSO FOI UMA REUNIÃO MINISTERIAL? FERIADOS ANTECIPADOS SEM SENTIDO

Meninos eu vi, ouvi e já sabia de tudo! Acreditem, mas está acontecendo como eu previa e vem muito mais coisa por ai! Quem viver verá!

– Não, isso não foi uma reunião ministerial! Você se enganou, cara pálida, de pele tupiniquim!

– Mas, está lá gravado no vídeo: O capitão-presidente esbravejou com seus ministros, como se fosse um bárbaro, gesticulando com as mãos e espumando de raiva!

– Mesmo assim, não foi uma reunião ministerial! Foi coisa de estarrecer!

-Então foi o que? Aconteceu no dia 22 de abril, o dia do descobrimento do Brasil.

– Não, cara, você se equivocou! Aquilo ali que você viu não passou de uma reunião de moleques batendo boca num botequim de qualquer esquina, ou de uma gangue de gângsteres planejando um assalto, uma emboscada! Mais pareceu Pedro Álvares Cabral dando esporro em seus degredados, com todo tipo de palavrões impróprios, de baixo calão. Uma baixaria dos horrores! Pero Vaz de Caminha anotou tudo e mandou para D. Manuel, lá de Portugal! O rei ficou escandalizado! A rainha nem ouviu, porque ficou envergonhada e rubra!

– Horrível mesmo! Que coisa mais feia! Não entendi quem era o avo, ou qual era mesmo o assunto, se o coronavírus, a economia, a saúde ou a educação!

– Educação, não foi mesmo! Viu o nível dos caras? O alvo, na verdade, era nossa pobre senhora democracia, nascida lá na Antiga Grécia, que já anda feia na fita! Só jogam pedras nela! Querem golpeá-la e sangra-la com se faz com um porco! Ouviu o sujeito chamando todos de bandidos, inclusive os ministros do Supremo Tribunal Federal? E a outra do menino veste azul, e menina, rosa, dizer que vai mandar prender governadores e prefeitos?

-Eles não falam tanto de “Pátria Amada”! Elogiam a democracia e até de respeito aos poderes constituídos e a liberdade de expressão!

– Aquilo ali, seu moço, não passa de uma estratégia cínica, mansa e de conluio! Uma trama armada do Quartel-General do Planalto. Não viu o cara cercado de generais, arrotando palavrões porque quer a Polícia Federal sob seu total domínio, para blindar seus filhos e amigos?

– Coitada dessa nossa “Pátria Amada”, tão maltratada, onde seus filhos estão morrendo de fome e do tal coronavírus!

-Pois é, não passam de genocidas psicopatas! Viu o outro cabra que quer acabar com o meio ambiente e transformar a Amazônia numa fazenda de gado? Ele disse para aproveitar o momento que a mídia está focada na Covid-19 e fazer passar toda boiada, abrir a porteira de vez, como numa disparada. Xingou o Congresso Nacional, que já não é lá essas coisas, e apelou para que juntos façam uma corrente para se sair do regramento, sem passar medidas pelo legislativo.

– Vergonhoso, assustador! Aquilo mais pareceu um filme de terror de sexta-feira treze! Pena do nosso país, tão ridicularizado lá fora!

– É, estamos perdidos, num mato sem cachorro! O pior companheiro, é que ainda existem seguidores da morte que batem em jornalistas de chutes e paus da bandeira brasileira que eles carregam! Emporcalham nosso símbolo pátrio! Se misturam de amarelinhos e vão defender, em praça pública, a volta da ditadura! E sabe quem está lá?

– É, mas esse papo não merece ser mais esticado, porque dá nojo e náuseas! Vamos falar de outra coisa, senão vamos entrar em depressão nesses tempos tão difíceis do vírus que está matando nossos irmãos! Não sabemos qual pior das pandemias!

FERIADOS ANTECIPADOS: UM TIRO NO PÉ

Quando quase todo comércio está fechado e se está tomando outras medidas, para controlar a infestação do coronavírus, sinceramente, não vejo nenhum sentido antecipar feriados, como da padroeira de Vitória da Conquista, Nossa Senhora das Vitórias, em 15 de agosto, São João, que nem existe oficialmente, e o Dois de Julho, data da independência da Bahia e do Brasil.

Foi um tiro no pé, porque muita gente achou que os feriados eram para sair de casa e ir às praias, como aconteceu em Salvador; fazer lazer nos calçadões; e até festejar um São João que não existiu, como ocorreu em Vitória da Conquista e outras cidades, com direito a fogos, farras e festas. Foi como aproveitar para sair desse estresse e, em muitos lugares, houve aglomerações nas ruas e avenidas.

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A VIDA SECRETA DE FIDEL – AS REVELAÇÕES DE SEU GUARDA-COSTAS PESSOAL (FINAL)

Como o próprio título do livro diz, o autor Juan Reinaldo Sánchez revela a vida do el comandante de Cuba, falando de sua dinastia, da escolta, dos guerrilheiros do mundo, a revolução de Fidel na Nicarágua, sua viagem a Moscou, a mania das gravações, a obsessão venezuelana, sua fortuna e Fidel em Angola com sua arte da guerra. Confessa que foi testemunho de tudo, principalmente durante dezessete anos em que foi guarda-costas pessoal do homem que foi um mito. Jura que tudo é verdade.

Sobre sua dinastia, afirma que Fidel casou uma primeira vez com a burguesa Mirta Díaz-Balart, e uma segunda com a professora Dalia Soto del Valle. Enganou a primeira com a bela Naty Revuelta e a segunda com a camarada Celia Sánchez. Ao rol de conquista, acrescenta outras amantes, como Juana Vera, “Juanita”, sua intérprete oficial e coronel do Serviço de Informação.

Fidel viveu anos na clandestinidade e abriu um fosso entre sua vida pública e privada. Diz o autor da obra, que os cubanos só foram conhecer Dália, sua mulher desde 1961, em 2006, quando gravemente doente confiou as rédeas do poder ao seu irmão Raul. Durante as grandes ocasiões nacionais, era Vilma Espín, esposa de Raul, quem aparecia ao lado do comandante, fazendo o papel de primeira dama. Ela era presidente da Federação das Mulheres Cubanas.

Não era um perigoso comunista

Sánchez salienta que seu chefe desempenhava mal seu papel de pai. Fala do primogênito Fidelito, que nasceu em 1949 de Mirta Díaz-Balart, ligada diretamente ao regime de Batista. El comandante ainda era um estudante de direito. Depois de triunfar em 1959, Fidel, ao lado de Fidelito, encenou num canal de televisão norte-americana de que não era um perigoso comunista, mas um bom pai de família como qualquer outro ianque.

Dez anos depois, Fidelito foi para a Rússia com o pseudônimo de José Raul e lá se casou com a bela Natalia Smirnova e teve três filhos. Fez física nuclear e, quando retornou a Havana, em 1970, foi nomeado pelo pai como chefe da Comissão Cubana de Energia Atômica, criada em 1980. Em 1992 foi demitido e rebaixado ao cargo de funcionário conselheiro das questões energéticas,

Seu meio irmão, Jorge Ángel, também nascido em 1949 e fruto de uma aventura amorosa do pai com Maria Laborde, é o mais desconhecido. O comandante, como afiançou Sánchez, sempre manteve distância desse filho. Seu grande amor foi Natália Revuelta, a mulher mais linda da capital. Quando esteve preso, em 1953, na penitenciária Isla de Pinos, ela sempre o visitava. Em 1956, Natalia deu à luz, Alina, única filha mulher do líder. Depois da Revolução, Fidel continuou visitando a bela Naty, como era chamada.

Nos anos 60, Alina e a mãe foram enviados a Paris por ordem do comandante. De volta a Havana, aos 14 anos, mostrou-se rebelde e com a intenção de deixar Cuba. Suas relações com o pai sempre foram tempestuosas. Tronou-se modelo. Certo dia fez um comercial do Rum Havana Club de biquíni.

Filha e irmã fogem de Cuba

O pai ficou furioso. A filha sempre tentou fugir de Cuba e Fidel colocou agentes secretos em sua cola, em 1993. Dois anos depois ela saiu clandestinamente de Cuba, usando uma peruca e um falso passaporte espanhol. Primeiro foi para Madrid. Foi um escândalo, como da sua quarta irmã Juanita, em 1964 (eram seis irmãos).

Depois de Mirta e Naty, veio Dalia Soto del Valle, em 1961, ano da invasão da Baia dos Porcos. Com ela, teve cinco filhos, Alexis, Alex, Alejandro, Antônio e Angelito. O pai nunca gostou do Fidelito, do Jorge Ángel e Alina. Ele teve, segundo o autor da obra, mais quatro outros filhos ilegítimos.

A residência de Punto Cero

Em sua narração, Sánchez também descreve a residência de Punto Cero, um terreno de trinta hectares, onde morava com Dalia e os filhos. Era uma casa senhoril. Ele faz um paralelo sobre a abundância e o luxo da família de Fidel (cozinheiros, empregados e jardineiros) com os tempos difíceis de racionamento de comida dos cubanos. Diz que cada membro da família tinha sua própria vaca para que o gosto pessoal de cada um pudesse ser satisfeito.

“O jantar do comandante compunha-se de peixe grelhado, frutos do mar, frango, ovelha, presunto pata negra, mas nunca carne de gado. Dos costumes, quando um dos filhos queria falar com o pai, tinha primeiro que passar por Dalia, e o marido marcava um horário que lhe conviesse. Os filhos só aproximaram um pouco dele durante sua convalescença, em 2006, quando esteve à beira da morte, e os cubanos nada sabiam. Um sósia fazia o papel do comandante para enganar o povo de que ele estava bem.

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“ANDANÇAS” E “UMA CONQUISTA CASSADA” EM TEMPO DO CORONAVÍRUS

Em tempos de coronavírus, músicos, escritores (fazedores da literatura), atores e outros autônomos que vivem de suas atividades artísticas estão atravessando muitas dificuldades para sobreviver porque dependem de seu público alvo que está também isolado. Já falei aqui da situação precária dessa categoria obreira da boa arte e, como em todo lugar, Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, não é diferente.

Cito aqui, por exemplo, o meu caso particular, porque também não posso realizar o lançamento de meus livros, como estava previsto para o início deste ano, em várias cidades do nosso sertão e puder contar os meus causos, versos. crônicas, contos e histórias nordestinas contidas no meu mais recente livro “Andanças”, e ainda reapresentar “Uma Conquista Cassada” que trata da ditadura civil-militar de 1964 em nossa cidade, na Bahia e no Brasil.

Por isso que estou facilitando a venda desses livros aqui de casa mesmo a quem tiver interesse em adquiri-los para conhecer um pouco das minhas obras, exercitando também uma boa atividade cultural nesse tempo da Covid-19.

O preço é bastante convidativo de 30 reais cada exemplar, de cerca de 800 páginas os dois. Quem é da cidade pode comprar por meio do telefone 77 98818-2902 ou pelo e-mail macariojeremias@yahoo.com.br. O autor vai entregar o livro diretamente em seu endereço e ainda autografar as obras na sua presença, com toda precaução contra esse danado do corona. Ainda pode ganhar de graça “A Imprensa e o Coronelismo no Sudoeste”.  Tem ainda o CD Sarau A Estrada por 10 reais a unidade.

LEMBRANÇAS DE PARIS

 

 

O coronavírus fez silenciar o mundo com o isolamento social, mas as lembranças permanecem vivas, como nesta foto do Rio Sena et Petit Cité, clicada pelo meu filho Caio Macário quando morava em Paris. Depois estive lá por uma semana e fiquei encantado com o Velho Mundo, principalmente com a Cidade Luz. Pena que esse vírus mortal deixou uma paisagem cinzenta e triste, mas as coisas por lá estão, aos poucos, voltando ao seu normal porque o povo cumpriu com as medidas de restrição, diferente do nosso Brasil desgovernado, sem rumo e liderança. Aqui as coisas estão piorando porque tem um presidente maluco que quer receitar medicamente por meio de decreto, e transformou o Ministério da Saúde num batalhão do exército. Agora, só nos resta rezar muito para voltarmos a curtir a vida e homenagear os mortos, a grande maioria de pobres desamparados e que vivem à margem da sociedade.

FLOR E DOR

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Vou contar pra você, menino!

Quando ainda ginasiano,

No declinar do verbo latino,

Ouvia falar e ainda ouço,

Que toda poesia

Como piano, a flauta e o violino,

Que comandam a sinfonia,

Tinha que ter flor, luar e amor.

 

O poeta tinha que saber imitar

O canto do sabiá e da cotovia;

Tinha que ser melancólico,

Pálido, alcoólico e doente;

Ser o pôr-do-sol poente

Pra falar da angústia,

Dor e sofrimento da gente;

Viver como um bem-te-vi;

Andar como cigano;

Ser boêmio e até insano;

Passar noites sem dormir,

Como um penado zumbi;

Ser bem íntimo da morte;

Isalar o cheiro da depressão;

Abalar todo coração

Das mulheres românticas

Doces, sensuais e platônicas;

Ser a cápsula do tempo;

Comer dos manjares dos deuses;

Ser irmão do ar e do vento;

Renegar todo sacramento;

Ser orvalho do amanhã sereno;

Conversar com Zeus;

Provar de todo veneno;

Entender os fariseus,

E pelo menos ter

Uma musa inspiradora,

Não importando,

Se obtusa, confusa ou pecadora.

MINISTÉRIO DA SAÚDE VAI ABATER A COVID COM BALA DE METRALHADORA

Não está dando mais para aguentar tanta imbecilidade de um presidente da República que debocha e faz piada com cerca de 10 mil mortes no pais e quase 300 mil infectados. Essa de, “quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína” foi além do limite do suportável da nossa paciência. Isso é coisa de   uma pessoa psicopata que não respeita o sofrimento dos brasileiros e semeia morte e desgraça, com tanta gente perdendo vidas por falta de leitos e respiradores nos hospitais.

Nenhum presidente da República, em toda história do Brasil nesses mais de 500 anos, mesmo durante a ditadura civil-militar de 1964, faria isso. Não tem nada a ver com partidarismo, mas com humanismo mesmo. A esta altura, um presidente de postura e compostura, estaria sintonizado com todos governadores, prefeitos e a população, para combater o inimigo comum maior, inclusive visitando os estados para dar seu apoio. Alguém deveria falar com ele que a campanha eleitoral terminou há um ano e meio.

NA BASE DA BALA

Na contramão da ciência, tirou dois ministros médicos da Saúde e colocou um general com um batalhão do exército na pasta para combater o coronavírus na base da bala, de armas na mão. Nada de lição científica. Certamente, eles vão para as ruas de metralhadora e granadas para derrubar o monstro assassino que veio lá da China, ou não sei de onde! Enquanto isso, o povo pobre zanza perdido pelas ruas e passa o dia nas filas da Caixa Econômica, na esperança de conseguir uma ajuda para sobreviver.

A usura dos bancos, somada com a estratégia do governo para que todos abram suas lojas, está emperrando a liberação de crédito de capital de giro para os micros e pequenos empresários. Sem recursos, essa categoria vai fechar definitivamente seus negócios. Milhares de trabalhadores já foram desempregados e estão “passando o pão que o diabo amassou”. Muitos choram diante das câmaras por causa do total desgoverno que força os brasileiros a caírem de joelhos.

Um presidente desse não merece que seu nome seja citado. É uma vergonha para todos! Só seus seguidores da morte aplaudem (muitos estão falecendo). Para o mundo, ele não passa de um genocida que está completamente desequilibrado e destruindo o Brasil, matando gente, principalmente os mais carentes, porque os poucos abonados ficam em casa, mas os que moram em barracos apertados com oito ou dez pessoas não podem se isolar. Simplesmente passam fome, e o vírus invade o corpo já debilitado.

UMA TORRE DE BABEL

O Brasil virou uma Torre de Babel dos tempos da Babilônia, na Mesopotâmia, onde reza a lenda que a construção não foi possível ser concluída porque cada um falava uma língua diferente, e ninguém entendia ninguém. Assim vive hoje a nossa sofrida nação, castigada por um capitão-presidente, expulso da corporação, que quer impor seus protocolos da morte através de um Ministério nas mãos de um general que nada entende de saúde.

Ainda bem que os governadores em geral não seguem a sua loucura, senão a catástrofe seria bem maior. É um desastrado que nunca deveria ocupar a presidência de um país com tantos problemas políticos, de educação e, principalmente, de saúde com esse Covid-19 que só fez agravar mais ainda o caos no setor que já existia antes da sua intrusa chegada.

Totalmente transtornado, ele xinga e diz palavrões para jornalistas; quer que o Ministério da Saúde faça o que ele mandar; blinda seus filhos corruptos e amigos de milicianos através de nomeações de diretores e delegados da Polícia Federal (desmoralizou a instituição); manda afrouxar a fiscalização dos desmatamentos e garimpagens na Amazônia; e estimula um suicídio coletivo mandando todos irem para as ruas, tudo contra o que recomenda a ciência e a medicina.

Um elemento desse não pode continuar na presidência da República. É um destrambelhado e incompetente que precisa ser expulso logo da cadeira no Palácio do Planalto, antes que ocorra uma convulsão social de grandes proporções. O povo está sem rumo, sem liderança e sem uma unidade, dando voltas em ciclos, num deserto sem a esperança de um porto seguro.

TEM GENTE QUE AINDA APOIA

Em minha cabeça, com essa idade (não de um senil caduco), não consigo entender como ainda tem gente que apoia suas maluquices, suas atitudes de incentivar fascistas que pedem intervenção militar; e de vomitar seus preconceitos contra negros, gays e outras categorias que são discriminadas pela sociedade.

Confesso que bate em meu coração uma angústia danada e até uma depressão e desânimo quando me vejo diante de tanta balbúrdia, incertezas, tanto choro e lágrimas de pessoas que perderam seus parentes, amigos e conhecidos. A nossa alma entristece de dor em ver tanta amargura nos corações das pessoas que perdem pais, irmãos, tios, avós e avôs e temem ser os próximos. A história ainda um dia vai culpar as instituições, o legislativo, o judiciário e toda a sociedade em geral por terem sido omissos nessa matança que poderia ter sido evitada ou minimizada.

Nunca imaginaria que em vida iria ver meu Brasil nessa situação tão calamitosa em plena ruína! Tudo isso me faz lembrar quando menino no primário numa escola em Piritiba, na Bahia, ouvindo os professores dizerem que o Brasil era um país do futuro, e nós a esperança de uma vida melhor.





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