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Quem é este “Coronavid”? . Por Jeremias Macário

“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA

Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.

Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.

O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.

Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.

Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.

Essa é uma parceria com o amigo poeta e músico, baiano de Alagoinhas, Antônio Dean, que há muitos anos reside em Campina Grande da Paraíba com sua família, fazendo sucessos e cantando com sua profunda voz, a cultura nordestina para todo o Brasil.

Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

ESQUECERAM DO “VELHO CHICO”!

É, meu “Velho Chico”, faz um ano que estou aqui sem poder ir lhe fazer uma visita, como sempre faço duas vezes no período de 12 meses! A pandemia da Covid-19 impediu que eu viajasse até ai para sentir de perto seu leito mais encorpado com as águas das chuvas que caíram em suas cabeceiras. Ainda bem que, com todos percalços e desventuras, São Pedro mandou chover e lhe tirar da UTI em que se encontrava com a sequidão! Com mais água correndo em suas margens, ninguém fala mais de suas necessidades de revitalização, principalmente com este governo da morte que quer destruir o meio ambiente. Apesar de paradoxal, quando batem as águas, todos esquecem de você, inclusive a nossa mídia, e só voltam a citar seu nome quando seu leito se encontra em estado terminal de penúria. As águas sobem, e aí eles acham que está tudo resolvido, até que venha outra temporada de estiagem.  Nessas épocas, todos começam, falsamente, a lamentar suas perdas e o seu prenúncio do fim, desde os ribeirinhos, ambientalistas, pescadores e os que curtem sua orla nos momentos de lazer e prazer. Quando você está cheio, eles só querem aproveitar suas riquezas e belezas, sem se preocupar em lhe preservar das depredações. Os seres humanos são assim mesmo, muito ingratos! Querem mais receber do que doar, não sabendo que o tempo de desgaste pode acabar de vez com sua exuberância e abundância. Ai, não adianta mais chorar!

EU ESTAREI LÁ!

Poema mais recente do jornalista e escritor Jeremias Macário

Quando se abrirem as fronteiras,

As pedras das muralhas caírem,

Para cada um construir o seu lar,

Que a guerra facínora fez ruína,

De falsas juras de altas torturas,

Eu estarei lá só para te ajudar.

 

Quando teu ser perdoar meu ser,

E o sonho de uma igualdade una,

Preencher essa oca vazia lacuna,

Do existir sem o sentido de viver,

Eu estarei lá só para te amar,

 

Quando você estiver triste e depressivo,

Andar por aí como se fosse morto-vivo,

Isolado pela sua raça, gênero e nação,

Nesses oceanos de predadores humanos,

Num caminho escuro, sem um futuro,

Eu estarei lá para clarear tua  razão.

 

Quando a fome roncar pra ladrão,

Minha fina viola nordestina sonora,

Vai rogar ao Pai e a Nossa Senhora,

Pra do alto mandarem o teu manjar,

E eu estarei lá para entoar uma canção.

 

Quando tudo for ódio e intolerância,

Os brutos te negarem a fé e a ciência,

Trocarem a semente da cura pela dor,

Com esse tóxico veneno da ganância,

Eu estarei lá para te dar minha flor.

 

Quando não houver porta de saída,

Não mais tiver esperança na lida,

Mesmo com a volta da paz e calmaria,

Tentar abandonar a tua amada Maria,

Eu estarei lá só para te levantar.

 

 

 

 

 

VALE TUDO POR MAIS QUATRO ANOS

Carlos A. González – jornalista

Parabéns, prefeito! Vitória da Conquista – na verdade, sua administração – acaba de ganhar mais uma medalha (de latão), ao ser incluído entre os quatro municípios – os outros são Indaiatuba (SP), Uberaba (MG) e Fortaleza (CE) – que apresentam os índices de contaminação da covid – 19 mais altos do país. A possibilidade de ficar mais quatro anos num emprego agradável transportou Herzem Gusmão para outra galáxia, onde todos gozam de ótima saúde. Esse mimo também é cobiçado por 295 gestores dos 417 municípios baianos. Entre os mais de 500 mil – um recorde – candidatos a vereador, 80% deles buscam um novo mandato, ou seja, continuar na “doce vida”

O quê há de comum entre Donald Trump, Jair Bolsonaro e Herzem Gusmão?  Pergunta fácil: todos eles priorizaram, neste trágico ano de 2020, o instituto da reeleição, hoje condenado, no Brasil, pelo seu mentor intelectual, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Simplesmente, não deram o suporte necessário para o combate ao vírus, que facilmente se propagou, tirando a vida de milhares de brasileiros e norte-americanos.

Os dois presidentes e o prefeito criaram uma espécie de corrente, cada um usando métodos diferentes, mas com o objetivo de se manterem no poder. Os elos desse grilhão, que une Washington, Brasília e Vitória da Conquista, só podem ser quebrados pelos eleitores, utilizando a força do voto.

Herzem Gusmão, o elo mais frágil dessa corrente, cometeu nos últimos nove meses o erro de acompanhar os passos do presidente Bolsonaro  no enfrentamento da crise sanitária, privilegiando a economia em prejuízo da saúde da população mais pobre. Liberou totalmente as atividades comerciais, mostrando, claramente, que estava agindo em benefício do seu eleitorado: o empresariado, que pôs uma das suas lideranças, a presidente da CDL local, na chapa situacionista.

Nesses oito meses de dor e sofrimento, Estado e município travaram uma guerra de palavras, que já é do conhecimento de todos.  A última batalha se deu há poucos dias. Diante das taxas de transmissão do vírus em Conquista, superiores às do Estado, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas manifestou sua preocupação, declarando que “é lamentável que o prefeito não tome nenhuma providência para combater o coronavírus. A cidade está abandonada do ponto de vista de dosagem. Nós temos oferecido o RT-PCR (método usado para detectar o vírus) para utilização em toda a região, mas a prefeitura não tem feito a parte dela”.

A prefeitura não respondeu até o momento. Também tem se mantido em silêncio sobre a vacina, não acompanhando o presidente Balsonaro na sua caótica condução da emergência sanitária. Há poucos meses Herzem se deixou levar por decisões ilusórias vindas do Planalto: incentivo às aglomerações, críticas ao uso de máscara, negação ao distanciamento social e prescrição da cloroquina, medicamento que abarrota o almoxarifado municipal.

Nesse afã de permanecer no poder, Herzem cometeu deslizes, punidos com multas pela Justiça Eleitoral, entrou em rota de colisão com os professores da rede municipal, que ameaçam denunciá-lo à Organização Internacional do Trabalho (OIT). Por fim, foi acusado de estar usando a estrutura do Hospital Esaú Matos em troca de votos

“O trabalho deve continuar”. O slogan da campanha da chapa situacionista tem levado moradores da periferia e da zona rural a perguntar: “Que trabalho?”. Convivendo com a poeira e a lama, eles reclamam do fechamento de escolas, da falta de médicos e medicamentos nos postos de saúde, da ausência de saneamento básico, do transporte coletivo inconstante. Quando muito, com a chancela de algum vereador, a rua do desvalido ganha um maldito quebra-mola, uma praga que se alastra por toda a cidade.

Revolta da Vacina

Trinta mortos, 110 feridos, 945 presos na Ilha das Cobras e 461 deportados para o longínquo Acre. Este foi o saldo da Revolta da Vacina, um motim popular ocorrido no Rio de Janeiro entre 10 e 16 de novembro de 1904. Um grupo de militares do Exército tentou se aproveitar do clima de anarquia para invadir o Palácio do Catete, sede do governo federal, sendo repelido pelas tropas leais ao presidente Rodrigues Alves (1848-1919).

A rebelião foi associada à obrigatoriedade da imunização contra a varíola, a peste bubônica e a febre amarela, doenças infecciosas, causa das mortes dos moradores das áreas mais pobres do Rio. Os insurgentes e negativistas interpretaram o ato imperativo presidencial, executado pelo sanitarista Oswaldo Cruz (1872-1917), como uma invasão de privacidade.

Estamos vivenciando hoje uma conjuntura parecida com a de 1904, com variantes diferentes. No começo do século passado o Brasil era governado por um estadista, um líder político, que exerceu seu mandato, segundo os historiadores, sem a influência de partidos e ideologias. A firmeza de caráter de Rodrigues Alves não é uma característica dos políticos atuais.

Os que não aprovam a vacinação, obrigatória ou não, contra a Covid-19, são os ideólogos do fascismo, devotos de Jair Bolsonaro. São os insanos que manifestam nas redes sociais a repulsa a tudo que vem da China, inclusive a vacina, ignorando que o país asiático é o maior comprador do que produzimos.

Quando 160 mil brasileiros já morreram, vítimas do coronavírus, pesquisa feita pela revista científica Nature revela que 83% dos brasileiros aguardam ansiosos a chegada de uma vacina, independente do país fabricante.

O Brasil é uma referência mundial em imunização. O Instituto Butantã e a Fundação Oswaldo Cruz, responsáveis pelos programas de testes, gozam da confiança da maioria da população. Anualmente, os dois respeitáveis laboratórios produzem mais de 300 milhões de doses de vacinas contra dezenas de doenças.

O primeiro rompimento na corrente deve acontecer no próximo dia 3, quando será conhecido o futuro presidente dos Estados Unidos. As pesquisas mostram uma ligeira vantagem do democrata Joe Biden. O sistema eleitoral americano é complexo, porque nem sempre o voto popular prevalece sobre dos delegados democratas e republicanos – no pleito de 2016, líder em todas as pesquisas, Hillary Clinton, com 3 milhões de votos a mais, perdeu para Trump.

 

COMO A MÍDIA NUTRE OS BRUTOS EXTERMINADORES DO NOSSO FUTURO

O politicamente correto (uma linha ilusória e subjetiva) e as ações humanistas do bem não têm tanto espaço na mídia como as declarações dos brutos exterminadores do futuro quando mostram suas garras contra o meio ambiente, contra as conquistas da igualdade de gênero e raça e, de um modo geral, descarregam suas raivas homofóbicas, xenófobas e racistas, incitando a violência e atentando contra a vida.

Para estarem sempre em evidência, usando a controvérsia, os extremistas de plantão, como o Trump e seu filhote no Brasil, só para se situar nesses exemplos, usam diariamente as ferramentas dos veículos de comunicação (redes sociais, jornais, rádios e televisão) para permanecerem sempre visíveis e ganhar notoriedade popular. O mal tornou-se alimento principal dos brutos porque sabem que serão bem mais recompensados e chamam mais a atenção andando na contramão.

MAIS QUESTIONADORA

A mídia precisa ser muito mais questionadora em suas publicações, principalmente nesta era dos ultraconservadores onde muitas nações, através de seus representantes totalitários, optaram em adotar posições retrógradas, como ocorreu recentemente com a declaração extremista de países (o Brasil participou da lista junto com os Estados Unidos), mostrando suas presas homofóbicas em nome da família, da pátria e da vida.

Com seus factoides e mentiras, que vão se tornando verdade para o povo, Donald Trump comanda o extremismo e bate de frente contra a imprensa porque sabe que, com suas polêmicas, é evidência cotidiana confirmada e tem seus dividendos com mais acompanhantes, admiradores e apoiadores. Com suas atitudes masoquistas, sempre estão com suas tiradas tiranas contra a humanidade.

O Brasil tem o seu representante que reza em sua cartilha, desprezando o meio ambiente, tratando a Covid-19 como uma “gripezinha”, ideologizando a vacina e até incitando o povo para não a tomar. Ele segue o mesmo método bruto de xingar a imprensa e os jornalistas, até com ameaças veladas, para histerismo de seus seguidores da morte. E assim ele vai ganhando seu espaço na galeria dos estúpidos, soltando seus petardos em nome da “família, da vida e da pátria”.

São os exterminadores do futuro que vão conquistando seus avanços, dizendo para seus povos que esse é o caminho correto de uma boa moral, a qual para eles está degradada, mesmo discriminando, cortando direitos humanos, oprimindo, censurando a liberdade de expressão, destilando ódio contra os homossexuais, negros e todos aqueles seus contestadores, chamando-os de esquerdistas comunistas e inimigos da pátria. A estratégia deles é sempre estarem expostos na mídia, como o cara valente e corajoso que diz a “verdade”. Mas, qual mesmo a verdade?

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

Como influenciadora e formadora de opinião (também pode deformar), a mídia tem seus grandes pecados, porque falta ao povo em geral, consciência política e discernimento de separar o joio do trigo. O povo gosta do que conhece, mas gosta também daquilo que é desconhecido e que é bom.  Faça um show de boas músicas de conteúdo e melodia e o povo vai apreciar.

No caso do Pelé, a mídia o trata como o super-herói da nação, afirmando que todos devem seguir seu exemplo, mas não mostra seu outro lado que chegou a renegar seus filhos com negras, e ainda apoiou a ditadura, só para não ir mais além no que tange ao seu comportamento como pessoa. Agora vem ai as homenagens a Maradona, e ela (a mídia) é capaz de pontuar que ele serve de exemplo para todos nós.

Ele, o Pelé, pode até ser considerado como um dos maiores esportistas do futebol mundial de todos os tempos (é questionável), mas não pode servir de exemplo para nossos jovens, para essa nova geração. Melhor seria ficar apenas com o Pelé, só como jogador. Este é só um exemplo, mas existem outros milhares que a mídia sai por aí criando como falsos heróis, reis, rainhas e príncipes. A música de péssima qualidade, a que deve mesmo ir para o lixo, tem várias personagens que são endeusados pela mídia.

No campo político, estamos diante de fatos estarrecedores de governantes que estão cometendo crimes contra a humanidade, com a complacência de uma grande parte da mídia que falha em seu papel de responsabilidade em criticar, denunciar, explicar, condenar e questionar. Não se pode ficar apenas no campo do factual, como se fosse apenas a divulgação de um boletim de ocorrência. A mídia precisa ser menos superficial e ter mais conteúdo.

No lugar de construir, de respeitar e valorizar a pessoa humana, de proteger a natureza e a vida, de amenizar a violência e combater a intolerância, o que temos como governantes são verdadeiros exterminadores do nosso futuro, do nossos filhos e netos. O bombardeio de palavras e declarações malignas é forte, e eles não tiram férias, crescendo o número de seguidores, enquanto as instituições (nem todas) vacilam em suas posições de protesto e movimentos para aniquilar essa onda de ideias medievais.

 

AS LÍNGUAS SEMÍTICAS E A AFRO-ASIÁTICA

De acordo com estudiosos, as línguas semíticas formam apenas uma das seis ou mais ramificações de uma família de línguas muito maior que é a afro-asiática, localizadas na África. A própria subfamília semítica é africana (12 de suas 19 línguas sobreviventes estão restritas à Etiópia). As línguas afro-asiáticas surgiram na África.

Segundo o autor do livro “Armas, Germes e Aço”, Jared Diamond, talvez tenham surgido na África as línguas faladas pelos autores do Velho e do Novo Testamento e do Alcorão, os pilares morais da civilização ocidental, com as três maiores religiões cristã, judaica e islã.

SEM LÍNGUAS DISTINTAS

Destaca o cientista que, entre os cinco grupos africanos (negros, brancos, pigmeus, coissãs e indonésio), apenas os pigmeus não têm línguas distintas. O local de suas origens foi tomado por agricultores invasores, cujas línguas foram adotadas por pigmeus sobreviventes. O mesmo ocorreu com os negritos malaios e filipinos, que adotaram línguas austro-asiáticas e austronésia.

Muitos falantes dessas línguas, conforme seus estudos, foram subjugados por falantes das línguas afro-asiática, ou nigero-congoleses. As coissãs ficaram restritas à África meridional. Os coissãs e suas línguas, antes espalhados no extremo norte de sua atual distribuição na África, assim como os pigmeus, foram também subjugados pelos negros e deixaram legados apenas linguísticos de suas presenças.

A família linguística nigero-congolesa está em toda África Ocidental e pela maior parte da África subequatorial, não oferecendo nenhum indício do lugar onde a família se originou. No entanto, um pesquisador reconheceu que todas as línguas nigero-congolesas da África subequatorial pertencem a um único subgrupo chamado de banto, que abrange quase a metade das 1.032 línguas nigero-congolesa e mais da metade de seus falantes.

As línguas bantas mais características, e as não bantas acumulam-se na área de Camarões e da Nigéria Oriental. Todos esses dialetos ingleses, na concepção de Diamond, foram apenas um subgrupo de ordem inferior da família de línguas germânicas. Os demais subgrupos (escandinavas, alemãs e holandesa) aglomeram-se no noroeste da Europa. O inglês surgiu dessa localidade, e de lá espalhou-se pelo mundo.

Registros históricos dão conta que o inglês foi realmente levado de lá para a Inglaterra por invasores anglo-saxões nos séculos V e VI. Nessa linha de raciocínio, os quase 200 milhões de bantos, praticamente expulsos do mapa da África, surgiram em Camarões e na Nigéria. No passado, a área ocupada por pigmeus e coissãs era bem mais ampla, até serem dominados pelos negros.

QUANDO OS EUROPEUS CHEGARAM

A produção de alimentos resultou em altas densidades demográficas, germes, tecnologia, organização política e outros ingredientes do poder. Quando os europeus chegaram à África subsaariana, nos anos 1400, os africanos estavam desenvolvendo cinco grupos de culturas agrícolas, cada qual cheia de significados para a história desse povo.

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NAS ASAS DO POETA

ESTE É UM TEXTO EM HOMENAGEM AO POETA QUE TEVE SEU DIA NESTA SEMANA, MAS, INFELIZMENTE, NEM FOI LEMBRADO. CORTARAM AS ASAS DA CULTURA PARA ELA VOAR BEM BAIXO, COMO A GALINHA E A NAMBU. O COMNETÁRIO FAZ PARTE DO LIVRO “ANDANÇAS”, DE AUTORIA DO JORNALISTA E ESCRITOR JEREMIAS MACÁRIO, E PODE SER ENCONTRADO NA LIVRARIA NOBEL, NA BANCA CENTRAL OU DIRETAMENTE NA MÃO DO AUTOR.

O poeta dá sentido às coisas que somente poucos têm capacidade de ver. Tira leite da pedra e transforma um grão de areia numa bela praia de mulheres nuas. Não se contenta com o limite da linha. Quer o universo. Para ele, não existe finito. Saboreia toda essência do fruto. Viola e violenta, com suavidade e delicadeza. Penetra nos porões do misterioso e visita todos seus cômodos secretos.

O poeta é um intruso do real e do abstrato. É domador do tempo e metafísico do concreto. Transforma o subjetivo em objetivo. É o mestre da alquimia e da magia. Sua musa é bela, vestida de camponesa, ou como nobreza. Sabe como deixar uma alma nua. É o arquiteto da régua e do compasso das palavras. Sua missão é viajar nas asas da alegoria e da tristeza.  Viaja nas metáforas e revela o invisível.

É o repórter das parábolas. Sabe unir conflitos e harmonia num só cesto. O poeta não deve falar para dentro, nem ser um estranho. Sua poesia tem que ser estridente e, ao mesmo tempo, compreendida pela mente. Tem que atrair, ser social, mesmo lírica, e tocar no espírito do enigmático. O bom poeta é afinado como o “trinca-ferro” que empresta sua melodia para a viola temperar.

POR ONDE VIVE O POETA?

Como e onde vive o poeta de hoje? Falam por aí que respira o gás carbônico e é internauta. Não mete mais os pés no orvalho do sereno da manhã, nem vai ao curral tomar leite no peito das vacas. Não é mais telúrico.  O poeta de hoje se empanturra de enlatados. Come fios de aço. Não fala mais do boi puxando o arado, nem da mão que colhe e lavra. É do tempo da máquina que revira o chão com a navalha e engole de uma vez a safra. Não tem mais o ritmo nos pés da cantoria, para debulhar o feijão seco até o clarear do dia. Não tem tinteiro, nem desliza mais sua pena no papel. Conduz as letras no visor feiticeiro da tecnologia.

Nas calçadas indiferentes, está distante do luar rasgando a serra por entre as matas, que leva o caipira pelas veredas de prata.  Ao amanhecer, não tem mais em sua mesa a canjica, a abóbora e o cuscuz de milho verde com leite do pasto. Milho do plantio de São José posto em toalha feita pelas rendeiras. Poeta de hoje come empacotado e vive no trânsito engarrafado.

Como não se lembrar das prosas e dos causos de final de tarde dos homens enfadados e suados do campo!  Os meninos brincando de esconde-esconde, bambolê, pula-corda, chicotinho-queimado, baleado, cabra-cega, bola-de-gude, pião, boca-de-forno, atirei o pau no gato e cirandas no terreiro da casa e nas ruas das cidades pacatas!

A BORBOLETA DO POETA

É minha borboleta! Só o poeta tem a magia de imortalizar o passado; dar vida e vivê-la, intensamente. Ele pode voltar ao túnel do tempo e nele se fartar. O ser está sendo esmagado pela hegemonia do pensamento. O conceito subjetivo tem sua marca genética. O culto ao corpo, imagem de adoração, está hipnotizando e debilitando o espírito. São vários os deuses nossos de cada dia. No templo da falsa felicidade do consumismo, as cortinas da mídia se abrem para a livre idolatria no altar das oferendas. Ajoelhamos para venerar os bezerros de ouro. Num ato mecânico, o Natal virou comilança e troca de presentes.

A criatura tenta assumir o lugar do criador e acha que pode criar a si mesmo. Predominam as doses de serotonina e o humor da dopamina. O ácido das drogas dopa o neurotransmissor. A endorfina está em baixa. Quando o cara faz uma “Pós”, ou um “PHD” acha-se dono da verdade e se enrosca em teorias e códigos. Fala difícil para um círculo fechado. Sempre é glorificado. É só ter fama para sua frase ser registrada e propagada. O famoso nunca diz bobagens. Se não tiver sentido, se arranja, e ai de quem questionar. Seus versos são sempre “profundos”. O pó vira ouro. A piada da praça tem graça.

Oh borboleta! Quando era menino, parava para admirar seu bailado nos campos floridos. Pousava e levantava vôo ao sutil movimento de alguém por perto. Difícil tê-la nas mãos. Leve como uma pétala de rosa, vai e volta, caindo e ondulando no sopro criador da corrente de ar.  Encantadora e bela como o colibri. Eu corria entre as cores das asas da inocente imaginação. Espantava e não conseguia entender seu amor sincero para com a flor. O perfume era tudo para fecundar a vida.

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OS 40 ANOS DO “CRISTO CRUCIFICADO”

Carlos A. González – jornalista

No meio da terra árida, com pouca vegetação, ergue-se, magnificente, o Monumento ao Cristo Crucificado, a primeira imagem que surge aos olhos do viajante que está chegando a Vitória da Conquista pela BR-116 (Rio-Bahia interiorana). Erguida na Serra de Periperi, ponto mais alto da cidade, a obra do artista plástico Mário Cravo Júnior (1923-2018), contou com apoio logístico e financeiro da Construtora Odebrecht e da Prefeitura Municipal. Inaugurada em 9 de novembro de 1980, a escultura “contempla” a cidade que cresce, sócio e economicamente, sob seus pés. Desassistida, “lastima”, porque nada foi feito no seu entorno nesses 40 anos.

O “Cristo de Mário Cravo”, como é conhecido pelos moradores de Vitória da Conquista, retrata nos traços do rosto o sofrimento do homem do sertão nordestino, castigado pelo sol, na sua luta permanente contra a seca.

A imagem, esculpida em fibra de vidro, reforçada internamente com estrutura metálica de tubos galvanizados e aço inoxidável, tem 17 metros (a mesma altura do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que está fixado a um pedestal mais alto) e 13 metros de largura. A pilastra de apoio e a cruz são de concreto armado. O principal cartão-postal de Vitória da Conquista, considerada como a maior estátua no mundo de um Cristo pregado na cruz, tem 33 metros de altura, e está situada numa altitude de 1.110 metros.

As primeiras conversas entre a administração municipal, na pessoa do prefeito Pedral Sampaio (1925-2014), e Mário Cravo Júnior, datam de 1963, motivadas pelas reclamações das pessoas que tinham o hábito de subir a serra todos os anos, através de trilhas abertas no mato. Os romeiros cobravam do gestor a recuperação de um velho cruzeiro, diante do qual se reuniam para fazer seus pedidos e orações.

Antes de ser deposto no ano seguinte pela ditadura militar, Pedral mostrou interesse em erguer, na Serra de Periperi, um símbolo cristão, em substituição ao Velho Cruzeiro, transformando, ao mesmo tempo o local numa área urbanizada, dedicada ao turismo religioso. Uma das pessoas consultadas pelo prefeito foi o então vereador Raul Ferraz, que julgou o projeto modesto (uma cruz com 10 metros de altura), sugerindo a construção de “algo impactante, que pudesse ser visto de qualquer ponto da cidade”.

Dezessete anos depois Mário Cravo voltou a Conquista para dar continuidade à conversa com a prefeitura, sob a gestão de Raul Ferraz, que havia recrutado Pedral, nomeando-o secretário de Obras. O “Cristo Crucificado” foi relacionado entre as prioridades do governo. Por sugestão do prefeito, o monumento teria as mesmas dimensões da escultura erguida no Morro do Corcovado, no Rio. Nesse sentido, foi contratado o engenheiro calculista estrutural Augusto Franklin Ferraz. O local escolhido, apesar de bastante rústico, é o ponto mais alto da serra, de frente para a Rio-Bahia, de onde pode ser visto.

A grandiosidade da obra exigia uma base de sustentação capaz de garantir a segurança da imensa cruz e a imagem do Cristo, expostas aos ventos, tempestades e raios solares, “por muitos anos ou séculos”, afirmou Ferraz, revelando que o pedestal, “a parte “invisível” do trabalho, foi a de maior desembolso para a prefeitura”. O contrato com Mário Cravo foi assinado em maio de 1980, mas a base de apoio começou a ser construída em 9 novembro de 1979, com o lançamento da pedra fundamental, ato que foi acompanhado por uma multidão.

O preço total dos serviços, objeto do contrato firmado entre as partes, foi fixado em 2,8 milhões de cruzeiros (moeda da época), dividido em quatro parcelas, sendo a última em 30 de outubro, na entrega da escultura.

O município se comprometeu a fornecer torres metálicas para içamento da imagem; hospedagem e alimentação para o contratado e dois operários especializados; instalação de quatro refletores no local de trabalho; transporte dentro da cidade; disponibilizar cinco trabalhadores. O autor da obra, segundo o contrato, ficou responsável pelo fornecimento e guarda do material e ferramentas necessários à operação; aos honorários de dois auxiliares qualificados; e com as despesas de viagens a Salvador.

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A GANÂNCIA DO AGRO!

É, meu amigo, até nas feiras e mercados populares, os preços dos produtos estão caros, como na “hora da morte”, como diz o ditado popular. Além do arroz, outro vilão é o óleo de soja, tudo por causa da ganância do agronegócio que, ao invés de levar comida à mesa dos brasileiros, principalmente os mais pobres, prefere exportar seus produtos para o exterior, especialmente para a China. A soja, por exemplo, é transportada para aquele país para servir de ração para os animais. Como os preços internacionais estão altos com a subida do dólar, os brasileiros são obrigados a pagar por esses custos.  Se o Brasil tivesse um governo sério, priorizaria primeiro o mercado interno, para depois exportar os excedentes. No entanto, temos um governo que privilegia os grandes ruralistas, que ainda derrubam e queimam nossas matas, para expandir suas plantações. Cinicamente, ainda dizem que botam o alimento na mesa dos brasileiros. A mesma coisa acontece com o arroz, cujos agricultores deveriam ser proibidos de exportar o produto, para atender a demanda do mercado interno. O paradoxo é que todo arroz é exportado, e o mesmo grão é importado por um alto preço para abastecer as necessidades internas. O maior absurdo ainda acontece com a importação da soja, quando o país tem uma produção de sobra com relação ao consumo.

EU ESTAREI LÁ

Recente poema do jornalista e escritor Jeremias Macário

Quando o planeta se aquecer,

Com as elevadas temperaturas,

As florestas virarem savanas,

Subirem as ondas das águas do mar,

Arder em fogo as linhas humanas,

Eu estarei lá para te amar.

 

Quando as fronteiras se abrirem,

As pedras das muralhas caírem,

Para cada um construir o seu lar,

Que o homem facínora fez ruína,

Desde as eras sumérias e romanas,

Eu estarei lá para te afagar.

 

Quando teu ser perdoar meu ser,

Vamos todos um dia nos irmanar,

E o sonho de uma igualdade una,

Pode preencher essa vazia lacuna,

De um existir sem sentido de viver,

Eu estarei lá só para te beijar.

 

Quando você estiver triste e depressivo,

Andar por aí como se fosse morto-vivo,

Violentado pela sua raça, gênero e nação,

Em seu caminho escuro sem um futuro,

Eu estarei lá para estender minha mão.

 

Quando estiver com fome a roncar,

Refugiado por aí como um cão,

Minha viola catingueira sonora,

Vai rogar ao Pai e a Nossa Senhora,

Pra do alto mandarem o teu manjar,

E eu estarei lá com a minha canção.

 

Quando tudo for ódio e intolerância,

Não mais houver a social democracia,

Os brutos te negarem a fé e a ciência,

Trocarem a semente da cura pela dor,

Com o tóxico veneno da ganância,

Eu estarei lá para te dar uma flor.

 

Quando o tempo resolver parar,

A porta se fechar para tua saída,

Não mais tiver esperança na lida,

Seja na tempestade ou na calmaria,

Tentar abandonar a tua amada Maria,

Eu estarei lá, seja em qualquer lugar.

 

 

 

 

 

A DECADÊNCIA DA HUMANIDADE

Nessa nossa sociedade superficial e mercadológica, imitadora do sistema capitalista norte-americana, onde o indivíduo é o tempo todo preparado como uma mercadoria para ser negociada no mercado comprador, a nossa humanidade vive tempos de decadência e nulidade do ser, absolutamente visto como um pedaço de carne, com apenas tutano no cérebro.

Estamos vivendo épocas medievais, meu amigo, ou até pior, onde dilapidaram o saber das ciências humanas, coisa vista hoje sem importância, que não serve para nada. Não mais se estuda filosofia, geografia, história, sociologia, e até o nosso português, a língua do Lácio que foi assassinada à sangue frio.

NULO EM CONHECIMENTO GERAL

Para ganhar dinheiro, e ser exclusivamente escravo do trabalho, o cara sai hoje de uma faculdade universitária apenas como técnico em sua área de especialização, como engenheiro, eletricista, mecânico, médico, arquiteto, economista e nulo em matéria de conhecimento geral. Esse estudante jovem é bitolado hoje a aprender apenas como apertar um parafuso, ou fazer uma ligação elétrica.

No campo das ciências humanas, ele não passa de um ignorante, como um analfabeto em história, geografia, filosofia, pedagogia, educação e português. Botaram na cabeça dele que essas disciplinas nada valem para sua vida real. O que importa é o mercado capital para onde ele é vendido por um preço baixo para ser explorado pelo resto de sua existência.

Talvez na falta de conhecimento em matérias humanas esteja a razão e a explicação de tanto ódio, tanta intolerância, tanto preconceito, tanto individualismo, tanto rancor, homofobia, racismo, xenofobia, misoginia e egoísmo em nossa sociedade. Acho que toda essa questão não está na ausência de religião, de um Deus, como muita gente coloca.

Sem o pensar filosófico, a pessoa se torna um conservador extremista e passa a apoiar ideias retrógradas que nos levam ao retrocesso. Somam-se a tudo isso os milhões de analfabetos que são manipulados como massa de manobra e inocentes úteis para os aventureiros de plantão.

As pessoas hoje desconhecem o seu passado histórico, suas origens e o que ocorreu lá atrás com a humanidade. Talvez por isso é que a história está sempre se repetindo, na maioria das vezes, com tantas atrocidades, tiranias e menosprezo pelo o lado humano.

Por que se defende a volta de uma ditadura para o país? Quase ninguém sabe o que houve, e muitos até dizem que ela nunca existiu. Outros deturpam os fatos porque repetem como papagaios o que ouve de outros que dela ignoram. Vitória da Conquista é um exemplo mais próximo. Poucos conhecem a história do seu município. Nada sabem sobre seu passado.

As escolas, as faculdades e as universidades em geral promovem semanas de robótica, de matemática, de engenharia, de mecânica, de inovações tecnológicas e como vender o seu produto, com disputadas acirradas entre os jovens participantes, mas nada se vê de realização de eventos nas áreas de história, de geografia, no ramo do conhecimento humano e nem, tampouco, em português, hoje uma língua corrompida por expressões inglesadas.





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