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Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

UMA HISTÓRIA HILÁRIA DO FREI CISCO E OUTRAS (Parte I)

Muito tempo atrás um velho Griot reuniu sua gente na cabana da sua aldeia e contou para seus filhos, netos e bisnetos uma história hilária que se passou no reino de Bacu. Era uma vez um líder dos trabalhadores da grande cidade conhecido pelo nome de Frei Cisco, vindo com seus irmãos de uma longínqua terra, árida agreste e seca, muito pobre até hoje.

Fugidos da fome e da exploração dos senhores proprietários, mãe e filhos vieram batendo poeira pelas estradas num Pau-de-Arara, tipo de transporte mais usado naquela época. Entre todos, o irmão de apelido “Gula” era o mais esperto e bom vivan que gostava mesmo era de curtir os botecos e contar causos da sua região do seu povo sofrido, dos coronéis e jagunços valentões.

Não gostava lá muito de trabalhar, mas seu jeito popular desembaraçado de falar, com eloquência, desenvoltura e convencimento, encantava a todos que o ouviam. De bom papo, aonde chegava eram abraços e a conversa era bem animada. Frei Cisco viu no irmão um grande dote para comandar o movimento dos operários e o convidou para um tal de sindicato, mas ele logo resistiu. Não queria se meter em confusão, nem tampouco tomar seu tempo de porres para resolver problemas dos outros.

Depois de muita insistência, “Gula” aceitou participar da organização trabalhista e tomou gosto pela atividade, tanto que logo virou dirigente e passou a atrair companheiros com seus discursos inflamados, decretando greves contra o patronado. O reino de Bacu vivia uma terrível ditadura lá pelos anos 70 e 80 e mandou prender “Gula” que, àquela altura, já estava escolado em negociações e outras malandragens.

Solto, correu o reino, fez caravanas refazendo todo seu caminho de origem pregando justiça, ética, honestidade e com a promessa de não se misturar com os maus. Perdeu o reino, mas com os ensinamentos do marqueteiro astuto por nome “Buda”, espalhou bondade e, em pouco mais de 10 anos de pleitos, “Gula” se tornou rei de Bacu, depois de ter feito acordos espúrios com o capital e personagens mais nefastas da nobreza, gente da escória que vivia de saquear os bens da pobre rica coroa. Frei Cisco perdeu prestígio, caiu em desgraça e no esquecimento, enquanto “Gula” se deleitava e se lambuzava com o poder.

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ATENDIMENTO PÉSSIMO DO BB

Se o simples ato de ir à rua já é um tormento com os congestionamentos no trânsito e falta de estacionamento, imagine quando se vai resolver um problema qualquer numa repartição pública ou mesmo numa empresa privada! Parece que vivemos num mundo cão onde uns olham os outros como inimigos.

Fui hoje à Agência do Banco do Brasil, da Praça Barão do Rio Branco, para abrir uma conta poupança e, para minha surpresa, o atendente me informou, secamente, que este tipo de conta só a partir de junho. Indaguei o motivo e ele apenas afirmou que por falta de funcionários aptos para a operação.

São coisas inusitadas que só acontecem em nosso Brasil enlameado em corrupção e políticos que recebem propinas e ainda riem da nossa cara. O pior ocorreu antes. Quando cheguei à agência me dirigi ao moço que estava distribuindo as senhas e apenas pedi informação como abrir uma conta poupança. Ele me olhou e fez-me ver que teria que pegar a fila.

Até aí, tudo bem porque não tinha visto as outras pessoas em minha frente. Entrei na fila prioritária para idosos. Quando da minha vez, depois de uns cinco a dez minutos, o mesmo funcionário veio dizer a mesma coisa de antes, de que a abertura de conta somente a partir de junho.

Só depois que sai da agência diante da resposta negativa fiquei a matutar: Por que ele não me disse isso logo no primeiro contato, evitando que eu perdesse tempo na fila? O cara gosta de maltratar as pessoas, especialmente idosas? Não tem nenhum respeito e consideração!

Tenho percebido que os brasileiros em geral vivem mal-humorados e descarregam seus problemas nos outros. O atendimento no setor de prestação de serviços no país, tanto privado como público, sempre foi de péssima qualidade, e só tem piorado.

E tem mais atendimento horrível. Como o BB recusou abrir a conta poupança fui a um núcleo da Caixa Econômica Federal, na Galeria Joaquim Correia. e o péssimo atendimento não foi muito diferente. Pouca informação e má vontade em fazer o serviço.

Salário baixo não pode ser justificativa para tratar as pessoas com indiferença, como se estivéssemos  pedindo um favor. Falta de educação e baixa capacitação profissional são os fatores que explicam a razão dos serviços serem tão ruins no Brasil, particularmente na Bahia, e em Vitória da Conquista também.

UMA TOURADA TUPINIQUIM

É o samba do crioulo doido! O Brasil é um país indecifrável, enigmático e onde acontecem as coisas mais absurdas e hilárias do mundo. Não dá mesmo para entender uma tourada tipo tupiniquim em pleno sertão, em Planalto, no sudoeste baiano. Num distrito do município montaram uma arquibancada feita à facão que veio à baixo e um cercado rústico para tourear o boi.

Um repórter de uma emissora de televisão de Vitória da Conquista foi lá registrar o fato do desabamento do “monstrengo” e trouxe em sua capanga, como sempre tem ocorrido, uma informação incompleta, pela metade, sem falar com o organizador irresponsável da maluca tourada. Apenas deu uma nota xoxa da Prefeitura em que o executivo diz que qualquer evento tem que ter a autorização do poder público.

Ora, meus amigos, num município pequeno, você acha que o prefeito já não estava sabendo da armação? Isso está cheirando coisa de chefe comunitário do povoado com consentimento de algum vereador para agradar e entreter os moradores da localidade. O prefeito teria que ter vetado a iniciativa, para evitar uma tragédia maior.

Nessa hora todos se escondem, e a mídia, infelizmente, deixa de fazer seu papel de investigar. O fato bem apurado rende uma boa matéria de repercussão, desde que se explore os diversos ângulos. Gostaria de saber, por exemplo, quem foi mesmo o toureiro herói! Cabia uma entrevista com o rapaz. O negócio é não ter muito trabalho.

A notícia, como tantas outras que temos recebido, tem deixado vários buracos e indagações. Imaginava que com o avanço tecnológico a imprensa nossa fosse evoluir! Entre a tourada e a cobertura jornalística, duas trapalhadas dignas de comentário e muitas interpretações.

Com o combate às touradas na Espanha e as polêmicas criadas aqui no Brasil sobre a realização das vaquejadas ( O Supremo Tribunal Superior proibiu a atividade no Ceará), visando proteger animais de maltratos, nunca pensava que houvesse touradas clandestinas dentro do mato, no meio rural. Para mim foi uma grande surpresa. Só vendo mesmo para crer!

No fim todos foram salvos e tudo não passou de uma mera brincadeirinha. O boi ficou assustado e estressado, os organizadores da arapuca impunes, a Prefeitura Municipal nada sabia, os ambientalistas e os protetores dos animais nada falaram e a mídia deu sua noticiazinha medíocre. Foi uma piada, digna de uma grande crônica ou uma charge bem humorada. Assim é o Brasil!

 

VAMOS REVITALIZAR O PARQUE

Carlos Albán González – jornalista 

Como sempre ocorre nos finais de semana prolongados a cidade está adormecida, um estado de espírito que vai se repetir na próxima sexta-feira, véspera do dia dedicado a Tiradentes, e em outros feriadões, que o inimigo do trabalho espera com ansiedade, começando pelo poder público, que, num decreto de duas linhas, oficializa o ponto facultativo (!), ou prefere, como os vereadores, permanecer na ociosidade pelos 365 anos do ano.

Numa cidade como Vitória da Conquista, que peca por falta de lazer, verifica-se uma fuga de uma parte considerável de sua população. A prioridade é viajar para fazendas, chácaras e pequenos lotes de terra no interior do município. Quem se arrisca a colocar seu carro nas estradas ou participar de excursões em transporte clandestino vai matar a saudade do mar, viajando para Ilhéus e Porto Seguro.

E o quê fazem aqueles que ficam na cidade porque já riscaram o lazer do seu orçamento, diante da crise econômica provocada pelos “amigos” de Odebrecht? Bem, podem assistir a um show de música da pior qualidade, lamentando não poder ir ao Lomantão, por falta de dinheiro, ver e ouvir Roberto Carlos cantar “Emoções”. Se optar por um cinema, a programação é de má qualidade, priorizando monstros de outras galáxias,  seres extraterrestres e pré-históricos, vampiros e bruxas. Podem ir assistir, talvez pela última vez em 2017, ao time do Vitória da Conquista que, no domingo, enfrenta o Vitória, pelas semifinais do Campeonato Baiano. 

Como última opção para aqueles que realmente querem sair de casa, o destino é a Praça Tancredo Neves, onde, com muito esforço, podem visualizar algum peixe tentando respirar nas águas imundas dos tanques. Aproveitem logo, enquanto os patos que vivem na praça ainda não foram para as panelas dos humanos predadores , como aconteceu com a fauna de uma lagoa que divide as ruas Maranhão e Piauí, na Pituba, em Salvador.

Aqueles que são forçados a ficar em casa porque não têm dinheiro nem para o ônibus o jeito é convidar os amigos – os autênticos, não os da Odebrecht – para um joguinho de dominó ou de dama, regado a uma cachacinha, porque a cerveja, que já foi bebida de pobre, adquiriu ares aristocráticos, rebatizada com nomes estrangeiros dados pelos fabricantes artesanais, com preços que rivalizam com os uísques escoceses ou os vinhos espanhóis e portugueses. :: LEIA MAIS »

TEMPORAL SEM FIM E OS NOSSOS PECADOS DO DIA A DIA BRASILEIRO

Muitos já assistiram cenas de filmes de catástrofes provocadas pela natureza e outras por erros humanos e ataques terroristas em aviação, trens, metrôs, navios e incêndios pavorosos em edifícios. Nos momentos mais agudos da situação as pessoas expostas, por mais insensíveis e duras, se reconciliam com inimigos, consigo mesmo e perdem perdão pelas suas traições contra o amado, a amada, seus entes queridos e semelhantes.

Não é só isso, contam que na hora do aperto de morte até o camarada ateu clama pela misericórdia de Deus. No caminho para Damasco, o soldado Saulo, perseguidor dos cristãos, virou Paulo apóstolo de Cristo, diante dos raios trovões. Nas tragédias, todos se tornam cordiais e solidários, pelo menos por algum tempo. Quando uma doença grave, ou violência abate uma família, parentes mais próximos se dispõem a combater o mal com campanhas e ajudas. Conta muito o emocional.

Basta um temporal pesado para muita gente cair em rezas e pedir a Iansã, a Deus, Nossa Senhora e a todos os santos para que abrandem a tempestade. No Brasil, em meio a um temporal sem fim e catástrofes políticas, tudo parece normal, a não ser idiotas nas ruas tremulando bandeiras de “coxinhas” e “mortadelas” com reivindicações de cunho individualista ou de benefício para a categoria de cada um. Nelas estão estampadas as cores da intolerância, da irracionalidade e do ódio.

Os operadores graúdos das propinas só confessaram seus pecados depois que a força tarefa da Lava Jato (Ministério Público, Polícia Federal, promotores e juízes) mandou prendê-los, caiando sobre eles a espada da privação da liberdade. O outro lado dos corruptores se contorce em mentiras, negações e falsas justificativas de legalidades de seus atos.

Em posições confortáveis e poltronas acolchoadas, o temporal ainda não chegou a esta gente apelidada de Todo Feio, Alemão, Pacífico, Porco, Flamenguista, Grisalho, Vizinho, Nervosinho, Roxinho, Mineirinho, Boca Mole, Caju, Decrépito, Amigo, Italiano, Pós-Italiano, Garanhão, Índio, Angorá e tantas outras alcunhas engraçadas e tenebrosas. Eles não se sentem ameaçados e nem estão ai para os tormentos dos outros.

Também a banda do outro lado mais exposta ao temporal que a tudo assiste das arquibancadas tem seus pecados do dia a dia e precisa se purgar. Esses pecados de vender o voto, furar filas, assinar ausências de colegas nas escolas, bater pontos de companheiros no trabalho, queimar aulas, plantões em hospitais, dar gorjeta a policiais e servidores públicos na base do jeitinho brasileiro, fazer roubadas no trânsito, parar em locais errados e enganar os outros por achar ser o mais esperto talvez sejam pequenos aos olhos de muitos, mas criaram monstros que estão nos devorando.

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ODEBRECHT NÃO FEZ DOAÇÃO, REPASSOU

Quem acompanha atentamente a relação dos parlamentares, ministros, governadores, executivos e até prefeitos que receberam doações e propinas da Odebrecht fica com a impressão de que a empresa é uma caridosa mãe detentora de uma inesgotável mina de dinheiro.

Mas, analisando bem, não é assim. A empreiteira baiana não passa de uma repassadora de recursos tirados do povo, através de obras superfaturadas, fraudes em licitações e beneficiadora de medidas de isenção de impostos aprovadas por deputados e senadores no Congresso Nacional, o balcão de negócios públicos-privados.

Para entender melhor, roubado mesmo foi o povo, mas poucos têm consciência política disso. A grande maioria  fica alarmada com o derrame de tanta grana, de milhões e mais milhões em mochilas, malas, mesadas com reajustes e contas bancárias em bancos nacionais e estrangeiros. Na verdade, a Odebrecht não tirou nada dela. Em conluio com os políticos, roubou do povo para se tornar mais poderosa.

Outra face que a mídia deixa de mostrar é que, com as delações divulgadas, indiretamente as campanhas eleitorais foram financiadas com dinheiro público, só que de uma forma bem sacana e escrota mesmo, como sempre fizeram há anos com o povo otário que é conduzido às urnas como gado ao matadouro.

Amigo, Índio, Decrépito, Todo Feio, Mineirinho, Roxinho, Angorá, Drácula, Frei Chico e mais animais do grande Zoológico Tupiniquim repudiam as “delações mentirosas” e dão a mesma resposta padrão de que todas as doações foram legais e registradas na Justiça Eleitoral, a grande máquina de lavagem de dinheiro.

Aliás, tudo não passa de invencionice e imaginação de quem não tem nada para fazer já que todos negam as acusações e ninguém pediu nada a ninguém, nem sabia que tinha “saldo amigo” na conta. São todos “canalhas”, e “sou inocente e honesto”, aliás, o mais honesto de todos brasileiros.

A promiscuidade é tão escancarada que o cara recebe uma mesada e logo depois exige reajuste. E que reajuste! O trabalhador aplaude com a bandeira de seus sindicatos e centrais! Vida longa e confortável aos safados!

Alguém aí vai se habilitar a confessar que recebeu e pediu doações para se eleger ou se perpetuar no poder, escorado nas costas do povo? Dou minha vida em sacrifício, se possível queimado numa fogueira como na Idade Média, se alguém aparecer para se redimir da roubalheira!

 

LIVRO RELATA VIOLÊNCIA CONTRA INDÍGENAS NA DITADURA

(Imagem: Divulgação)

Uma investigação da história de centenas de indígenas mortos durante a ditadura militar no Brasil, de 1964 a 1985, foi transformada em livro pelo jornalista Rubens Valente, que durante um ano entrevistou 80 pessoas, entre índios, sertanistas, missionários e indigenistas para construir o relato.

Lançado na última semana na capital paulista, o livro Os Fuzis e as Flechas – A História de Sangue e Resistência Indígenas na Ditadura traz à tona registros inéditos de erros e omissões que levaram a tragédias sanitárias durante a construção de grandes obras do período militar, como a Rodovia Transamazônica.

“Em 1991, 1992, eu estive em área de uma etnia que se chamava Ofaié-Xavante. E lá eles me contaram que tinham sido transferidos pelos militares em um caminhão e haviam sido despejados lá no Pantanal, a 600 quilômetros dali [de seu território original]. Lembro que essa história me marcou muito, porque mostrou que havia uma coisa a ser contada nessa relação de índios com a ditadura, como eles sofreram impactos nesse período”, contou o jornalista. Em viagens a outras aldeias desde os anos 80 do século passado, Valente conta ter ouvido relatos semelhantes.

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SARAU CUMPRIU SEU OBJETIVO

Faltaram muitos componentes do grupo por questões de doenças em suas  famílias e compromissos de trabalho de outros artistas que estavam cumprindo agenda de shows fora da cidade, mas o primeiro Sarau A Estrada de 2017 não deixou de cumprir seu objetivo de confraternização entre os amigos, debates de variados temas e uma boa violada dos músicos Moacir Mocego e Baducha.

Como o número de participantes foi reduzido, decidimos deixar os temas previstos sobre o poeta condoreiro Castro Alves e o abolicionista Luiz Gama para serem discutidos no próximo Sarau marcado para 9 de junho, num sábado à noite, quando teremos mais gente para prestigiar o evento e intervir com seus pontos de vistas em relação aos ilustres personagens brasileiros. Mesmo assim, houve pequena introdução sobre essas figuras.

Apesar dos desfalques, compareceram o professor Itamar Aguiar, o mais assíduo e um dos fundadores do Sarau, Baducha e sua esposa Céu, Karinne, Moacir Mocego, José Carlos D´Almeida, José Silva e os anfitriões Jeremias Macário e sua esposa Vandilza Gonçalves.

Para fechar a noite regada a vinho, cerveja e deliciosos pratos, todos colaborativos, tivemos a honra de receber no Espaço Cultural A Estrada a visita do artista escultor Edimilson e sua esposa que adoraram o ambiente de amizade e discussões.

Sentimos muito a falta de Lídia Rodrigues, Simone, Jesus, Dorinho, Walter Lages, nossa sempre alegre companheira Marta que não compareceu devido o falecimento da sua mãe, Mano di Sousa e Cleide com sua filhinha e demais frequentadores do Sarau.

Na ocasião, o jornalista e escritor Jeremias Macário apresentou a arte final do seu mais novo livro “ANDANÇAS”, cuja obra tem cunho colaborativo através da internet e assinatura num Livro de Ouro. Com um visual aprimorado, digno das criações artísticas de Beto Veranezze, o livro contém 368 páginas, tratando-se de um trabalho que mistura realidade com ficção entre contos, causos, histórias, estórias e versos.

Os presentes se prontificaram, através de suas assinaturas, colaborar para que sua impressão seja concluída ainda neste ano. A adesão ao projeto cultural, conforme foi explicitado pelo autor, funciona como uma pré-venda do livro mediante colaboração a partir de 40 reais por exemplar. Estamos pedindo o apoio de todos e cada colaborador terá seu nome registrado no livro.

CENTRO SOLIDÁRIO EM CONQUISTA

Com as presenças de representantes da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social do Estado, do deputado estadual, Jean Fabrício, do deputado federal, Daniel Almeida, diretoria da Associação das Mulheres, vereadores, artesãos e a imprensa, foi inaugurado ontem ( dia 7 de abril) o Centro Público de Economia Solidária do Estado da Bahia – Território Sudoeste, incluindo o município de Itapetinga. A solenidade foi bastante concorrida com as falas dos dois deputados que apontaram a importância da entidade para a economia local, geradora de trabalho e renda para as famílias de menor poder aquisitivo que atuam, principalmente, no setor artesanal com suas pequenas produções. O Centro está localizado na rua Santos Dumont e conta com uma loja de artesanato que dará suporte aos produtores artistas do município e região.

 

 

O PONTO DA QUESTÃO

O OLIGOPÓLIO DA CARNE

A Operação Carne Fraca da Polícia Federal terminou por fortalecer mais ainda o oligopólio da carne no Brasil, dividido entre as duas gigantes do mercado, a BRF e a JBS, que foram beneficiadas com recursos do BNDES durante o período do ex-presidente Lula. Se as duas sempre se exibiram em suas grandiosas propagandas como únicas detentoras de produtos de qualidade, por que usavam partidos para indicar nomes em cargos no Ministério da Agricultura e se tornaram grandes doadoras de campanhas eleitorais? Agora com o fechamento dos frigoríficos de menor porte por irregularidades na região do Paraná, a BRF e a JBS fecharam o cerco da comercialização da carne. E como fica o consumidor? Pergunta para o Cade e o Procon.

DESIGUAIS

Ainda tem gente por aí que abre a boca para dizer que as leis são iguais para todos. Falta de conscientização política! Quando um advogado é preso por acusação de abuso sexual das próprias filhas de menores, a Justiça proíbe citar seu nome com a conversa de que a medida é para proteger as crianças, mas quando é um pobre lascado divulgam logo sua foto na televisão e nas redes sociais, taxando-o imediatamente de monstro. A mídia também tem sua parcela de culpa nisso. Se a lei no Brasil fosse igual para todos, a esposa do ex-governador Sérgio Cabral continuaria presa no presídio como as outras pobres que não têm bons advogados para suas defesas.

“EXTINTA A POBREZA”

Por falar em leis, o nosso país acumula 1,7 milhão delas, sendo que apenas 53 mil estão em vigor. O Brasil tem 3,7 milhões de normas jurídicas, e uma média de 517 regras são criadas por dia. No Brasil já fizeram lei tornando extinta a pobreza. Aqui entre nós, os bancos seguem a lei do limite dos 15 minutos que os usuários são obrigados ficar nas filas? Fiscalizam a lei que proíbe o uso de celular nas agências bancárias?

NO NORTE E NORDESTE

No âmbito das injustiças sociais e das desigualdades, o Norte e o Nordeste sempre          foram as regiões campeãs de maltratos aos cidadãos. Por aqui temos a educação, o saneamento básico e a saúde mais precários do Brasil. Para se ter uma ideia, no Nordeste só existem 57 aparelhos de radioterapia, uma cobertura de apenas 36%. No Norte só 19% de cobertura e Centro-Oeste 35%. Como sempre, as regiões mais beneficiadas são o Sul e o Sudeste. Depois ainda falam em prevenção da saúde, se não temos hospitais, leitos, equipamentos e aparelhos em números suficientes para atender a demanda da população, como recomenda a Organização Mundial da Saúde.

O PÂNICO DA VACINA

Como não temos prevenção adequada e os maiores criadouros de mosquitos estão mais em áreas de responsabilidade do poder público (terrenos e esgotos a céu aberto, prédios abandonados e veículos apreendidos expostos às chuvas), o brasileiro terminou se viciando em vacina. Agora mesmo com o surgimento da febre amarela em macacos, todo mundo corre em pânico para os postos para tomar a vacina, não importando as condições de idade e saúde. Mesmo que se explique que basta uma vacina, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde, as pessoas não acreditam. Tem gente ai que já burlou as normas e já tomou duas, ou vai tomar outra no próximo ano. É, não dá mais para confiar e acreditar nas “autoridades” brasileiras!

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