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Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

INFERNO – DAN BROWN

AUTOR DE O CÓDIGO DA VINCI

Coloque um casal de coelhos em alguma ilha deserta e não interfira em sua procriação. Em alguns anos eles irão destruir o ecossistema e, então, não sobreviverão por muito tempo. Assim pode acontecer com a superpopulação humana que pode entrar num colapso global e se autodestruir se não houver um controle.

O matemático inglês Thomas Robert Malthus, no século XIX, fez vários alertas sobre a questão demográfica. Em seu livro “Ensaio sobre o Princípio da População”, Malthus alertou que “O poder da população é tão superior à capacidade da Terra de produzir meios de subsistência para o homem que a morte prematura chegará, de uma forma ou de outra, à raça humana”.

Depois da Peste Negra no século XIV que dizimou um terço da população da Europa, veio a Renascença. “Para alcançar o Paraíso, o homem deve atravessar o Inferno”. Depois das duas grandes guerras, a humanidade viveu um período de renovação e prosperidade, assim aconteceu depois de outras catástrofes. A superpopulação, hoje de mais de sete bilhões de habitantes, é um perigo que precisa ser contido através de métodos anticoncepcionais.

Essas questões de superpopulação, que podem levar a humanidade ao um fim trágico, estão no livro “Inferno”, de Dan Brown, autor de O Código da Vinci, que recorreu à obra “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, para retratar os pecados dos homens na terra e o inferno a que estamos sujeitos, de acordo com as maldades de cada um. Bem que os políticos deveriam reservar um tempo entre suas práticas de propinas para ler “Inferno”.

No prólogo do livro, Dan faz uma analogia da sombra que vive perseguida e foi forçada a viver no purgatório, agindo debaixo da terra qual um monstro ctônico. Já no epílogo diz que o poema de Dante Alighieri falava menos sobre as agonias do inferno e mais sobre a capacidade do espírito humano de suporta qualquer provação.

Destaca o autor que os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral. “Em situações de perigo, não existe pecado maior do que a omissão”. No inferno atual do caos político e ético brasileiro, muitos, simplesmente, preferem o silêncio, deixando os maus prosperarem com suas artimanhas e armações satânicas.

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CAETITÉ REÚNE GRUPOS PARA MONTARIA

A festa do 2 de Julho é uma das mais tradicionais de Caetité e a cidade é das poucas da Bahia que comemoram a data máxima do estado. Todos os anos os preparativos se fazem com antecedência e uma das importantes etapas é a discussão de vários tópicos com os representantes do grupos de montaria que abrilhantam os festejos cívicos.

Na noite de 18 de maio, no auditório municipal, os representantes dos grupos se reuniram com a Secretária de Educação, Iamara Junqueira, e representantes desta Secretaria e da de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, tendo por pauta a organização dos grupos nos desfiles, o campeonato de equinos e os ensaios.

Antes dos debates, contudo, representantes do Município de Lagoa Real, última cidade a se emancipar de Caetité, se fizeram presentes para convidar os caetiteenses a participarem dos festejos que lá se fazem em homenagem ao vaqueiro, no dia 4 de junho. Na ocasião os visitantes manifestaram a intenção de também se unirem ao festejo caetieense, este ano com ainda mais vaqueiros.

Além dos grupos de montaria, o representante da Adab, Roberto Leônidas, esteve no encontro para realçar a participação do governo estadual no quanto diz respeito à saúde dos animais. Vários temas foram tratados, mas a deliberação que cabe ser realçada é a data de realização dos ensaios para os festejos, e os grupos que deles ficaram encarregados:

  • No dia 4 de junho, primeiro ensaio, sob a responsabilidade do grupo América, auxiliado pelo Valeu Boi;
  • No dia 11 de junho, grupo Bruto será o responsável, secundado pelo Cavalo de Fogo;
  • No dia 18 deste mesmo mês o ensaio ficará ao cargo da Prefeitura Municipal, a festeira maior, ocasião em que ocorrerá o Levante do Mastro;
  • Dia 25 de junho, último ensaio, será do grupo Rancho de Palha a direção, auxiliado pelo grupo da Palmeira.

A temática paralela da data comemorativa da Independência da Bahia foi definida como sendo “Respeito à liberdade, apreço à tolerância”, que foi explicado na ocasião pela doutoranda Fernanda Oliveira.

Diretoria de Comunicação Social

 

UMA TORMENTA QUE NÃO PASSA NA ENCRUZILHADA DOS DIABOS

As explosões dos camaradas capitalistas da JBS roubaram a cena de Lula e do juiz Sérgio Moro. É que Temer, o senador Aécio e o deputado Rodrigo ficaram com ciúmes e mandaram chumbo grosso com metralhadoras de alto calibre mortífero. Vem aí a bomba de Palocci que pode superar e reverter o placar do jogo sujo. Dentro de toda esta cafajestagem, constata-se que a grande maioria dos advogados é paga em milhões com dinheiro de propinas.

Quem avaliou que as delações da Odebrecht foram as mais venenosas, a esta altura já mudou de ideia com as revelações da JBS que incriminam um presidente da República que simplesmente recebeu um empresário investigado pela Lava Jato na calada da noite em sua residência, coisa que até um bicheiro pé de chinelo evitaria tal contato sozinho. O homem não teme nada.

O inusitado de tudo é que os irmãos Joesley e Wesley, da JBS, ficaram livres como passarinhos de luxo, depois de tantas sujeiras que fizeram comprando parlamentares e governantes. Além do mais, peritos estão apontando irregulares nas gravações que sofreram várias edições e cortes.

Há mais de dois anos o Brasil vive uma tormenta que não passa, apesar de alguns intervalos de calmaria. Vive-se numa encruzilhada dos diabos, os quais estão sempre retornando para cobrar seus pactos maléficos. Nem os pais-de-santo com a força de todos os orixás, médiuns e exorcistas juntos conseguem descarregar este encosto satânico que se incorporou no país.

O território nacional virou um Inferno de Dante onde não há limites para a prevaricação, mesmo em pleno auge dos processos investigativos da força tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal. Nada consegue deter, conter e saciar a ganância destes diabos que armaram um tabuleiro maligno de armações, complôs e conspirações por mais sangue e almas penadas. Coisas misteriosas, esquisitas e estranhas rondam o nosso reino.

Será que a saída não seria prender todos estes diabos da encruzilhada maldita numa cadeia altamente reforçada e depois jogar a chave fora? Ah, toda área teria que ser isolada com concreto armado à prova de radioatividade nuclear! Poderiam também ser acorrentados e enviados a trabalhos forçados na Coréia do Norte ou na China onde a corrupção é punida com fuzilamento.

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ENCONTRO REGIONAL DO PC do B

Com pedidos de “Fora Temer” e “Diretas Já”, ainda no calor da última crise política da semana passada com as delações da JBS, 18 municípios do sudoeste baiano participaram do Encontro Regional do Partido Comunista do Brasil, realizado no dia 20 de maio, no auditório da Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista.

Além do deputado estadual Jean Fabrício, representando o partido no sudoeste, estiveram presentes os deputados federais Daniel Almeida e Alice Portugal. Fizeram parte ainda da mesa Elias Dourado, coordenador do evento e Elvis Magalhães que organizou os trabalhos.

O encontro foi uma preparação para o Congresso Nacional do PC do B que deverá ser realizado no segundo semestre. Em sua fala, o deputado Jean Fabrício teceu duras críticas ao governo federal, dizendo que o atual presidente da República, depois das denúncias de tentar calar um ex-deputado preso, virou um zumbi no Palácio do Planalto e que a única saída é realizar eleições diretas no Brasil.

Alice Portugal e Daniel Almeida foram no mesmo tom, dizendo que o afastamento da presidente Dilma foi um golpe da direita, condenando também as reformas trabalhista e previdenciária. Segundo eles, os ganhos sociais estão sendo retirados do povo, levantando a bandeira das Diretas Já porque o Congresso Nacional que está aí não tem mais moral para indicar um nome em eleição indireta feita pelos parlamentares.

Durante o decorrer do evento, falaram todos representantes dos diretórios municipais apresentando suas ações sociais junto às suas comunidades, destacando os núcleos de Vitória da Conquista, Poções, Itambé, Itapetinga, Tanhaçu e Anagé. Elias Dourado fez um apelo para que todos se unissem em defesa de um Brasil melhor, ético e sem corrupção.

PROFESSORA LANÇA NOVO LIVRO

No encerramento da XV Semana de Museus, na Casa Regis Pacheco, em Vitória da Conquista, a professora de Letras da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, Ana Isabel da Rocha Macedo, lançou, no último dia 20 à noite, seu mais novo livro “Carmela – uma história de amor”.

O evento foi bastante concorrido por estudantes, professores e intelectuais, numa cerimônia descontraída onde a autora agradeceu às pessoas que contribuíram para a concretização da obra, bem como à Prefeitura Municipal através da Secretaria de Cultura que cedeu o espaço da Regis Pacheco.

“Carmela” é um romance que conta a história de mulheres prostitutas, especificamente da popular rua Maga-Sapo, oficialmente Dom Pedro. A escritora é também autora de outros livros como “Malva”. A Semana de Museus foi uma promoção da Associação Brasileira de Museus e do projeto Proler, na pessoa da professora Heleusa Câmara que também discorreu sobre o livro de Ana Izabel.

 

CÂMARA HOMENAGEIA DIA DAS MÃES

Mesmo em data atrasada, a Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista prestou uma homenagem às mães conquistenses na última sessão de sexta-feira (dia 19 de maio) em solenidade que lotou o plenário da casa, com a presença da vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social Irma Lemos e a participação de todos parlamentares. Na programa houve apresentações de cantos de mães idosas que encantou a todos. A sessão de homenagem, mesmo fora da data, que ocorreu no domingo passado, foi bastante concorrida.

O PONTO DA QUESTÃO

“CABEÇA DE PORCO”

Toda cidade sempre tem o seu ponto mais feio, uma espécie de “cabeça de porco”, ou o lugar que não progride e ai se diz que ali foi enterrada a cabeça de um jumento. Em Vitória da Conquista, esse ponto mais feio, sujo, congestionado, poluído (visual e sonora), irritante e desconfortável é o Terminal da Lauro de Freitas.

Por falta de espaço, para uma cidade de mais de 300 mil habitantes, o local não suporta mais ônibus, nem tantos veículos transitando pela área apertada e sufocante. Fazer reforma ali ou qualquer coisa como revitalização é jogar dinheiro fora. Diante da situação, os usuários são os mais prejudicados, embora comerciantes defendam o Terminal, mesmo com suas casas cheias de fuligem e tanto barulho.

Conquista carece de outro Terminal de ônibus mais amplo e confortável. O da Lauro de Freitas deveria ser urbanizado e bem iluminado com calçadões, chafariz, quiosques, lojas e até bares culturais do tipo botecos de comidas típicas. Os lojistas e toda cidade ganhariam bem mais com a renovação, atraindo mais moradores e visitantes.

SOCIEDADE EXCLUDENTE

Existe no Brasil a cultura política do mais fácil e do mais simples quando na sociedade surge um problema rural ou urbano para ser resolvido. Os agentes procuram logo simplificar a questão, quase sempre pela via da exclusão e da expulsão das pessoas de um determinado local, para não dar muito trabalho. O capitalismo é assim, excludente, individualista e egoísta.

É o caso dos hippies-artesãos da Praça 9 de Novembro, em Vitória da Conquista, onde a Promotoria Pública e a Prefeitura Municipal defendem a simples expulsão deles para uma área bem isolada e longe. Se está havendo perturbação, por que não disciplinar, impor regras, fiscalizar para que só fiquem aqueles que não bagunçam e estão só interessados em vender suas peças artesanais?

Não, o negócio é expulsar todos do local, sem tentar ordenamento através de um cadastramento com uma pessoa responsável em controlar qualquer situação adversa. Por que consumidores, artesão e lojistas não podem conviver juntos, com disciplina e respeito? Por natureza, a nossa sociedade é excludente e facínora onde cada um só pensa em si. Daí haver tanta violência!

IMOBILIDADE URBANA

O setor que comanda o trânsito em Vitória da Conquista vem fazendo intervenções desnecessárias e contraditórias para mostrar serviço. Agora mesmo, ao invés de ampliar o número de vagas para veículos no centro da cidade, está reduzindo através do estacionamento em fila, com o argumento de fluidez no trânsito. Pelo contrário, tudo indica que vai piorar, sem contar que os motoristas mal educados de sempre vão parar em fila dupla e ligar o sinal de alerta como justificativa. Isso já está acontecendo nos primeiros dias da medida de imobilidade urbana. Continuo dizendo que Conquista precisa de grandes projetos do tamanho da cidade.

NO ASSALTO DOS PEDÁGIOS

Talvez não exista no planeta terra uma nação onde o cidadão é tão explorado e enganado como no Brasil! Aqui, os direitos das pessoas são roubados todos os dias e quase não existe reparação. Os que são eleitos para representá-las, simplesmente somem ou estão defendendo seus interesses.

É o caso da Via Bahia na BR-116 com seus pedágios caros e obras inacabadas, como a duplicação no trecho entre o rio Paraguaçu e Feira de Santana que está incompleta há mais de dois anos. Os políticos e os governantes nada falam, nada cobram para que os contratos sejam cumpridos. Várias partes da estrada entre Feira e Cândido Sales, na divisa com Minas Gerais, estão com o asfalto estragado.

O mais absurdo e revoltante é que o usuário-cidadão é assaltado pelos pedágios privados e pelo Estado que cobra todo ano um alto custo de IPVA para emplacar seu carro. Quando não faz, seu bem é multado e preso. É muita humilhação! É a nação mais conformada do planeta. Aqui, a palavra indignação foi há muito tempo banida do dicionário.

NÃO DÁ PARA ENTENDER!

Os caras lá de cima não têm limites para tramar contra a República, mesmo em pleno calor das investigações da força tarefa da Lava Jato, das prisões e das delações contra políticos e ministros! Não dá para entender como eles continuam dia e noite, incansáveis, correndo atrás de mais propinas e agindo para obstruir a Justiça. As últimas revelações mais parecem coisa de complô, armação e conspiração da oposição, principalmente do PT, para tirar Lula do cenário das acusações e condenações. Coisas esquisitas e estranhas rondam o reino de Bacu com suas histórias hilárias e horripilantes. Tem muitas pedras soltas e misteriosas neste tabuleiro maligno!

TORTURA ELEITORAL

Mesmo com o país mergulhado no caos político, sem credibilidade aqui e lá fora no exterior, todas as terças e quintas-feiras à noite lá vem os caras com a tortura eleitoral falando de democracia, empoderamento da mulher, justiça social, direitos e que eles políticos estão trabalhando para um Brasil melhor. São verdadeiros caras-de-pau! Dá um tempo! Será que a Justiça Eleitoral não poderia suspender essa tortura, pelo menos enquanto a crise perdurar? É partido saindo pelo ladrão! É abusar muito da nossa paciência! Será que somos tão otários assim para nos encher de palavrórios imundos?

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UM CENTRO HISTÓRICO AGONIZANTE

Estive em Salvador no início do mês e confesso que fiquei horrorizado ao visitar o agonizante Centro Histórico e suas imediações no Comércio. Dá pena e dor ver casarões caiando aos pedaços como o prédio dos azulejos azuis na Praça Cairu ao redor do Mercado Modelo que já foi bem mais atraente com os cantadores cordelista comandados pelo grande” Bule-Bule”.

Uma nação que não preserva seu patrimônio artístico e cultural, seus costumes e hábitos perde seu passado e sua identidade. Isso só acontece no Brasil atrasado onde um Ministério da Cultura funciona como um jarro decorativo para enfeitar a mesa do governo que nunca deu prioridade à educação. Os soteropolitanos, infelizmente, continuam sem entender a importância da cultura do turismo e atendem mal o visitante. Existem muitos mitos em torno da hospitalidade do baiano e pouca realidade.

É lamentável e vergonhoso mostrar a carcaça do Centro Histórico de Salvador para turistas, principalmente vindos do exterior. Os casarões agora estão servindo de moradias para morcegos. Melhor seria que toda área fosse interditada para que ninguém visse tanta feiura e desmazelo juntos. Parece que o Centro sofreu um bombardeio de guerra. Mas não, os governantes e políticos preferem exibir os prédios escorados e as paredes caiando. Bem que o Pelourinho pode ser usado para cenas de filme de terror, com morcegos e tudo!

Além do abandono, dá medo andar no Pelourinho e nas imediações da Igreja do São Francisco e Ladeira da Praça até a baixa dos Sapateiros devido à quase total falta de segurança nesta época do ano. Com passos apressados e olhando para todos os lados e cantos, topei com poucos policiais e só tive um pouco de alívio na Praça da Sé. A sujeira também tomou conta dos lugares com calçadas quebradas e esgotos à vista. Eu e minha esposa saímos ilesos com vida, mas roubaram a lanterna do nosso carro.

Andei pela Rua Chile que me fez aflorar as recordações dos bons tempos dos magazines, da escada rolante das lojas Americanas, dos cafés, dos bares e boates noturnas frequentados por intelectuais, artistas, jornalistas e moças lindas da sociedade que despertavam cobiça aos transeuntes. É claro que a Mulher de Roxo era a personagem principal que não poderia faltar no cenário. Senti um cheiro úmido de limo, não o refrescante de antigamente.

Aquilo ali fervilhava de gente dia e noite até ainda quando funcionava a governadoria. Os governantes e os “entendidos gestores” da política e da cultura acharam de desativar tudo e deixar no abandono. Agora estão querendo ativar com a instalação do novo Palace e um hotel onde funcionou o prédio do jornal A Tarde, na Castro Alves. Não acredito. Encontrei o poeta condoreiro consumindo sua solidão e revoltado com o que deixaram de fazer para proteger o Centro Histórico que está dando seus últimos suspiros de morte.

Bem, desci o Elevador Lacerda, meu companheiro de viagem quando trabalhava como repórter da área de economia, e fui atacado por um bando de vendedores ambulantes de correntinhas, fitas e outras bugigangas. Só de ver o estado dos casarões da Rua Portugal e adjacências, não deu mais vontade de romper em frente nas outras artérias entupidas do Comércio. Até que o Mercado está arrumado, mas precisa de mais organização em seu entorno, especialmente no que tange a segurança.

Com uma lei inócua de isenção do IPTU para os proprietários que cuidarem de seus estabelecimentos, a Prefeitura Municipal fala de recuperação do Centro Histórico, mas tudo não passa mesmo de mais uma falácia, sem praticidade. A conservação do patrimônio arquitetônico tem que ser uma responsabilidade conjunta do Município, do Estado e da União.

Como um todo, com exceções das belezas naturais de suas praias e da Baía de Todos os Santos, Salvador está cada vez mais feia e desumanizada por dentro com as armações pesadas de concreto armado, como a Via Expressa que matou a Heitor Dias, Baixa de Quintas e a Caixa D´Água. Senti-me sufocado ao visitar esta região e ver tantos viadutos, sujeira, balbúrdia, insegurança e congestionamento de carros. A Rótula do Abacaxi continua um abacaxi azedo e podre.

O Brasil é o único lugar do mundo que tem a façanha estúpida e ignorante de deixar ao abandono e destruir seus lugares históricos, monumentos, prédios e marcos do passado. Por falta de educação e condição social negada aos brasileiros, os vândalos roubam e depredam tudo que represente a arte. E assim, o país vai apagando seu passado de história.

NO PAÍS DAS INCERTEZAS E INTOLERÂNCIAS

Engana-se quem pensa ou diz que o Brasil é outro a partir da Operação Lava Jato e que vamos ter um futuro melhor. Na verdade, estamos numa encruzilhada de incertezas e intolerâncias, sem horizontes, numa situação pior do que antes. Enquanto a Justiça caminha a passos de tartaruga, nas diarreias das palavras e intrigas domésticas, o rancor e o ódio entre as pessoas divididas se acirram.

Até quando vamos ficar nesse “reme-reme” mole e marrento de Atibaias, Triplex, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, superfaturamento, recebimento de propinas e demais crimes contra o patrimônio público, sem uma expectativa final no julgamento dos processos e prisão definitiva dos ladrões da nação? Até quando vai perdurar esta cena de baixo nível de barraqueiros entre delatores e acusados? O Brasil virou um ringue de socos onde o juiz perdeu o controle.

Com o andar da carruagem, quase parando, a grande maioria dos delitos será proscrita como na operação “Mãos Limpas” da Itália, em 1992, o que significa que os culpados serão perdoados e tudo será esquecido. Enquanto a intolerância vira terror na sociedade, o Judiciário, o Legislativo e o Executivo batem boca e lançam suas maldades contra o povo através de protelações e reformas demoníacas parecidas com o Inferno de Dante.

Como passar o país a limpo com essa operação do fim do mundo, sem a devida agilização das investigações e conclusão dos processos, punindo os criminosos? Nestes 517 anos de tantas turbulências, desacertos, desencontros, perdas morais e éticas, o Brasil tem pressa porque já estamos vivendo uma convulsão social, e cada um agora só pensa em lutar pelo seu espaço. Há muito tempo que o pensar coletivo nesta terra foi banido.

O “Mensalão” durou mais de sete anos para ser julgado. Os presos já estão soltos e as multas foram pagas com propinas arrecadadas do “Petrolão” e outras maracutais extraídas de estatais. Da Lava Jato, os delatores foram soltos e vivem como nababos em suas mansões. Na semana passada abriu-se mais uma porteira para os outros condenados.

Quando o Tribunal Superior Eleitoral (STE) vai dar o veredicto definitivo da ação de abuso de poder econômico (uso de caixa 2 e dinheiro ilícito) da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014? Quando terminar o mandato em 2018, ou nunca? O quadro geral está todo embolado e intrincado, com um meio de campo batendo cabeça. O time Brasil está perdendo por mais de sete a zero. Quem serão os candidatos das próximas eleições presidenciais? Estes que estão ai no lamaçal e outros que almejam uma ditadura?

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FUTEBOL EM CONQUISTA SÓ EM 2018

Carlos Albán González

O ano acabou – e ainda estamos no primeiro semestre – para o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista. A despedida foi humilhante, goleado por 5 a 0 para o Vitória, no Barradão, pelas semifinais do Campeonato Baiano. Se a FBF não organizar um torneio caça-níquel, denominado de Governador do Estado, o torcedor local vai ficar pelo menos oito meses sem assistir a um jogo de futebol no Estádio Lomanto Júnior. Vão se contentar, como a maioria prefere, em ver as partidas dos clubes do Rio e São Paulo pela televisão.

Ao justificar o prematuro e longo “descanso” do seu clube, o presidente Ederlane Amorim, que participou na semana passada de um curso de gestão no futebol na CBF, reclamou da falta de investimentos, tanto do poder público quanto dos empresários conquistenses. Apelou para a nova administração municipal “para que volte suas vistas para o esporte”, atividade praticamente ausente, com exceção do ciclismo, em Vitória da Conquista.

“Fomos criticados por ter montado um time de jogadores locais, os chamados peladeiros dos campos de bairros. Como podemos fazer contratações de peso se não temos recursos? Perdemos para clubes da série “A” (Bahia e Vitória). A arbitragem nos prejudicou nas partidas contra o Vitória, tanto no empate no Lomantão quanto na derrota em Salvador”, desabafou Amorim, que se mostrou satisfeito com o quarto lugar no “Baianão” deste ano, o que garante ao Conquista uma vaga na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro da série “D”, em 2018.

Por comodidade, Amorim não fez nenhuma referência ao seu conterrâneo, Ednaldo Rodrigues Gomes, presidente vitalício da FBF, cargo que ocupa há 16 anos, com mandato até 2019, sem nunca ter sentido o gosto amargo de uma chapa oposicionista. “Não tenho apego ao cargo e sou contra o continuísmo”, repete sempre o “cartola”, que iniciou sua carreira no futebol em 1970, jogando por clubes amadores de Conquista, e, posteriormente, presidindo a liga local, de 1979 a 1984.

A virada do século viu a ascensão de Rodrigues, torcedor declarado do Vitória. Coincidentemente, a partir do ano 2000 o time rubro-negro venceu 11 vezes o Campeonato Baiano, contra quatro do Bahia, uma do Bahia de Feira e uma do Colo-Colo (Ilhéus). Clubes profissionais têm protestado pela imprensa contra as arbitragens. Respaldado no apoio da CBF e nos votos, por aclamação, de mais de uma centena de ligas do interior, o mandatário ignora as reclamações dos que se sentem prejudicados.

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