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Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

“UMA CONQUISTA CASSADA” FICA BEM MAIS FÁCIL DE SE ADQUIRIR

Para quem ainda não leu a obra do jornalista e escritor, Jeremias Macário, “Uma Conquista Cassada-Cerco e Fuzil na Cidade do Frio”, que pode ser encontrada na livraria Nobel e nas principais bancas de revistas da cidade de Vitória da Conquista, tem agora a oportunidade de adquirir o livro por um preço promocional de R$30,00 até o final do ano.

O trabalho resgata a história da ditadura civil-militar (1964-1985) em Vitória da Conquista dentro do contexto nacional e baiano sobre o regime, destacando as cenas de prisões, as guerrilhas e os atos de resistência, torturas, horrores, mortes e desaparecidos políticos, todos vítimas da brutalidade de uma época que não pode mais acontecer em nosso país, como bem relata o livro: “Brasil Nunca Mais”.

A publicação de 460 páginas, com fotos e ilustrações, lançada há três anos pela editora da Assembleia Legislativa da Bahia, (apoio cultural do deputado Jean Fabrício) demandou cinco anos de estudos, pesquisas e investigações realizados pelo jornalista Macário, que também escreveu “Terra Rasgada”, “A Imprensa e o Coronelismo no Sertão do Sudoeste” e apresentará em breve “Andanças” – contos, causos, prosas e versos.

De acordo com pessoas que já leram “Uma Conquista Cassada”, o livro é  de fundamental importância histórica para jovens estudantes, professores, interessados e estudiosos do assunto, para que tomem consciência dos fatos que ocorreram no período tenebroso onde a democracia e a liberdade de expressão foram substituídas pela censura e pela repressão militar. É uma leitura que pode esclarecer melhor as mentes de quem pede hoje uma intervenção militar no país.

Monumento lembra vítimas da ditadura na Bahia e está localizado na Praça Tancredo Neves, em Vitória da Conquista.

 

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Trata-se de uma obra que exigiu do autor cinco anos de pesquisas feitas através de leituras, entrevistas diversas com personagens vítimas da ditadura que testemunharam os acontecimentos, estudos em bibliotecas e arquivos públicos e documentos antigos.

Conheça de perto como se deu a ditadura em Vitória da Conquista com relatos inéditos que nenhum outro livro já contou, como os fatos que desencadearam a cassação e a prisão do prefeito da época, José Pedral Sampaio e a primeira morte no Brasil de um prisioneiro política numa cadeia pública sobre a responsabilidade do Estado e das forças armadas.

Na verdade, “Uma Conquista Cassada” são seis livros em um que também faz tributo à década de 60 quando o novo tempo tomou o lugar do velho com novas ideias que revolucionaram o mundo.

Além da livraria Nobel, na Avenida Otávio Santos e no Shopping Conquista Sul, na Banca Central (Praça Barão do Rio Branco) e na Banca Conquista (Avenida Olívia Flores-Rondelli), o livro pode também ser adquirido, se preferir, através do próprio autor pelo telefone (77) 98818-2902 ou macariojeremias@yahoo.com.br, ao baixo custo de R$30,00.

 

VIDA BOA MESMO É DE CACHORRO

“Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem” – Rui Barbosa.

Tem aquele humano cachorro, fiel e amigo do dono; tem o cachorro desumano traiçoeiro e feroz que rouba até alimento das escolas das pobres crianças e remédios nos hospitais; tem o abandonado nas ruas e favelas passando fome e sede como muitos humanos; e tem o cachorro de luxo que vive paparicado, numa mordomia sem igual, de fazer inveja à maioria dos brasileiros que passam privações. Na outra encarnação, se é que existe, confesso que quero ser o de luxo.

Cachorro agora não é mais cachorro, como antigamente, é um filho e melhor que o humano. Não azucrina a cabeça dos pais. Para os afortunados, o pet shop faz parte da família. Humano pode comer transgênico, mas cachorro não. Agora são rações especiais grain-free (livres de grãos). Para algumas raças, o alimento tem que ser vitaminado para a pelugem. Para eles, os cachorros, roupas de festa, pastas de dente com sabor, casinha no formato de Casa Branca dos Estados Unidos, sapatos para não queimar as patas e tapete gelado para se refrescar.

Nos tempos atuais de tantas inversões de valores, onde o homem está mais preocupado em salvar as baleias e as tartarugas do que o planeta e a si mesmo do monstro da indiferença e do apego ao consumismo supérfluo, onde criaram uma série de mimos e confortos para cães e gatos com tratamento vip, o baiano Valdick Soriano, na maior das suas fossas, não cantaria: Eu não sou cachorro não, pra viver tão humilhado e desprezado. Cantaria: Eu quero ser um cachorro pra viver tão bem cuidado.

É sério! Não é conversa fiada não! Já observou a linha de produtos entre roupas, sapatos, brincos, sabonetes, cosméticos em geral, remédios caros, comidas, vitaminas, brinquedos, doces e bibelôs criados pela indústria capitalista para satisfazer os cachorros de ricos e madamas que vivem em seus apartamentos e mansões? Não existe crise para o setor de pets shops. O faturamento das empresas só faz crescer porque a cada dia inventam um novo produto para os privilegiados, tipo Classe A.

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,SUJOS COMO OS BANHEIROS PÚBLICOS

As agências bancárias deveriam ser obrigadas por lei a disponibilizarem luvas e máscaras aos seus clientes que utilizam os caixas eletrônicos porque são tão sujos quanto os banheiros públicos – segundo estudos feitos pela empresa britânica BioCote. Na Rodoviária de Vitória da Conquista, no entanto, os sanitários são mais limpos que os caixas ao lado.

Existe até uma proposta de lei de um vereador de São Paulo para que as instituições financeiras coloquem álcool em gel nas áreas dos caixas. Segundo os mais entendidos no assunto, a higienização com álcool em gel pode eliminar 99% dos germes. E como controlar a circulação das notas fora dos caixas?

Enquanto nada disso aconteça, quem vai deixar de ir aos caixas eletrônicos tirar sua grana para o sustento? Ninguém, é claro, porque dinheiro é dinheiro e, infelizmente, não se vive sem o deus do capitalismo, que tem  provocado tantas desgraças e criado monstros da corrupção.

Gedel, por exemplo, não importa com isso e nem está aí, ou devia usar máscaras, e luvas especiais para visitar suas queridas espécies nas malas. Coitadinhas delas, presas e solitárias naquele apartamento, sem tomar sol! Agora, o ex-dono deve estar com muita saudade delas, vendo o sol nascer quadrado. E os que entopem os bolsos, sacolas e cuecas! Nem estão aí para doenças! Eles querem é mais!

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“E A BÍBLIA TINHA RAZÃO” (FINAL)

(A INVASÃO ROMANA, O NASCIMENTO DE CRISTO E A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM)

Em 1947 os beduínos do deserto encontraram rolos de pergaminhos e papiros na costa norte do Mar Morto. Através deste material foi traduzido o primeiro texto hebraico do Livro de Isaias (100 a.C). Assinala Werner Keller, que o Codex Vaticanus e o Codex Sinacticus, do século IV d.C. são as redações bíblicas mais antigas. O Codex Petropolitanus foi escrito em hebraico primitivo em 916 d.C. Diz o autor que esses manuscritos pouco revelaram sobre a vida e a obra de João Batista (o nobre) e de Jesus.

De volta à nossa narrativa histórica anterior contada por Keller, Israel viveu um período de tranquilidade, mas por pouco tempo, pois os romanos, através de Pompeu e suas legiões entraram em Jerusalém em 63 a. C., e Judá tornou-se província dos novos donos. Na época, o grego, com suas cidades na Jordânia (Decápolis), tornou-se língua mais falada na região.

Em 44 a.C. César foi assassinado, ano em que surgiu um planeta no céu, mesma coisa aconteceu depois do suicídio de Nero, em 66 d.C. Bem antes disso, porém, no ano 40 a.C. Herodes, o tirano e cruel, foi nomeado rei da Judeia. Ele praticou muitas atrocidades e veio a morrer por volta do ano 4 a.C. Herodes se achava um messias e ficou muito atordoado e mais sanguinário ainda quando ouviu boatos do nascimento de um rei que decretaria o fim do império romano.

O historiador judeu Flávio Josefo que viveu na época narra todos os acontecimentos, inclusive a destruição total de Jerusalém, em 70 d. C. Como não existe até hoje uma data precisa sobre o nascimento de Cristo, os achados dão conta de que o messias tenha vindo ao mundo entre 6 ou 7 a.C., em meio a uma perseguição feroz de Herodes aos recém-nascidos.

Baseado em fontes históricas, o escritor Houston Chamberlain chegou a divulgar (sua interpretação foi rejeitada) que o pai de Jesus teria sido um ariano guerreiro das legiões romanas chamado de Panthera. Miriam, sua mãe, teria sido repudiada pelo marido carpinteiro. Não foram encontradas provas da fuga de Maria, Jesus (mais citado como Nizireu que nazareno) e José para o Egito.

O certo mesmo é que Cristo veio em meio ao um turbilhão político e social, de desconfianças de todos os lados, rebeliões e animosidade entre as diversas tribos. O povo estava em polvorosa com a invasão dos romanos e as arbitrariedades de Herodes que governava a Judéia.

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UMA NAÇÃO ROUBADA E HUMILHADA!

Prometi a mim mesmo não mais tecer comentários sobre esta bandalheira de nome política, nem falar desses cafajestes e canalhas que nos despiram e vergastaram seus chicotes em nossos corpos até deixar nossas carnes penduradas em retalhos. No entanto, a indignação falou mais alto e, no meu refúgio de angústia e revolta, diante de tanta humilhação, resolvi dar o meu soco e lançar minha cusparada, enquanto ainda tiver forças para tanto.

As malas, as sacolas e os bolsos abarrotados de propinas no país das olimpíadas do roubo e da face monstruosa do fascismo que está entregando nosso patrimônio público, inclusive nossa Amazônia, para os rentistas e financistas nacionais e estrangeiros, fizeram com que eu revisse o propósito de não mais tratar desta sujeira que tanto nos enoja e deprime. De tanto apanhar, ser torturado, ser dividido por falsos profetas e ser ignorado sem instrução, o nosso povo perdeu o ânimo de reagir e preferiu, lamentavelmente, se calar.

As paradas gays, os movimentos evangélicos e comemorações em louvor ao samba arrastam para as ruas cerca de um milhão de pessoas e faz barulhos, mas diante de tanto caos e desmandos o que se vê é silêncio e a omissão na hora de protestar contra os usurpadores dos nossos direitos e os que atentam contra a democracia. Nas redes sociais fazem mensagens fajutas e riem em relação aos fatos absurdos, quando o momento deveria ser de seriedade e lamento. Muitos desses autores até, então, apoiavam esses personagens detentores das espetaculares corrupções.

No país que não se fez nação e permanece dependente desde a dita independência do 7 de setembro (nada a comemorar), o povo continua emparedado pelo legislativo repugnante do Congresso Nacional, pelo executivo e pelo judiciário patrimonialista e corporativista. A esta altura, ainda existem categorias isoladas e individualistas que falam de empoderamento, talvez pelo modismo de acharem o termo muito bonito.

Como disse o jornalista Mino Carta, vivemos num Estado medieval e insignificante, colônia exportadora de matérias-primas e terra vendida, na superfície e no subsolo, a preço de liquidação. Só me estarrece e me decepciona quando ele mesmo chama o PT de clube recreativo dispensável como os demais e, ao mesmo tempo, coloca o Lula na galeria de autêntico líder nacional, ao lado de Getúlio Vargas. Só pode ter interesses financistas particulares.

Se os poderes da República foram entregues aos capi, concordo com quem defende que a saída é a revolta popular, no sentido de exigir a instalação de uma autêntica Assembleia Constituinte e não congressista, para banir de vez esta corja que humilhou interna e externamente a nação e a colocou de joelhos. Engana-se quem pensa e imagina que as eleições diretas de 2018 vão tornar o país palatável, restabelecer a ordem e nos devolver a autoestima, a moral e a ética. Nem a Operação Lava Jato vai fazer isso.

Diante de tantas safadezas e trapalhadas, não sei o que mais nos constrange, se as pessoas que apoiaram o afastamento de Dilma, as que se arrastam como serpentes venenosas ao lado de Lula, as que defendem a turma do Mordomo de Drácula, as malas cheias de dinheiro, a corrida olímpica do roubo entre Maluf, Cabral, Gedel e o imperador do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, o Congresso Nacional sem moral e que não nos representa mais, ou apiedamos de nós mesmo por sermos cumplices dos crimes praticados contra nosso próprio país.
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“E A BÍBLIA TINHA RAZÃO” (IV)

Nos últimos capítulos de “e a Bíblia tinha razão”, Werner Keller fala da volta voluntária dos judeus da Babilônia no reinado de Ciro; de Alexandre Magno, da Macedônia; da influência grega na cultura dos povos; do cruel e sanguinário Herodes e suas construção; do nascimento de Cristo; e da destruição total de Jerusalém pelos romanos no ano de 70 d.C., uma carnificina sem igual na história da humanidade.

Por volta de 625 a.C. o neobabilônico das tribos dos caldeus, Nabopolasar destruiu Nínive, e o rei Josias baniu os cultos em Jerusalém. No Irã, os medos e os neobabilônicos dividiram o império. Em 597 a.C., o rei Nabuconodosor exterminou a Casa de David e levou o rei Joaquim e seu povo para a Babilônia (segundo versões, apenas notáveis foram deportados). Mesmo assim, o fato marcou o começo da história dos judeus.

Nunca se construiu tanto como no reinado de Nabuconodosor, basta citar os Jardins Suspensos, como uma das sete maravilhas do mundo, a Torre de Babel (a cidade tornou-se grandiosa e maior centro de cultura e civilização), 53 templos para os grandes deuses Marduck, Nergal, Abad, Instar, Afrodite (cada mulher tinha que sentar-se ao seu lado dela no santuário e entregar-se a um estranho) e outros.

Na época, Judá continuou província vassala, mas os israelenses que foram para Babilônia mudaram de atividades, tornando-se astutos comerciantes e lojistas, ao invés de artesãos, artistas e camponeses. Entre os medos, no Irã, governava Astiages que perdeu o torno para seu próprio neto Ciro em 553 a.C.

Conta a lenda que Ciro nasceu de dois sonhos, um da mãe Mandané,  filha de Astiages, a qual viu sair dentro do seu útero uma torrente de água que invadiu o mundo. Os magos interpretaram que nasceria um menino que tomaria seu reino. Com medo, Astiages deu sua filha em casamento para um persa de nome Cambises.

O outro sonho foi do próprio rei-avô que viu nascer da sua filha, quando estava grávida, uma grande videira que sombreava e tomava toda terra. Os adivinhos deram o mesmo vaticínio. Astiages, então, aprisionou sua filha em sua casa e quando a criança nasceu entregou-a para seu fiel guarda para que o menino fosse morto. Ele não teve coragem e deu Ciro para ser criado por um pastor de rebanhos. Assim cresceu o futuro rei de toda Mesopotâmia até a Palestina e a Síria.

Com a morte de Nabucodonosor em 550 a.C., subiu ao trono o arqueólogo Nabonid. Depois dos medos do avô em seu poder, Ciro derrotou os exércitos da Babilônia, em 539 a.C. e tornou-se um rei progressista voltado para a coletividade e realizações de benefícios sociais para o povo. Com liberdade de pensamento e de religião, Ciro procurou zelar pelo culto ao deus Marduck.

Com suas ideias libertárias e de não perseguição, Ciro permitiu que os judeus regressassem a Israel e à Palestina. Num percurso de 1.300 quilômetros, os hebreus refizeram a antiga trilha de Abraão para Canaã, 1400 anos depois, passando por Damasco até o Lago de Genesaré. Ciro, o libertador, morreu em 530 a. C. e foi inumado na cidade de Passárgada. Deixou o maior império que o mundo já viu, da Índia ao Nilo, para ser governado pelo seu filho Cambises II. Com Dario I e II, os persas tiveram dois séculos de soberania sobre Jerusalém.

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É GRAVE A SITUAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO DE VITÓRIA DA CONQUISTA

Desde décadas passadas que os moradores de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia com 350 mil habitantes, sofrem com os transtornos e péssimos serviços prestados pelas empresas de transportes públicos, pagando altos preços (R$ 3,30 a passagem), sem o devido retorno de comodidade e segurança. Em razão de uma série de irregularidades, a Conquistense e a Serrano, por exemplo, saíram do ramo prejudicando centenas de funcionários.

Não podemos esquecer das constantes queixas dos usuários do transporte coletivo de Conquista, como os atrasos, superlotação dos ônibus, falta de fiscalização, tratamento inadequado dos motoristas para com os passageiros, abrigos quebrados e pontos sem nenhuma proteção, carros sujos e com o tempo de vida útil vencido. A verdade é que o seguimento não está à altura do porte da cidade.

Hoje o sistema continua precário com contínuas paralisações e, se providências não forem tomadas com urgência, o serviço pode entrar em caos e até parar, sem contar que o Terminal de Lauro de Freitas não suporta mais a demanda e carece de outro local com uma infraestrutura adequada. No início de agosto, o vereador Coriolano Moraes (PT) veio a público da tribuna da Câmara Municipal de Conquista denunciar a situação e declarou que o cenário é gravíssimo.

Na ocasião, o parlamentar, com apoio do legislativo, requereu uma série de documentos da Prefeitura Municipal, referentes às empresas, os quais devem ser entregues nesta primeira quinzena de setembro. A intenção maior, como deixou transparecer o edil, é abrir esta caixa preta do transporte coletivo para que a população tome conhecimento sobre o que está ocorrendo.

Em entrevista, Coriolano apontou que existem várias  irregularidades que perduram desde governos passados, as quais precisam ser esclarecidas e sanadas. Destacou que a cidade tem uma história de concessionárias que exploram o serviço por um tempo e acabam abandonando a permissão. Ele indaga: Qual será a próxima empresa a sair? Será a Vitória ou a Cidade Verde? Ou as duas?

Dentre os documentos requeridos à Prefeitura, destacam as certidões negativas de débitos (trabalhista, previdenciária, FGTS), comprovantes dos pagamentos das parcelas de outorga referentes ao processo licitatório do qual participaram e foram classificadas, notas fiscais de cada ônibus que circula na cidade, com especificações claras de chassi, linha e horários, cópia da folha de pagamento em dia dos últimos três meses dos funcionários, quitações das rescisões dos ex-funcionários dos últimos doze meses com tabela específica, contendo nomes dos empregados, data de admissão e encerramento de contrato e função, bem como, cópia do Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela Viação Vitória, especificando itens cumpridos.

O vereador deixou claro que não visa criticar a administração atual, mas frisou que a responsabilidade de garantir a qualidade, a segurança e os direitos dos passageiros é do Governo Municipal. Em sua opinião, no entanto, a Câmara precisa atuar em conjunto na busca de soluções.

Sobre o contrato de concessão assinado em outubro de 2013 que reza, entre outras obrigações, vida média de três a quatro anos de uso dos veículos, pagamento de FGTS e previdência, não estão sendo cumpridos. Citou, por exemplo, os R$ 30 milhões de cada outorga entre a Cidade Verde e a Vitória (160 ônibus) que estão com suas parcelas em atraso, não chegando a um terço da quitação total.

Existe também a questão das Vans, cerca de 300, que rodam dentro da cidade e até hoje não teve o sistema regulamentado para que os usuários tenham um serviço de qualidade e com maior segurança em caso de acidentes – assinalou o vereador do PT.

SARAU DISCUTE CINEMA NOVO E TROPICÁLIA

Com o tema “Cinema Novo e Tropicália”, o Sarau A Estrada, no espaço cultural do mesmo nome teve discussões acaloradas na noite do último dia 2 de setembro (sábado), tanto que o assunto não se esgotou e decidiu-se mantê-lo no próximo evento. Vamos ouvir e falar mais sobre a Tropicália dos baianos.

A noite pediu vinho, e a conversa, intercalada ao som da viola e dos artistas cantadores compositores Walter Lages, Dorinho, Moacir Morcego, Marta Moreno, Mano di Souza; das declamações de poemas e causos de Iesus, Nunes, José Carlos D´Almeida e Jeremias Macário, varou a madrugada e o pessoal queria mais.

O professor e filósofo Itamar Aguiar, um dos fundadores da Escola de Cinema da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, que discorreu sobre o tema, foi um dos primeiros a chegar. Na sua bagagem ele trouxe os precursores do Cinema Novo, como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Roberto Pires, Paulínio, Roque, Orlando Senna e outros baianos que se destacaram na arte de filmar, sempre com uma ideia na cabeça e uma câmara na mão.

Como o assunto é muito amplo e o tempo não permitia, a Tropicália quase ficava de lado, mas o músico e cantor Moacir Morcego, com sua verve de sempre, abriu o debate entoando Vicente Celestino no que muitos questionaram que ele nada tinha a ver. Morcego, no entanto, fez questão de mostrar a sua influência letrista em Caetano, Gil e outros baianos.

O Movimento Modernista de 1922, a criação do Partido Comunista Brasileiro, as novas ideias revolucionárias socialistas e outros fatos políticos e sociais ocorridos no Brasil influenciaram o surgimento do Cinema Novo, da Bossa Nova e da Tropicália nas décadas de 50, 60 e 70 em meio à chegada da tenebrosa ditadura civil-militar. Foi aí que as discussões pegaram fogo.

Logo depois, o papo transcorreu mais ameno com as presenças ilustres de Simone, Lídia Rodrigues que, mais uma vez, veio prestigiar nosso encontro, a esposa de Nunes, Cleide, esposa de Mano e outros convidados acompanhantes. Vandilza Gonçalves, a anfitriã da casa, recebeu a todos com alegria e sorrisos, e brindou a todos os participantes do Sarau com um delicioso bode cozido, que só ela sabe fazer.

O Sarau colaborativo, onde cada um traz uma bebida e uma comida, mais uma vez cumpriu com seu propósito de reunir amigos, artistas e interessados pela cultura numa noite sem formalidades, para discutir e debater os mais variados assuntos num formato democrático onde cada um expõe seus pensamentos, canta, declama e conta histórias, casos e causos.

Conforme ficou acertado, no começo de outubro vamos dar continuidade ao tema e os interessados podem se programar e comparecer. Com sua máquina Nikon, D´Almeida registrou todos os lances do Sarau Cinema Novo e Tropicália.

Sentimos as ausências do nosso companheiro jornalista e estudiosos poliglota Sérgio Fonseca, do professor Nivaldo, do amigo e irmão fotógrafo José Silva e outros que nos prestigiam com suas presenças. É bom lembrar que o “Espaço Cultural A Estrada” está de cara nova depois que a professora e a artista Vandilza Gonçalves deu um novo visual na frente com colagens de coador de café. Ficou lindo demais!

Desde já, estão convidados para se juntar a nós nesta empreitada cultural de conhecimento a nossa secretária de Cultura do Município, Cristina (Tina), Lú Macário, da Comunicação, Ricardo Benedictis e Ricardinho, avisando a todos que não se esqueçam da colaboração socialista que norteou desde o início dos nossos eventos.

 

“E A BÍBLIA TINHA RAZÃO” (III)

Ao ler o livro “e a Bíblia tinha razão” deu-me a sensação de que o título poderia ter um “não” no que concerne a fatos que não tiveram relações sobrenaturais e outros relatos compilados de culturas antepassadas bem distantes. O Antigo Testamento mostra um Deus punitivo, vingativo e arbitrário como os deuses dos sumérios, dos assírios, dos babilônios, macedônios e greco-romanos. Ele impõe vitórias e derrotas nas guerras.

No capítulo “Quatrocentos Anos de Silêncio”, o autor Werner Keller destaca que em 1280 a.C. os hititas e egípcios celebraram o primeiro pacto de não agressão e defesa mútua da história do mundo. Em “Trabalho Escravo em Piton e Ramsés”, Keller assinala que o rei não conhecia José do Egito porque este viveu séculos antes dele, no tempo dos estrangeiros hicsos.  A história do feiticeiro Balaão, a jamanta falante e de Jonas engolido por uma baleia são fábulas da Bíblia.

Os egípcios odiavam os filhos de Israel, insultavam e faziam-lhes passar uma vida amarga com penosos trabalhos de barro e tijolos na jornada para a Terra Prometida. No deserto, Moisés já conhecia muito bem a arte de tirar água da rocha. Ele aprendeu a fazer isso durante seu exílio entre os madianitas.

A sarça que ardia e não se consumia se tratava de uma planta de um metro de altura coberta de glândulas oleaginosas com ramas vermelhas, de óleo volátil que se evapora. Em plena floração a moita parece envolta em fogo por causa de seus óleos voláteis. Quanto as suas leis dos Dez Mandamentos, Moisés copiou muita coisa dos ensinamentos de Amenemope, no Antigo Egito.

Os doze observadores de Moisés, incluindo ai seu general Josué, que eram enviados à frente da marcha para reconhecimento da terra, trouxeram notícias ao chefe líder sobre cidades muradas, gigantes hititas e tribos dos amorreus, cananeus e amalecitas, raças estrangeiras que já habitavam a região. Quando o povo hebreu estava próximo, os amorreus, por exemplo, negaram a entrada pelo seu território.

Sem saída, Josué e seu exército teve de entrar na mão armada mesmo e ai se tornaram senhores da Jordânia até o Lago de Gnesaré. Conta a história que, tentando vencê-los, o rei Moab mandou “suas filhas” seduzir os filhos de Israel. Muita gente caiu na tentação e foi degolada e enforcada como castigo pelo pecado cometido. Com a expulsão dos hicsos, em 1550 a.C., a Palestina, então, passou a ser colônia do Egito.

Era a época de 1200 a.C quando o povo de Israel já estava estabelecido em Canaã. Neste tempo surgiu o ferro procedente dos hititas (primeiros fabricantes do mundo) e negociado pelos fenícios. As cervejarias floresciam no Antigo Oriente nas tavernas da Babilônia e em toda Mesopotâmia.

Foi também nesta época que os filhos de Israel sofreram perseguições e agressões dos filisteus. O primeiro rei Saul e seu filho Jonatas criaram as campanhas de guerrilhas para combatê-los. No entanto, os filisteus reforçaram suas tropas e o próprio Saul se matou. Israel inteiro foi ocupado por 40 anos de escravidão.

O rei David reconquistou a autoestima do povo, estendeu seu império até o rio Eufrates e construiu fortificações. No seu tempo, nenhuma nação se dedicou tanto à música como os habitantes de Canaã. Veio logo depois seu filho Salomão que se tornou rei do cobre.

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INUNDAÇÕES ENTRE RICOS E POBRES

Pobre não almoça, come. Um não tem como fazer dieta porque já vive nela por obrigação das circunstâncias. O rico é chic, mesmo sem dinheiro, mas o outro não consegue disfarçar suas origens depois de ficar endinheirado. Pobre não pode se dar ao luxo de ter doenças psíquicas, como traumas e lembranças ruins do passado. Pobre em avião é promoção e em carro de luxo é carona ou motorista do patrão.

Até nas tragédias pobres e ricos são diferentes. Percebeu nas imagens da tempestade do ciclone Harvey (até o nome!), nas cidades do Texas, nos Estados Unidos? Pois é! Agora é só passar os fleches das inundações e deslizamentos de terras ocorridos no Brasil, principalmente no Nordeste. Muita gente deixa seus barracos com trouxas de roupas e outros bagulhos em barcos velhos de madeira a remo.

Em Houston, nos EUA, as casas atingidas são bonitas com jardins, e as pessoas são amparadas em barcos galvanizados a motor. Muitas ambulâncias e carretas com equipamentos salva-vidas! As vítimas não  expressam muita preocupação com o desastre e poucos choram ou se lamentam com as perdas. Os locais de abrigo são amplos e limpos. Até a água que invadiu as ruas tem outro aspecto, limpa e sem lixo.

Nas entrevistas, os ricos de lá dizem que depois da catástrofe têm certeza de reconstruir suas casas e seus pertences. Os pobres do outro lado de cá derramam suas lágrimas porque não têm como recuperar os estragos. Os abrigos são sujos e logo aparecem diarreias, cóleras, dengues, zicas, leptospiroses e outros males das águas sujas dos esgotos e do lixo.

Inundação em locais de rico quase não se vê desabamentos de casas. Em áreas de pobre ela arrasta morros com moradores e tudo pela frente. Por fim ainda aparecem os corruptos para roubar os poucos recursos enviados pelo poder público e as ajudas dadas por voluntários.

Não é somente em casos de inundações. Outros fenômenos da natureza, como terremotos, deixam um rastro de destruição e mortes nas comunidades pobres por causa da estrutura deficitária. Basta um abalo e tudo cai.  Até o aquecimento global, provocado pela ganância dos ricos, castiga mais as regiões pobres do planeta com secas e outros efeitos destrutivos.

Pobre em vida só leva a promessa do reino dos céus pela resignação com os sofrimentos na terra. Pobre não é sepultado ou cremado. É enterrado em valas comuns. Em muitos casos de tempestades, rico é avisado com antecedência e sai de suas residências em seus carros confortáveis. Pobres são pegos de surpresa. Inundação de rico é outra coisa!



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